AGRONEGÓCIO
Planejamento digital de linhas de plantio eleva eficiência e precisão no campo
AGRONEGÓCIO
A adoção de tecnologias digitais no agronegócio vem transformando a forma como o produtor rural planeja e conduz suas atividades no campo. Uma das práticas que mais têm contribuído para melhorar o desempenho das lavouras é o planejamento digital das linhas de plantio, que aumenta a uniformidade das áreas cultivadas e oferece dados técnicos fundamentais para decisões mais precisas durante a safra.
Agricultura de precisão avança, mas custo ainda é desafio
De acordo com a pesquisa “A Mente do Agricultor Brasileiro na Era Digital”, realizada pela McKinsey & Company, 47% dos produtores brasileiros já utilizam ao menos uma tecnologia de agricultura de precisão, enquanto 33% aplicam duas ou mais ferramentas desse tipo em suas propriedades.
Apesar do avanço, o custo de investimento ainda é o principal obstáculo para boa parte dos agricultores. A aquisição de máquinas, antenas e sistemas de GPS pode consumir grande parte do orçamento, limitando a compra de softwares que complementam o processo tecnológico.
Solução acessível aproxima o pequeno produtor da agricultura de precisão
Atenta a esse cenário, a Tecgraf Agro, empresa com mais de 30 anos de experiência em tecnologia e treinamento voltados ao agronegócio, tem desenvolvido soluções voltadas ao pequeno e médio produtor que busca melhorar o desempenho das máquinas e otimizar o planejamento da lavoura.
Um exemplo é o GoFarm, software criado para tornar o acesso à agricultura de precisão mais acessível. A ferramenta permite planejar linhas de plantio, controlar erosão, direcionar o escoamento de água e organizar operações de pulverização — tudo de forma integrada e sem depender de equipamentos adicionais.
Planejamento técnico é o ponto de partida da agricultura de precisão
Diferente da ideia de que a agricultura de precisão começa com a troca de máquinas, os especialistas destacam que o processo tem início no planejamento técnico. Definir corretamente as linhas de plantio por meio de softwares garante padronização das operações, redução de sobreposição, melhor aproveitamento da área cultivável e uso mais eficiente de insumos agrícolas.
Além dos ganhos imediatos em campo, o planejamento digital cria um histórico técnico da propriedade, reunindo informações sobre relevo, manejo e produtividade. Esses dados estruturados permitem ao produtor tomar decisões mais seguras ao longo da safra e projetar melhorias contínuas para os ciclos seguintes.
Eficiência com baixo investimento
Para o pequeno produtor rural, adotar ferramentas de planejamento digital representa uma porta de entrada gradual na agricultura de precisão, com baixo custo e alto impacto na eficiência operacional. Essa transição permite evoluir tecnologicamente sem comprometer o caixa da propriedade, garantindo resultados diretos em produtividade, economia e sustentabilidade.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro
A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.
O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.
Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.
Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.
Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.
O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.
Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.
O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.
Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.
Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência
Fonte: Pensar Agro
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