AGRONEGÓCIO
Chuvas na Zona da Mata Mineira deixam 64 mortos e cinco desaparecidos
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As intensas chuvas que atingiram a Zona da Mata Mineira na última segunda-feira resultaram em 64 mortes, segundo informou o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais nesta sexta-feira (26). Equipes de resgate seguem em busca de cinco pessoas desaparecidas, enquanto a região segue sob alerta de novas precipitações nos próximos dias.
Mortes e desaparecidos por cidade
Conforme dados do Corpo de Bombeiros:
- Juiz de Fora: 58 mortos e 3 desaparecidos
- Ubá: 6 mortos e 2 desaparecidos
As buscas continuam desde a manhã desta sexta-feira para localizar os desaparecidos.
Alerta para transbordamento de rios e áreas de risco
Autoridades locais chamaram atenção para o transbordamento do rio Ubá e reforçaram que moradores de áreas mapeadas como de risco devem desocupar imediatamente esses locais, evitando acidentes e perdas adicionais.
Previsão de chuvas mantém estado de atenção
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém alerta de grande perigo para acumulados de chuva na Zona da Mata Mineira até às 23h59 desta sexta-feira. O órgão prevê precipitações distribuídas durante manhã, tarde e noite.
Ações de resgate e apoio
Além do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil, o Exército Brasileiro foi acionado, enviando tropas e caminhões para auxiliar no resgate e no apoio às comunidades afetadas.
Impactos das chuvas
As autoridades locais classificaram o evento como catastrófico. As cidades de Ubá e Juiz de Fora sofreram graves danos, com milhares de pessoas desalojadas ou desabrigadas e infraestrutura comprometida, incluindo casas, ruas e equipamentos públicos
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Alta de invasões impulsiona campanha “Invasão Zero” e pressiona por lei mais dura
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) intensificou a reação às invasões de propriedades rurais com a campanha “Invasão Zero”, que reúne um conjunto de propostas legislativas e medidas de pressão institucional para endurecer o combate às ocupações no campo.
A iniciativa ganha força em meio ao aumento recente dos casos. Levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) aponta 33 invasões registradas entre janeiro e meados de abril deste ano, sendo 14 apenas neste mês. Do total, 32 episódios foram atribuídos ou vinculados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Para a bancada ruralista, o avanço das ocupações amplia a insegurança jurídica e afeta decisões de investimento no setor. A avaliação é de que o cenário pode comprometer a produção, sobretudo em regiões de fronteira agrícola, onde a expansão depende de maior previsibilidade institucional.
Como resposta, a FPA articula um pacote de projetos no Congresso. Entre eles está o Projeto de Lei 4.432/2023, que cria o Cadastro Nacional de Invasões de Propriedades (CNIP), com integração ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). A proposta busca centralizar dados, facilitar a identificação de envolvidos e dar suporte às ações de segurança.
Outro eixo da ofensiva é o endurecimento das penas. O Projeto de Lei 1.198/2023 propõe alterar o Código Penal para elevar a punição por esbulho possessório, hoje limitada a detenção de um a seis meses, para reclusão de quatro a oito anos, além de multa. Já o Projeto de Lei 6.612/2025 cria uma tipificação específica para invasões de propriedades rurais, com penas que podem chegar a dez anos, agravadas em casos de áreas produtivas ou ações coletivas.
No mesmo pacote, propostas buscam restringir o acesso de invasores a políticas públicas. Um dos textos em tramitação prevê a exclusão de ocupantes irregulares de programas de reforma agrária e o bloqueio temporário de crédito subsidiado, benefícios fiscais e contratos com o poder público.
A ofensiva legislativa ocorre em um contexto mais amplo de debate sobre a política fundiária. Dados do mostram que o Brasil tem cerca de 1,1 milhão de famílias assentadas, mas ainda enfrenta desafios estruturais na geração de renda e na integração produtiva dessas áreas. Para a FPA, a solução passa por tratar a reforma agrária como política técnica, com foco em infraestrutura, assistência e viabilidade econômica, e não por meio de ocupações.
A campanha “Invasão Zero” deve orientar a atuação da bancada ao longo de 2026, com prioridade para projetos que ampliem a segurança jurídica no campo e estabeleçam regras mais rígidas para ocupações ilegais. O tema tende a ganhar espaço na agenda do Congresso, especialmente diante da pressão de produtores e entidades do setor.
Fonte: Pensar Agro
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