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Girão cobra abertura de CPI do Banco Master

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O senador Eduardo Girão (Novo-CE) cobrou, em pronunciamento em Plenário nesta terça-feira (24), a abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o que classificou como o maior escândalo do sistema financeiro do país. De acordo com o senador, a CPI do Banco Master está pronta para ser instalada desde antes do recesso parlamentar. Ele afirmou que a comissão é “inegociável” e que o Senado precisa dar uma resposta à sociedade. 

Segundo Girão, o requerimento para criação da CPI já conta com 51 assinaturas, número superior à maioria absoluta dos 81 senadores. Ele afirmou que o pedido está na Mesa há cerca de três meses e que não há justificativa para o adiamento. 

— Essa CPI ou CPMI é inegociável. Nós precisamos — temos o dever — de abrir, porque não adianta a gente ficar pegando atalho e não ter uma CPI própria do maior escândalo do sistema financeiro do Brasil — declarou.

Girão também mencionou a existência de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o Banco Master apresentada na Câmara dos Deputados pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ) e afirmou que não concorda com eventual acordo para adiar a instalação da CPI. Para ele, a votação de temas como a dosimetria de penas não substitui a apuração dos fatos relacionados ao sistema financeiro.

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O parlamentar voltou a defender a análise de pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O senador afirmou que, com a retomada dos trabalhos legislativos, espera que a Presidência do Senado adote as medidas cabíveis e permita o andamento das propostas.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Comissão aprova projeto que amplia mecanismo de ajuste de carbono nas fronteiras

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A Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados aprovou projeto que autoriza o governo a aplicar o mecanismo de ajuste de carbono nas fronteiras – uma medida de restrição comercial sobre produtos importados – em resposta à adoção de medidas que prejudiquem a competitividade de empresas brasileiras.

Atualmente, esse mecanismo é usado por alguns países para impor custos adicionais a produtos importados com maior pegada de carbono. A medida busca equiparar as exigências ambientais aplicadas às empresas nacionais e estrangeiras, evitando que produtores submetidos a regras climáticas mais rígidas sejam prejudicados pela concorrência de produtos fabricados com padrões menos exigentes.

O colegiado aprovou o substitutivo do relator, deputado Jadyel Alencar (Republicanos-PI), ao Projeto de Lei (PL 3838/24), da deputada Coronel Fernanda (PL-MT). O substitutivo amplia o alcance do texto original que tratava especificamente de contramedidas comerciais diante de exigências ambientais impostas pela União Europeia.

Pelo texto, a adoção do mecanismo deixa de estar vinculada a barreiras ambientais específicas, sendo permitida diante de todas as medidas unilaterais que afetem a competitividade dos setores brasileiros regulados pelo sistema de comércio de emissões.

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Conforme o relator, a mudança evita a criação de normas paralelas e aumenta a segurança jurídica. “Optou-se por um texto que fortalece a vinculação da proposta à legislação já existente, conferindo maior segurança jurídica, coerência normativa e efetividade à futura aplicação da norma”, afirmou.

O mecanismo está previsto na legislação que criou o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões – SBCE (Lei 15.042/24). O substitutivo estabelece que o mecanismo só poderá ser aplicado depois da implementação completa desse sistema.

Próximos passos
A proposta ainda será analisada pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. O texto está sujeito à apreciação do Plenário.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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