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Expoacre Juruá doará cerca de 3 mil mudas de espécies nativas e frutíferas à população neste domingo

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A programação do estande integrado de meio ambiente na 21ª Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, encerra neste domingo, 5, com a tradicional doação de 3 mil mudas de espécies nativas e frutíferas à população. A iniciativa é do Viveiro da Floresta, unidade gerida pelo governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).

Serão disponibilizadas mais de 20 espécies de mudas, entre elas açaí solteiro, açaí touceira, andiroba, banana comprida, banana prata, bordão-de-velho, caixeta, caroba, cedro-rosa, copaíba, cumaru-cetim, ingá-de-metro, ingá-macaco, ipê-amarelo, ipê-branco, ipê-rosa, ipê-roxo, itaúba, jatobá, jucá, mulateiro, paricá, paxiubinha, samaúma, seringueira, sombreiro e urucum. Além de receberem as mudas, os visitantes poderão obter orientações técnicas sobre o plantio, manejo e a importância ecológica de cada espécie.

Expoacre Juruá doará cerca de 3 mil mudas de espécies nativas e frutíferas à população neste domingo. Foto: Emanoel Farias/Sema

Além da exposição do Viveiro da Floresta, o estande integrado disponibiliza diversos serviços e ações voltados à agenda ambiental. Os produtores rurais têm acesso ao escritório do Cadastro Ambiental Rural (CAR), onde recebem atendimento especializado e orientações sobre a adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA), o que facilita o acesso aos instrumentos de regularização ambiental.

O secretário de Estado do Meio Ambiente, Leonardo Carvalho, destacou a importância do atendimento oferecido aos produtores durante a feira.

Leonardo Carvalho destacou a possibilidade do produtor rural de receber atendimento especializado e orientações sobre regularização ambiental. Foto: Emanoel Farias/Sema

“O CAR funciona como uma espécie de certidão de regularidade ambiental da propriedade rural. Aqui, o produtor pode procurar os técnicos para tirar dúvidas e receber orientações sobre como fazer sua regularização ambiental. Esse processo facilita o acesso a financiamentos, a recursos do Banco da Amazônia e do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), além de garantir que a propriedade esteja de acordo com a legislação ambiental”, afirmou.

Viveiro da Floresta

Durante os seis dias de feira, o Viveiro da Floresta apresenta ao público o trabalho desenvolvido na produção de mudas destinadas à recuperação de áreas degradadas, ao reflorestamento e à implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs). A unidade reúne mais de 60 espécies de plantas nativas e frutíferas e possui capacidade para produzir até um milhão de mudas por ano.

O Viveiro da Floresta também desempenha papel estratégico no Programa de Regularização Ambiental (PRA), ao fornecer gratuitamente mudas para pequenos produtores da agricultura familiar e contribuir para a recuperação ambiental de propriedades rurais em todo o estado.

Serão disponibilizadas mais de 20 espécies de mudas no próximo domingo, 5. Foto: Emanoel Farias/Sema

A unidade abriga ainda a Biofábrica Clones da Amazônia, responsável pela produção de material genético de alta qualidade destinado a instituições de ensino, pesquisa e projetos voltados ao desenvolvimento científico e tecnológico. A iniciativa favorece a inovação na produção de mudas e nos sistemas agroflorestais no Acre.

Jogos educativos fomentam a conscientização ambiental

As mesas temáticas apresentaram ao público os principais programas desenvolvidos pelos órgãos ambientais estaduais, com destaque para o Programa de Brigadistas Comunitários, as ações de conservação da biodiversidade, a gestão das unidades de conservação e a proteção dos recursos hídricos.

Estande integrado do meio ambiente ofereceu jogos educativos para os visitantes da feira. Foto: Emanoel Farias/Sema

Para tornar a visita mais interativa, o estande também contou com jogos educativos. Segundo o diretor de Meio Ambiente da Sema, Erisson Cameli, um dos destaques da programação foi o quiz interativo, que proporciona aprendizado de forma dinâmica sobre temas relacionados ao meio ambiente.

“Quem visita o estande pode participar de uma breve apresentação sobre assuntos como unidades de conservação, recursos hídricos e biodiversidade. Depois, participa de um quiz interativo, que reforça esse conhecimento de forma lúdica e participativa. As atividades também envolvem as crianças, tornando a educação ambiental mais acessível para toda a família”, explicou.

Erisson ressaltou que o trabalho realizado no estande atua de forma lúdica e educativa para todos os visitantes. Foto: Emanoel Farias/Sema

A professora Idelane Rocha participou de uma atividade sobre o Parque Estadual Chandless e destacou a importância de ampliar o acesso da população às informações sobre as unidades de conservação do Acre.

“Fiquei surpresa ao descobrir que temos uma unidade de conservação tão rica em biodiversidade e ainda pouco conhecida pela população. Esse tema precisa estar mais presente no ambiente escolar. Iniciativas como essa ajudam a despertar o interesse de crianças, jovens e adultos pela conservação do meio ambiente”, afirmou.

Fonte: Governo AC

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Acre aposta no transporte escolar para vencer distâncias na educação rural

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Dados do Censo Escolar de 2025 revelam que, no Acre, 70% das escolas da rede pública são rurais, isto é, estabelecimentos de ensino que estão longe dos grandes centros, voltados para uma comunidade local.

