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Governo do Acre realiza abertura do ano letivo da Educação de Jovens e Adultos
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O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), realizou na noite desta segunda-feira, 23, a abertura do ano letivo da Educação de Jovens e Adultos (EJA), que aconteceu na Escola Berta Vieira de Andrade, localizada no bairro São Francisco.
A EJA é uma modalidade fundamental para a educação no Acre. Somente no ano passado, mais de 15 mil alunos – entre jovens e adultos – foram matriculados em todo o Estado. Na escola Bertha Vieira, até o momento, há cerca de de 200 estudantes matriculados.
Equipe escolar recepciona os estudantes no primeiro dia de aula.Foto: Mardilson Gomes/SEE
De acordo com o professor Jessé Dantas, chefe do Departamento de Educação de Jovens e Adultos (EJA) da SEE, a modalidade de ensino é voltada às pessoas que, por diferentes razões, não concluíram a educação básica no período regular de escolarização. “Por isso, convidamos aqueles que ainda não concluíram seus estudos a conclui-los, disse.
Na EJA, o estudante pode concluir o ensino fundamental em dois anos e o ensino médio em um ano e meio. Para ingressar no fundamental, é necessário ter pelo menos 15 anos completos; para o ensino médio, 18 anos.
Ensino médio pode ser feito em um ano e meio na EJA.Foto: Mardilson Gomes/SEE
Outro benefício para quem estuda na EJA, no ensino médio, é ter a oportunidade de receber o “pé-de-meia”, um programa do governo federal que estimula os alunos a estudar. Nesse modelo de ensino, especificamente, pode receber o aluno que tem entre 19 e 24 anos de idade.
Professor Jessé Dantas: “convidamos a quem não concluiu os estudos a aderir à Eja”.Foto: Mardilson Gomes/SEE
O professor Jessé Dantas explica que, no ensino médio, além dos componentes da Base Nacional Curricular (BNCC), o estudante também realiza um curso profissionalizante. “Nossos alunos são batalhadores que buscam o sonho de concluir seus estudos e se aperfeiçoar para o mercado de trabalho”, explicou.
“Nossos alunos deixaram de frequentar a escola por uma série de fatores, como trabalho e responsabilidades familiares, mas hoje eles estão se dando uma nova oportunidade de acreditar no poder transformador da educação, e a Eja tem contribuido para essa trajetória ao longo dos anos”, afirmou.
Voltando aos estudos
Muitas histórias são compartilhadas por estudantes da Educação de Jovens e Adultos, entre elas está a estudante Sara dos Santos, que retornou aos estudos no ano passado ao se matriculou no sétimo ano do ensino fundamental, nos anos finais. Neste semestre, cursa o 8º ano.
Sara Santos retomou os estudos incentivada pela mãe.Foto: Mardilson Gomes/SEE
“Parei de estudar aos 18 anos, quando casei, isso faz uns cinco anos e agora, depois que me separei e voltei a morar sozinha, minha mãe me incentivou a retomar os estudos, e estou aqui”, declarou.
Na Eja, Sara Santos pretende concluir o ensino médio e cursar Serviço Social. “Eu queria ser professora, mas eu gosto muito de ajudar as pessoas, principalmente crianças e idosos, por isso quero fazer esse curso”, disse ela.
Nunca estudou
Outro caso de sucesso é o da dona Maria Gomes da Silva Nascimento. Aos 61 anos, ela nunca havia frequentado a escola. Ingressou na EJA no último ano, 2025, quando cursou o 1º ano do ensino fundamental, anos iniciais. “Eu não sabia ler nem escrever”, declarou.
Dona Maria Gomes nunca havia entrado em uma sala de aula.Foto: Mardilson Gomes/SEE
Aos poucos, dona Maria Gomes está aprendendo as primeiras palavras. Para quem nasceu e viveu por muitos anos no seringal Massipira, às margens do rio Envira, no Amazonas, isso representa um grande avanço. Durante muitos anos, ela ajudou os pais no corte da borracha, antes de se mudar para a cidade de Feijó.
Quando veio para Rio Branco, há mais de 30 anos, já era casada e tinha seis filhos para criar. “Criei meus filhos vendendo brigadeiro, refresco e banana. Hoje eles estão criados e consegui voltar a estudar, incentivada por uma amiga que me disse que eu poderia estudar nesta escola, a Escola Bertha Vieira”, informou.
Ler a bíblia
Muitos estudantes relatam que frequentam a EJAcom o desejo de aprender a ler a bíblia. É o caso da dona Elisabete Pereira de Souza, que aos 80 anos, nunca havia frequentado a escola. Ela vai às aulas acompanhada da neta, Eliane Rodrigues de Souza, que cursa o 3º ano do ensino médio.
Dona Elisabete com a neta: quer ler a bíblia.Foto: Mardilson Gomes/SEE
Dona Elisabete Pereira nasceu às margens do rio Iaco, em Sena Madureira. Criou 10 filhos e, há quase trinta anos, decidiu morar em Rio Branco. Atualemtne, está cursando o 1º ano do ensino fundamental, nos anos iniciais. Ela conta que já consegue escrever algumas palavras, mas ainda enfrenta dificuldades na leitura. “Minha vontade é aprender para ler a bíblia”, afirmou.
Uma mediadora
A história de Mara Aparecida Rodrigues Pontes é ainda mais interessante. Ela conclui os estudos na EJA em 2001, permaneceu alguns anos sem estudar, mas posteriormente, cursou Pedagogia e uma especialização em Educação Inclusiva. Atualmente, trabalha como mediadora na escola Bertha Vieira.
Maria Aparecida atualmente exerce a função de mediadora na escola onde concluiu seus estudos na Eja.Foto: Mardilson Gomes/SEE
Ela nasceu no seringal Mucuripe, às margens do rio Muru, em Tarauacá. Aos 14 anos, foi morar na cidade, onde concluiu o ensino fundamental, nos anos iniciais, na escola Rosaura Mourão da Rocha. Casou-se, teve 4 filhos e em 1992 prestou concurso para professora da zona rural, quando já estava concluindo o fundamental, nos anos finais, na Escola Deuzuite Barroso.
“De lá, vim para Rio Branco e me transferi para a Escola Bertha Vieira, foi lá que estudei e concluí o ensino médio pela EJA. Fiquei 16 anos sem estudar, mas me formei em 2021 e agora estou aqui,. gosto muito da escola e de ser mediadora”, explicou.
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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias
A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.
Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomO espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.
Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.
“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.
Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”
Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomInovação e inclusão
A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.
Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”
Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.
“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”
Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomImpressão 3D e cultura local
Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.
“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”
Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.
Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”
Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.
“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”
Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomEncanto para jovens
Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.
“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”
Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”
Mardilson Gomes/SEE
Mardilson Gomes/SEE
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Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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