AGRONEGÓCIO
Show Safra Mato Grosso 2026 transforma Lucas do Rio Verde em epicentro do agronegócio nacional
AGRONEGÓCIO
Entre os dias 23 e 27 de março de 2026, o município de Lucas do Rio Verde receberá uma das maiores feiras do agronegócio brasileiro — o Show Safra Mato Grosso 2026. Realizado pela Fundação Rio Verde, o evento consolida-se como uma plataforma estratégica de negócios, inovação e relacionamento entre produtores, empresas, instituições financeiras e representantes dos três poderes.
A feira foi oficialmente apresentada à imprensa, lideranças e empresários locais nesta quarta-feira (25). Segundo a organização, a edição de 2026 deve atrair cerca de 190 mil pessoas, com 600 expositores e mais de duas mil marcas. A programação contará com 170 horas de palestras, painéis e debates, promovendo a troca de conhecimento e a tomada de decisões estratégicas para o setor.
Show Safra reúne Executivo, Legislativo e Judiciário em debate sobre o futuro do agro
Um dos diferenciais desta edição é a presença estruturada dos três poderes — Executivo, Legislativo e Judiciário — tanto nas esferas municipal quanto estadual. A proposta é aproximar os representantes públicos da realidade do campo e fomentar discussões sobre políticas públicas, sustentabilidade, segurança jurídica e infraestrutura logística.
De acordo com o presidente da Fundação Rio Verde, Joci Piccini, o evento vai além da exposição tecnológica. “O Show Safra se consolidou como um espaço de debate e construção de soluções. É fundamental que as autoridades conheçam de perto as demandas do agro e da nossa região”, destacou.
O diretor-executivo da instituição, Rodrigo Pasqualli, reforçou que o evento busca se reinventar a cada edição. “A missão do Show Safra é superar expectativas, tanto na estrutura quanto na programação. A presença dos poderes públicos amplia o diálogo e fortalece o papel representativo do agro mato-grossense”, afirmou.
Show Safra Educação conecta agronegócio e formação de novas gerações
A edição de 2026 marca o lançamento do Show Safra Educação, iniciativa inédita que integra o setor produtivo ao ambiente acadêmico. O projeto tem como objetivo aproximar estudantes da realidade tecnológica do campo e preparar uma nova geração de profissionais para o agronegócio.
O prefeito de Lucas do Rio Verde, Miguel Vaz, destacou a importância da iniciativa. “Vamos levar a educação para dentro da feira e aproximar o agro das escolas e universidades. Essa é uma ação essencial para garantir mão de obra qualificada e formar os profissionais que sustentarão o futuro do campo”, afirmou.
Além da novidade educacional, o evento mantém espaços temáticos consolidados, como:
- Show Safra Pecuária – voltado à produção animal e manejo sustentável;
- Show Safra Connect – com foco em conectividade e inovação tecnológica;
- Show Safra Negócios – dedicado a investimentos e soluções financeiras;
- Show Safra 360 – espaço para debates integrados sobre o setor;
- Show Safra Mulher – que valoriza a participação feminina no agro.
Vitrine tecnológica e palco de inovações para o campo
Reconhecido nacionalmente como um dos principais ambientes de lançamento e validação de tecnologias agrícolas, o Show Safra reúne empresas de todos os segmentos do agro. O evento oferece uma oportunidade única de aproximação entre produtores, consultores e investidores, fortalecendo o ecossistema de inovação e sustentabilidade.
Com a safra de soja recém-colhida, o período é estratégico para avaliação de cultivares, máquinas, soluções energéticas e práticas sustentáveis. O tema da eficiência produtiva ganha destaque em um contexto de crescente demanda global por alimentos.
Sicredi reforça apoio ao desenvolvimento regional e debate econômico
Parceiro histórico da feira, o Sicredi mantém presença ativa desde a criação do evento, apoiando a programação técnica e o financiamento de novos projetos do agronegócio.
Nesta edição, a cooperativa contará com a participação do economista Ricardo Amorim, que abordará perspectivas econômicas e tendências do mercado agro. Além disso, o Sicredi apresentará condições diferenciadas de crédito e serviços financeiros durante os cinco dias de feira.
Para o diretor de negócios da instituição, Rafael Franchini, o Show Safra representa o espírito cooperativista e o desenvolvimento conjunto. “É um evento que conecta pessoas, gera oportunidades e fortalece a economia local com reflexos diretos na produção e nos negócios”, ressaltou.
Lucas do Rio Verde se consolida como polo estratégico do agronegócio
Com forte base produtiva e localização privilegiada, Lucas do Rio Verde se afirma como um dos principais centros do agronegócio nacional. O Show Safra Mato Grosso 2026 reforça essa posição, unindo tecnologia, conhecimento, negócios e representatividade política em um ambiente que projeta o futuro do agro brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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