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Área de trigo no Brasil pode cair 15,5% na safra 2026/27, aponta Safras & Mercado

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A área destinada ao cultivo de trigo no Brasil deverá apresentar queda significativa na safra 2026/27. A primeira pesquisa de intenção de plantio divulgada pela consultoria Safras & Mercado nesta terça-feira (10) indica retração de 15,5% na área semeada, refletindo principalmente o cenário econômico desafiador para os produtores e a concorrência com outras culturas de inverno.

De acordo com o levantamento, o país deve plantar cerca de 1,985 milhão de hectares, volume inferior aos 2,349 milhões de hectares cultivados na safra 2025/26.

Produção de trigo também deve recuar no país

Com a redução da área plantada, a produção brasileira de trigo também tende a diminuir no próximo ciclo.

A estimativa inicial aponta para uma colheita de 6,855 milhões de toneladas na safra 2026/27, contra 8,020 milhões de toneladas registradas no ciclo anterior, o que representa uma queda de 14,5%.

Apesar da retração na produção total, a produtividade média nacional deverá apresentar leve melhora. A projeção é de rendimento de 3.453 quilos por hectare, acima dos 3.414 quilos por hectare registrados na temporada passada.

Segundo o analista de Inteligência de Mercado da Safras & Mercado, Elcio Bento, a redução da área confirma uma tendência observada nos últimos anos no setor tritícola brasileiro.

De acordo com ele, se as projeções forem confirmadas, o país terá registrado uma redução superior a 40% na área plantada com trigo em comparação com quatro anos atrás, refletindo as dificuldades econômicas enfrentadas pelos produtores.

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Sul do Brasil concentra maior redução de área

A queda na área cultivada deverá ser mais intensa nos principais estados produtores da região Sul, responsáveis pela maior parte da produção nacional de trigo.

No Rio Grande do Sul, maior produtor do país, a área semeada deve recuar de 1,05 milhão para 830 mil hectares, redução de 21%. A produção estimada para o estado é de 2,8 milhões de toneladas, abaixo das 3,6 milhões de toneladas registradas na safra anterior.

No Paraná, segundo maior produtor nacional, a área cultivada deve cair de 855 mil para 710 mil hectares, representando retração de 17%. A produção projetada é de 2,45 milhões de toneladas, inferior às 2,8 milhões de toneladas colhidas no ciclo passado.

Outros estados também devem apresentar redução. Em Santa Catarina, a retração estimada é de 18,2%, enquanto São Paulo pode registrar queda de 13,6% na área plantada.

Custos de produção pressionam decisão dos produtores

Segundo a consultoria, um dos principais fatores que explicam a redução no plantio é a deterioração da relação de troca entre o preço do trigo e o custo dos insumos agrícolas.

O aumento no preço dos fertilizantes, especialmente os nitrogenados, tem elevado os custos de produção e reduzido a rentabilidade da cultura.

Diante desse cenário, muitos produtores avaliam a possibilidade de substituir o trigo por outras culturas de inverno ou reduzir a área destinada ao cereal.

Regiões fora do eixo tradicional devem ampliar plantio

Apesar da retração nas regiões tradicionais de produção, algumas áreas fora do eixo Sul podem registrar crescimento no cultivo de trigo.

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Em Minas Gerais, a área semeada deve aumentar 24%, passando de 125 mil para 155 mil hectares, com produção estimada em 500 mil toneladas.

Já em Goiás e no Distrito Federal, a área cultivada deve crescer 17,6%, alcançando aproximadamente 80 mil hectares, com produção projetada em 360 mil toneladas.

Esse movimento reflete o avanço da triticultura em regiões do Cerrado, onde o cultivo ocorre principalmente em sistemas irrigados.

Riscos climáticos e custos do seguro aumentam cautela no campo

Outro fator que contribui para a redução da área é a preocupação com possíveis condições climáticas adversas. Há expectativa de ocorrência do fenômeno El Niño no segundo semestre, o que pode aumentar a frequência de chuvas em fases críticas do desenvolvimento do trigo, especialmente no Sul do país.

Esse cenário eleva o risco de problemas de qualidade nos grãos, como maior incidência de giberela e presença de micotoxinas.

Além disso, o alto custo e a limitação do seguro agrícola, aliados às restrições de crédito e às perdas registradas em safras anteriores, têm levado produtores a adotar uma postura mais cautelosa.

