AGRONEGÓCIO
Dólar avança e bolsas oscilam com foco no câmbio e fluxo de capitais
AGRONEGÓCIO
Dólar opera em alta após mínimas recentes
O dólar comercial abriu a sessão desta quinta‑feira em leve alta frente ao real, em meio à dinâmica de fluxos de capitais e à busca por ativos com maior rendimento no exterior. A divisa americana era negociada na faixa de R$ 5,13, após ter recuado na véspera para cerca de R$ 5,125, menor nível registrado desde maio de 2024.
No acumulado de fevereiro, o dólar mostra tendência de enfraquecimento frente ao real, o que tem refletido maior liquidez de investidores estrangeiros no mercado brasileiro e condições macroeconômicas que favorecem moedas emergentes.
Ibovespa apresenta leve oscilação, mas mantém viés positivo
O Ibovespa, principal índice de ações da B3, encerrou o pregão anterior em 191.247 pontos, registrando pequena queda de cerca de 0,13%. Apesar da oscilação, o índice ainda indica desempenho positivo no ano, sustentado pela continuidade do fluxo de investimentos no mercado acionário brasileiro.
Especialistas apontam que o desempenho do Ibovespa está sendo influenciado por fatores como o cenário de juros elevados, expectativas de políticas monetárias internacionais e o apetite por risco dos investidores no exterior.
Indicadores acumulados: câmbio e bolsa
Na comparação acumulada no mês e no ano, os números mostram:
- Dólar (USD/BRL)
- Acumulado semanal: queda
- Acumulado mensal: queda
- Acumulado no ano: queda frente ao real
- Ibovespa (índice da bolsa brasileira)
- Acumulado semanal: leve alta
- Acumulado mensal: alta
Acumulado no ano: forte desempenho positivo
Esses indicadores refletem um ambiente em que a moeda americana apresenta menor demanda relativa no Brasil, enquanto a bolsa de valores acumula ganhos com o ingresso de capital estrangeiro e a melhora do apetite por ativos brasileiros.
Cenário econômico que desafia o câmbio
O real tem demonstrado resiliência frente ao dólar ao longo de fevereiro, refletindo tanto fatores domésticos como externos. A trajetória de fortalecimento da moeda brasileira está associada à entrada de capitais e ao diferencial de juros entre economias emergentes e desenvolvidas.
Apesar da oscilação diária, analistas mantêm atenção na trajetória das taxas de juros internacionais, nas políticas de comércio global e nos movimentos de investimentos de portfólio, que influenciam diretamente o desempenho tanto do mercado de câmbio quanto da bolsa.
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
El Niño eleva risco climático na Bacia do Paraná e acende alerta para produtores rurais e seguro agrícola
A possibilidade de retorno do fenômeno El Niño ao longo de 2026 aumenta o nível de incerteza climática para produtores rurais da Bacia Hidrográfica do Paraná, uma das regiões mais importantes para o agronegócio brasileiro. O cenário acende alerta para riscos de seca, excesso de chuvas e impactos diretos na produtividade agrícola e no mercado de seguro rural.
Um estudo desenvolvido pelo IRB(Re), por meio da área de pesquisa e desenvolvimento IRB(P&D), analisou a relação entre fases do fenômeno climático e a ocorrência de eventos extremos, além dos efeitos sobre indicadores de sinistralidade do seguro rural.
A área estudada envolve estados estratégicos como São Paulo e Paraná, que concentram parte relevante da produção nacional de grãos, especialmente soja, milho e outras culturas essenciais para o agronegócio.
NOAA aponta alta probabilidade de formação do El Niño em 2026
De acordo com projeção da NOAA divulgada em maio, há 82% de probabilidade de desenvolvimento do El Niño entre maio e julho, com possibilidade de avanço para 96% até dezembro de 2026.
O cenário indica um curto período de neutralidade climática, seguido por transição para o fenômeno ao longo de 2026, com possibilidade de manutenção até o fim do ano.
O El Niño ocorre quando há aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, alterando padrões de circulação atmosférica e influenciando regimes de chuva em diversas regiões do planeta, incluindo o Brasil.
Agricultura e seguro rural são diretamente impactados por variações climáticas
Segundo o estudo, as variações climáticas provocadas por fenômenos como El Niño e La Niña afetam diretamente a disponibilidade hídrica, a produtividade agrícola e o nível de perdas no seguro rural.
A proposta do IRB(P&D) é integrar indicadores climáticos globais, sinais regionais de seca e métricas de sinistralidade do seguro agrícola, permitindo uma leitura mais ampla dos riscos.
“O objetivo é conectar sinais climáticos de grande escala aos impactos observados no território e no mercado segurador”, explica Reinaldo Marques, superintendente atuarial do IRB(Re) e responsável pelo IRB(P&D).
A metodologia também pode auxiliar na melhoria de estratégias de subscrição, monitoramento de carteiras e gestão de riscos no setor de seguros rurais.
Bacia do Paraná concentra forte relevância econômica e agrícola
A Bacia Hidrográfica do Paraná reúne áreas de alta relevância para o agronegócio brasileiro, com forte presença de produção agrícola e importância econômica e energética.
Somente nos estados de São Paulo e Paraná, o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) ultrapassou R$ 1,3 trilhão em 2023, com grande parte desse resultado oriunda de municípios inseridos na bacia.
Como a atividade agrícola da região depende fortemente da regularidade das chuvas, períodos de déficit hídrico durante fases críticas das culturas podem resultar em perdas de produtividade e impactos econômicos significativos.
Impactos do El Niño variam entre regiões do Brasil
O estudo aponta que os efeitos do El Niño não são uniformes no território nacional e variam conforme a região.
No Norte e em parte do Nordeste, o fenômeno tende a aumentar o risco de redução de chuvas, estiagens prolongadas e estresse hídrico nas lavouras. Já no Sul do Brasil, o padrão mais comum está associado ao aumento de precipitações e maior probabilidade de eventos extremos, incluindo cheias.
Apesar disso, o IRB(P&D) reforça que a relação entre El Niño e impactos climáticos não é linear e deve ser analisada com base em recortes regionais.
“O sinal existe, é monitorável e deve ser considerado na avaliação de risco, mas não determina sozinho o que ocorrerá em cada região ou atividade produtiva”, destaca Reinaldo Marques.
Monitoramento climático é chave para reduzir riscos no campo
Diante do aumento da probabilidade do fenômeno, especialistas reforçam a importância do monitoramento climático contínuo e da adoção de estratégias de gestão de risco no agronegócio.
Embora o El Niño possa indicar tendências, sua intensidade e efeitos variam significativamente, exigindo cautela nas interpretações e planejamento regionalizado por parte de produtores, seguradoras e agentes do setor agrícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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