AGRONEGÓCIO
Veiling Holambra antecipa tendências de flores e plantas para o mercado de 2026
AGRONEGÓCIO
Feira de negócios movimenta o setor de flores e plantas
A Cooperativa Veiling Holambra promove nos dias 12 e 13 de março de 2026 a 31ª edição do Veiling Market, considerada a principal feira de negócios de flores e plantas ornamentais do Brasil. O evento reúne produtores, clientes e parceiros em um espaço estratégico para negociações do primeiro semestre e para antecipar as tendências que devem dominar o mercado ao longo do ano.
Além de vendas antecipadas para datas importantes, como Dia das Mães e Dia dos Namorados, o evento vai além da exposição de produtos, apresentando conceitos, cores e formatos que refletem o comportamento do consumidor, as demandas do paisagismo e da decoração, e as necessidades do varejo especializado.
Núcleo de Tendências antecipa movimentos globais do setor
Um dos principais destaques é o Núcleo de Tendências, com curadoria do especialista Dr. Hélio Junqueira, referência nacional em mercado e comportamento na floricultura. “O espaço traz temas emergentes no cenário internacional, conectando tendências globais à realidade do mercado brasileiro”, explica o curador.
O Núcleo apresenta ao público variedades, cores e conceitos inovadores, ampliando o olhar para oportunidades futuras e ajudando produtores e clientes a planejarem estratégias de mercado. As inscrições para o evento são gratuitas e podem ser realizadas pelo link: www.veiling.com.br/vmkt.
Breeder Connect e Univeiling fortalecem inovação e conhecimento
O Breeder Connect é outro espaço estratégico do Veiling Market, dedicado a empresas de melhoramento genético. O ambiente apresenta cultivares com alto potencial comercial para os próximos anos, promovendo a conexão entre inovação genética, mercado e produtores.
Complementando a experiência, a Univeiling, área de educação corporativa da cooperativa, prepara uma programação de palestras focada em mercado, gestão e tendências. A agenda completa será divulgada em breve, reforçando o caráter formativo e estratégico do evento.
Crescimento consistente do Veiling Market
Inspirado na tradicional Trade Fair Aalsmeer, da Holanda, o Veiling Market consolidou-se como vitrine de lançamentos e tendências no setor de floricultura. Desde a primeira edição, em 2010, quando contou com 70 produtores e 421 visitantes, o evento cresceu de forma constante.
Em 2026, a feira alcança um novo patamar, com 183 expositores cooperados, destacando-se como referência nacional. Na edição de março do ano passado, o evento recebeu mais de 2.300 visitantes, reforçando sua relevância no calendário do setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento
O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.
Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).
A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.
Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.
A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.
O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.
As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.
Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.
Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.
Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.
Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.
Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.
Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.
Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.
O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.
Fonte: Pensar Agro
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