São mais de mil escolas espalhadas pelos 22 municípios, que dependem, em grande parte, do transporte escolar para que estudantes possam ter acesso democrático à sala de aula.

Alunos da educação rural dependem, em grande parte, do transporte escolar para conseguir estudar.  Foto: Mardilson Gomes/SEE

Enfrentando a realidade amazônica, em que esses alunos enfrentam trechos problemáticos no inverno, quando as chuvas deixam os ramais quase intrafegáveis, o transporte escolar surge não só como um meio de locomoção, mas como uma esperança de futuro.

Equipe de motoristas e monitores que atuam no transporte da escola. Foto: Mardilson Gomes/SEE

O translado desses estudantes de suas casas até a escola representa não só o simples ato de ir e vir, mas a esperança da construção de um futuro brilhante por meio da educação.

De acordo com dados do Censo, são 64.941 estudantes utilizam o transporte escolar público. O Acre atende 26,8% dos alunos matriculados na educação básica com locomoção. A média da Região Norte é de 22,5% enquanto o nacional é de 19,7%.

Caminhonetes adaptadas fazem diariamente o translado dos alunos de casa para a escola, e da escola para casa. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Na Escola Pedro Gomes de Lima, no Assentamento Walter Acer, no Bujari, estudam mais de 300 alunos que necessitam do transporte escolar para conseguir completar os estudos. Cercada de ramais, a escola atende às famílias do assentamento, não só com os ensinos fundamental e médio, mas também com a Educação de Jovens e Adultos (EJA), durante a noite.

“Uma das determinações da nossa governadora Mailza Assis é dar continuidade e melhorar, sempre, o nosso transporte escolar, principalmente para as escolas rurais. São iniciativas como essa que garantem a formação dos nossos alunos, dando a eles uma perspectiva de futuro melhor”, salientou o titular da SEE, Reginaldo Prates.

Titular da SEE, Reginaldo Prates, afirma que o Estado prossegue trabalhando para fortalecer a educação rural. Foto: Mardilson Gomes/SEE.

O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), opera com três tipos de veículos que realizam, diariamente, diversas viagens, levando e trazendo os alunos de suas casas até o colégio em que estuda. A Marruá, com tração 4×4, é um veículo robusto, utilizado para atravessar terrenos extremos; há também micro-ônibus, automóvel de grande porte, que transporta mais de 30 alunos; e a caminhonete adaptada, que leva até 12 alunos.

Na Pedro Gomes de Lima, são utilizadas 15 caminhonetes adaptadas, que diariamente realizam diversas vezes o mesmo percurso nos ramais, levando e trazendo os estudantes. Além dos motoristas, em cada veículo um monitor vai acompanhando os alunos na parte de trás, para garantir a segurança das crianças.

Rafaela conta que, pela distância, sem o transporte escolar, não teria como comparecer às aulas. Foto: Mardilson Gomes/SEE

“Sem o transporte escolar provavelmente eu não viria para a escola”, é o relato da aluna Rafaela da Silva.

A dificuldade do trajeto não está só nas grandes distâncias que, sem o translado propiciado pelo Estado, os estudantes percorreriam, mas também nas condições do ramal no período de chuvas.

“Quando estamos no inverno [amazônico] algumas áreas são só de atoleiros. Algumas vezes precisamos descer e levar os alunos a pé, porque o carro não consegue passar. Sem esse veículo aqui a educação rural não iria pra frente”, conta o motorista Marcelo de Souza.

Marcelo atua na rota do colégio há três meses e afirma que transportar os alunos é essencial para a Educação no Campo. Foto: Mardilson Gomes/SEE

O motorista explica ainda que entra na rota para buscar os estudantes às 5h30 da manhã, enfrentando o mesmo ramal seis vezes ao dia. A última vez que atravessa o percurso é por volta das 16h, quando deixa as crianças em casa e na volta, deixa alunos da EJA no estabelecimento.

Gestora da Escola Pedro Gomes de Lima, Laelia Muniz. Foto: Mardilson Gomes/SEE

“Tem um aluno que mora a cerca de 20 km daqui, então sem o transporte escolar é inviável. Assim, as caminhonetes são muito boas para a nossa região, que é de barro, mas tem suprimento às nossas necessidades”, afirma a gestora da escola, Laelia Muniz.

O coordenador de transporte na representação da SEE no Bujari, Eliezio Cruz, reitera as circunstâncias que envolvem a educação rural.

Coordenador do transporte na representação da SEE no Bujari, Eliezio Cruz. Foto: Mardilson Gomes/SEE

“No assentamento, são mais de 600 famílias e, realmente, sem esse transporte não sabemos como ficaria. O aluno andar quilômetros num ramal com poeira e um sol escaldante seria inviável”, avalia.

Édson (de máscara) e o irmão David ficam no último ponto de parada do ramal. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Alunos do ensino médio da Escola Pedro Gomes de Lima, Édson Oliveira e o irmão David moram num dos últimos pontos do ramal, área de difícil acesso durante os períodos de chuva.

“Preciso desse transporte para vir estudar”, disse Édson. Foto: Mardilson Gomes/SEE

“O transporte é importante, porque não teríamos como estudar sem ele”, diz Édson.

Fonte: Governo AC

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