O baixo volume de vendas de sementes certificadas também reforça a expectativa de redução da área plantada ou de menor investimento tecnológico nas lavouras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho safrinha no Paraná enfrenta desafios climáticos, mas mantém potencial para produção recorde

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O início da colheita do milho safrinha no Paraná tem sido marcado por desafios climáticos e pela necessidade de monitoramento constante das lavouras. Apesar das adversidades registradas ao longo do ciclo, a expectativa segue positiva para a produção estadual, que pode alcançar 17,5 milhões de toneladas na safra 2025/26, segundo estimativas do Departamento de Economia Rural (Deral).

O Paraná registra nesta temporada uma área histórica destinada ao milho de segunda safra, com aproximadamente 2,9 milhões de hectares cultivados. De acordo com o boletim mais recente do Deral, cerca de 14 mil hectares já foram colhidos, volume que representa menos de 1% da área total plantada.

Desenvolvimento das primeiras lavouras ficou abaixo do esperado

As áreas semeadas logo na abertura da janela de plantio foram as mais impactadas pelas condições adversas enfrentadas durante o estabelecimento da cultura. Problemas climáticos e a elevada incidência de pragas, especialmente pulgões, afetaram o desenvolvimento inicial das plantas em algumas regiões produtoras.

Segundo especialistas do setor, as primeiras produtividades observadas estão ligeiramente abaixo da média esperada em determinadas áreas. No entanto, até o momento, não há registros de perdas significativas que comprometam o potencial produtivo estadual.

A tendência é de recuperação gradual nas lavouras que ainda se encontram em desenvolvimento, favorecidas pela melhora das condições climáticas observada nas últimas semanas.

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Atualmente, mais de 24% da área cultivada no estado já se encontra em fase final de maturação, enquanto o restante das lavouras segue em etapas de enchimento de grãos e desenvolvimento vegetativo.

Chuvas e possível influência do El Niño preocupam produtores

O principal fator de atenção neste momento é o comportamento do clima durante a reta final da safra. O registro frequente de chuvas em diversas regiões produtoras acendeu o alerta para possíveis impactos na qualidade dos grãos e na operação de colheita.

Além disso, a consolidação do fenômeno El Niño pode reduzir os níveis de luminosidade necessários para o pleno desenvolvimento das lavouras, aumentando os riscos de perdas qualitativas e exigindo maior agilidade dos produtores para aproveitar as janelas de tempo firme.

Diante desse cenário, o acompanhamento técnico das áreas tem sido intensificado, especialmente nas regiões Norte, Oeste e Sudoeste do Paraná, consideradas os principais polos produtores de milho safrinha do estado.

Tecnologia ajuda a preservar a produtividade

Mesmo diante das oscilações climáticas, especialistas destacam que o elevado nível tecnológico empregado pelos produtores paranaenses tem sido fundamental para preservar o potencial produtivo das lavouras.

O uso de híbridos de alto desempenho, aliado ao manejo fitossanitário adequado e ao acompanhamento técnico constante, tem contribuído para reduzir os impactos provocados por pragas e estresses climáticos.

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Segundo o diretor de Agronomia da divisão de sementes da Syngenta, Fabricio Passini, os investimentos realizados pelos agricultores em genética e manejo já começam a apresentar resultados positivos, mesmo em uma safra marcada por desafios.

De acordo com ele, produtores que adotaram tecnologias mais avançadas conseguiram proteger melhor o potencial produtivo das lavouras e minimizar os efeitos das condições adversas registradas no início do ciclo.

Circuito técnico acompanha situação das lavouras

A evolução da safra também vem sendo acompanhada por equipes técnicas que percorrem as principais regiões agrícolas do país. No Paraná, o roteiro teve início na região de Maringá e seguiu para o Oeste e Sudoeste do estado, reunindo especialistas, franqueados e produtores ligados às marcas NK e Nidera.

Após passar pelo Mato Grosso e pelo Paraná, o circuito técnico continuará nas próximas semanas por importantes estados produtores, incluindo Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, com foco na avaliação do desempenho das lavouras e das perspectivas para a colheita.

Apesar dos desafios climáticos enfrentados ao longo do ciclo, o Paraná mantém perspectivas favoráveis para a segunda safra de milho, reforçando sua posição entre os maiores produtores do cereal no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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