AGRONEGÓCIO
Dólar abre em queda e mercado acompanha indicadores dos EUA e cenário geopolítico
AGRONEGÓCIO
Dólar desacelera na abertura com atenção a mercados globais
O dólar comercial abriu em queda nesta quarta‑feira (4), recuando em relação ao real apesar da forte valorização registrada na véspera. Segundo dados de mercado, a cotação da moeda americana está em torno de R$ 5,27 no início do dia, abaixo do fechamento de R$ 5,26 de terça‑feira (3), quando a divisa subiu quase 2% em meio à escalada do conflito no Oriente Médio e à busca por ativos considerados mais seguros pelos investidores.
Contexto do mercado externo influencia câmbio e ativos
A oscilação do dólar reflete o momento de maior aversion ao risco global, com investidores monitorando tanto os indicadores econômicos dos Estados Unidos quanto a evolução do conflito entre EUA, Israel e Irã. A tensão no Oriente Médio tem impulsionado os preços do petróleo para patamares acima de US$ 80 por barril, o que pressiona o dólar e afeta perspectivas de inflação internacional.
No cenário externo, dados de emprego nos EUA e sinais do Federal Reserve sobre a economia também estão no radar dos operadores, influenciando ativos de risco e fluxos cambiais nesta manhã.
Desempenho recente do dólar e indicadores acumulados
Segundo dados de mercado:
- Acumulado da semana: alta de cerca de +0,62%;
- Acumulado do mês: alta de +0,62%;
- Acumulado no ano: queda de aproximadamente –5,88%, refletindo maior volatilidade na moeda desde o início de 2026.
Esses movimentos mostram que, apesar da pressão recente por fatores externos, o real ainda tem se mostrado relativamente resiliente frente às oscilações cambiais no ano.
Bolsa brasileira reage com leve alta no ano
Enquanto isso, o principal índice da bolsa brasileira — o Ibovespa — apresenta desempenho misto nas últimas sessões. Dados de mercado indicam:
- Acumulado da semana: alta de cerca de +0,28%;
- Acumulado do mês: alta de +0,28%;
- Acumulado no ano: ganho de aproximadamente +17,49% ante maiores preocupações com ativos de risco entre investidores.
Apesar da volatilidade global, o Ibovespa segue com tendência de alta no acumulado do ano, apoiado por resultados corporativos e perspectiva positiva em setores específicos do mercado acionário.
Impactos do conflito no Oriente Médio e expectativa dos investidores
A forte oscilação dos mercados tem sido influenciada pela escalada do conflito no Oriente Médio, que gerou um movimento de “flight to quality” — ou fuga para ativos considerados seguros — com impacto direto no dólar e no sentimento dos investidores brasileiros e internacionais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos
O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.
A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.
O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.
Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.
INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.
“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”
“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”
“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”
Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.
No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.
Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.
Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.
Fonte: Pensar Agro
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