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Dólar opera em alta e mercados acompanham inflação e dados dos EUA

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O dólar comercial começou o dia em alta no Brasil nesta sexta-feira (27) enquanto o mercado financeiro segue atento à prévia da inflação brasileira e a indicadores econômicos dos Estados Unidos, segundo dados atualizados nesta manhã. Investidores monitoram também a formação da Ptax e os impactos de dados internos e externos sobre ativos e câmbio.

Dólar em alta na abertura do mercado

O dólar abriu em leve alta nesta sexta, com a moeda americana sendo negociada próximo a R$ 5,146 na venda, movimento ligado à reação do mercado à inflação medida pelo IPCA‑15 acima do esperado.

Dados de contratos futuros na BM&F mostram o dólar comercial para março com variação positiva, refletindo sentimento cauteloso entre os agentes econômicos.

Indicadores cambiais atuais:

  • Dólar à vista: cerca de R$ 5,14 na manhã desta sexta-feira
  • Dólar futuro para março: cotado em torno de R$ 5,15

O comportamento da moeda nos mercados locais está alinhado com o movimento global de ativos, influenciado por inflação mais forte e expectativa de formação da Ptax no fim do mês.

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Desempenho acumulado do dólar

A moeda americana apresenta variações nos principais períodos do ano:

  • Acumulado na semana: queda de 0,71%
  • No mês: queda de 2,07%
  • No ano: recuo de 6,37%

Estes números refletem a trajetória recente do real frente ao dólar, que tem oscilado em resposta aos fluxos cambiais e à percepção de risco global. (dados baseados em cotação recente)

Ibovespa sob influência de fatores internacionais

O principal índice da bolsa brasileira Ibovespa abriu negociando perto de 191 mil pontos, após uma leve correção e desempenho misto na sessão anterior. O índice permanece influenciado por indicadores econômicos dos EUA, como dados de inflação ao produtor e ordens de bens duráveis, além de balanços corporativos locais.

Indicadores da bolsa:

  • Ibovespa acumulado na semana: alta de 0,25%
  • No mês: alta de 5,32%
  • No ano: ganho de 18,54%

O balanço reflete recuperação consistente dos ativos brasileiros este ano, com o índice buscando manter níveis elevados apesar de flutuações diárias.

Fatores que influenciam o mercado financeiro

Analistas destacam que a inflação interna medida pelo IPCA‑15 acima do esperado e a disputa pela formação da Ptax influenciam diretamente o dólar. Além disso, indicadores econômicos dos Estados Unidos — incluindo expectativas de gasto pessoal e dados de produção — estão moldando o apetite global por risco.

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Outros pontos de atenção incluem dados de inflação ao produtor nos EUA e notícias corporativas, que podem impactar a liquidez e o comportamento dos investidores no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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