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MPAC participa da 78ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Ouvidores do Ministério Público
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Representado pela ouvidora-geral, procuradora de Justiça Kátia Rejane de Araújo Rodrigues, o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) esteve presente na 78ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional dos Ouvidores do Ministério Público dos Estados e da União (CNOMP), realizada no Ministério Público do Estado do Mato Grosso do Sul (MPMS).
Também participaram, a ouvidora-geral substituta Maria Fátima Ribeiro e o ex-ouvidor, promotor de Justiça Romeu Cordeiro, que recebeu a comenda Ordem do Mérito do CNOMP por sua atuação no cargo.


A reunião do CNOMP se estende até sexta-feira (6), com a participação de ouvidores e autoridades de diferentes ramos do Ministério Público brasileiro.
O encontro discute estratégias de fortalecimento das Ouvidorias, transparência institucional e aproximação com a sociedade.
Durante a reunião do CNOMP, os participantes tomaram conhecimento de ações bem-sucedidas das ouvidorias dos Ministérios Públicos e realizaram uma visita à Casa da Mulher Brasileira, na capital sul-mato-grossense, reforçando a pauta de enfrentamento à violência doméstica.
No Acre, o Ministério Público implementará na segunda-feira (9) a Ouvidoria das Mulheres, um espaço institucional de escuta, acolhimento e encaminhamento destinado às mulheres acreanas vítimas de violência.
“A Ouvidoria das Mulheres é mais que um canal administrativo; é um espaço de escuta ativa, acolhimento e orientação”, explica a ouvidora-geral do MP acreano, Kátia Rejane.

De acordo com ela, a Ouvidoria será um lugar onde cada mulher poderá ser ouvida com respeito, onde cada relato terá valor e onde cada denúncia encontrará encaminhamento responsável.
Kátia Rejane lembra ainda que o Ministério Público do Acre “não é mero espectador da violência contra as mulheres acreanas, mas um agente de defesa de direitos e de proteção e, por meio da Ouvidoria das Mulheres, vai trabalhar para garantir que a lei alcance aqueles que mais precisam dela”.
O ouvidor do MPMS, Renzo Siufi, deu boas-vindas aos participantes e destacou que o tema central da reunião é o enfrentamento da violência doméstica contra meninas e mulheres, alinhado à prioridade nacional estabelecida pelo Supremo Tribunal Federal para 2026. Ele será empossado como presidente do CNOMP nesta sexta-feira (6).
Entre os destaques da programação, o promotor de Justiça e coordenador do Centro de Inteligência, Thalys Franklin de Souza, apresentou o Projeto Alerta Lilás, ferramenta tecnológica desenvolvida pelo MPMS para monitorar agressores reincidentes de violência doméstica e prevenir feminicídios.
Desde 2025, o sistema já analisou mais de 44 mil processos, monitorou 27 mil agressores e possibilitou prisões de reincidentes, tornando-se referência nacional no enfrentamento à violência contra as mulheres.
Também participou da programação a procuradora de Justiça e coordenadora do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), Ana Lara Camargo de Castro, que abordou a origem histórica da violência de gênero, demonstrando como práticas antigas de controle do corpo feminino ainda influenciam as desigualdades atuais. Segundo ela, compreender essa trajetória é essencial para enfrentar o feminicídio e fortalecer políticas públicas de proteção às mulheres.
O encontro ainda deliberou sobre pautas administrativas e definiu as próximas reuniões do CNOMP, que ocorrerão na Bahia, em julho, e em Santa Catarina, em outubro, além do próximo Encontro Nacional de Ouvidores do Ministério Público brasileiro, que será realizado em Minas Gerais, consolidando a agenda nacional de fortalecimento das Ouvidorias do Ministério Público.
Texto: Chico Araújo
Foto: MPMS
Agência de Notícias do MPAC
Fonte: Ministério Publico – AC
MP AC
Curso de formação aproxima novos membros da realidade social acreana
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) realiza, entre os dias 4 e 29 de maio, o curso de formação inicial para promotoras e promotores de Justiça substitutos. Coordenada pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), em parceria com a Corregedoria-Geral do MPAC, a iniciativa reúne 13 promotores e marca o início do estágio probatório dos membros ingressantes.
Além dos nove membros empossados no último dia 30 de abril, também participam da formação outros quatro promotores oriundos do mesmo concurso, que já estão em exercício em comarcas do interior do estado e ainda não haviam realizado o curso de formação.
O curso de formação inicial é previsto na Lei Orgânica do Ministério Público e constitui o primeiro ato do estágio probatório dos membros ingressantes. A iniciativa busca desenvolver conhecimentos e habilidades técnicas vinculadas à prática funcional, além de competências e atitudes relacionadas ao exercício do cargo.
A programação foi estruturada para aproximar os novos membros das diferentes realidades sociais, culturais e territoriais do Acre. Nos primeiros dias, os participantes acompanharam debates sobre acreanidades, formação histórica do estado, panorama social e os desafios da atuação ministerial na realidade amazônica. A programação também abordou temas como bacias hidrográficas e realidades ambientais do Acre, atuação do MPAC em prol de crianças e adolescentes, além de investigação, preparação e atuação no júri. As aulas são ministradas por membros do MPAC e especialistas convidados nas áreas abordadas.


Ao longo das demais semanas, o curso abordará temas como atuação no combate à violência doméstica, procedimentos investigatórios, direitos humanos, atuação resolutiva, inovação institucional e proteção de dados.
Escuta social e rede de proteção
Entre as atividades da formação, na quarta-feira, 6, os participantes integraram o encontro “Vozes da Sociedade”, espaço de escuta coletiva com representantes de movimentos sociais ligados à igualdade racial, à população LGBTQIA+, às pessoas em situação de rua, a imigrantes e refugiados, às pessoas com deficiência e à defesa das mulheres e do meio ambiente. A proposta foi promover o diálogo sobre as expectativas da sociedade em relação à atuação do Ministério Público.
A programação incluiu ainda visitas técnicas a instituições da rede de proteção social, com o objetivo de aproximar os novos membros da realidade dos serviços de atendimento e acolhimento no estado. Os participantes visitaram a Casa Abrigo Mãe da Mata, que atende mulheres em situação de violência e seus dependentes; o Centro POP, voltado ao atendimento da população em situação de rua; o CAPS AD, equipamento de saúde mental e atenção psicossocial; e o Educandário Santa Margarida, serviço de acolhimento institucional para crianças e adolescentes.



Durante as visitas, foram apresentados os serviços ofertados pelas unidades, os públicos atendidos, os fluxos de encaminhamento e os principais desafios enfrentados pelas instituições no atendimento a populações em situação de vulnerabilidade. A proposta é proporcionar aos novos membros uma compreensão mais ampla da realidade social acreana e da atuação em rede desenvolvida pelos órgãos de proteção e garantia de direitos.
Texto: Jaine Araújo
Fotos: Clovis Pereira e Diego Negreiros
Agência de Notícias do MPAC
Fonte: Ministério Publico – AC
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