RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Mapfre lança seguro agrícola anual para hortaliças em Mogi das Cruzes

Publicados

AGRONEGÓCIO

A Mapfre, companhia global de seguros e serviços financeiros, iniciou em Mogi das Cruzes (SP) um projeto piloto de seguro agrícola anual voltado exclusivamente para hortaliças. A iniciativa busca adaptar a lógica tradicional do mercado segurador à realidade das culturas de ciclo curto, em que plantio e colheita ocorrem várias vezes ao ano, tornando os seguros convencionais pouco práticos e custosos.

Seguro contínuo simplifica cobertura para hortaliças

O novo produto permite que o agricultor tenha proteção contínua por 12 meses sobre a mesma área cultivada, independentemente da quantidade de safras realizadas durante o ano. Diferente do modelo tradicional, não é necessário contratar uma nova apólice a cada ciclo.

Segundo Leonardo Marins, diretor comercial São Paulo da Mapfre, a adaptação do seguro reduz a burocracia e torna a ferramenta mais viável para pequenos e médios produtores, transformando-a em uma solução de gestão de risco contínua e não apenas em uma decisão pontual a cada safra.

Parceria com produtores e apoio municipal

O desenvolvimento do seguro contou com participação do Sindicato Rural de Mogi das Cruzes e apoio da Secretaria Municipal de Agricultura. Para o presidente do sindicato, Minoru Mori, a iniciativa atende a uma demanda antiga da região: “Esse modelo era discutido há cerca de 15 anos, mas nunca havia sido implementado de forma concreta. Agora temos um projeto estruturado que realmente atende às necessidades dos produtores”, afirma.

Leia Também:  Mercado da soja inicia semana com lentidão no Brasil e cautela em Chicago
Alcance e potencial do projeto

Mogi das Cruzes foi escolhida para o piloto por sua relevância na produção de hortaliças:

  • Área cultivada: aproximadamente 6 mil hectares
  • Participação na produção estadual: cerca de 5% do total de São Paulo
  • Polo de abastecimento da Grande São Paulo

A estimativa é que cerca de 1,4 mil produtores sejam beneficiados diretamente. Entre as culturas mais suscetíveis a perdas por granizo estão alface, couve, escarola e repolho, itens de alto giro comercial e baixa tolerância a intempéries. O seguro prevê cobertura para danos parciais e totais causados por eventos climáticos.

Além disso, o município oferece subsídio para contratação de seguro rural, contribuindo para reduzir o custo final ao agricultor e estimular a adesão à nova modalidade.

Modelo pioneiro com potencial de expansão

Para Fabio Damasceno, diretor de seguro rural da Mapfre, o projeto em Mogi das Cruzes servirá como referência para o desenvolvimento de soluções semelhantes em outros polos produtores de hortaliças. Segundo ele, o mercado é desafiador tecnicamente, mas apresenta grande potencial de escala. “Nosso objetivo é criar um modelo replicável, respeitando as particularidades de cada região produtora”, afirma.

Leia Também:  Turismo rural impulsiona desenvolvimento no Caparaó

A iniciativa posiciona a Mapfre como pioneira na oferta de seguro agrícola anual para hortaliças, fortalecendo a proteção do setor frente às oscilações climáticas e à volatilidade do mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Produção de abobrinha no Paraná movimenta R$ 101 milhões e consolida Estado como 4º maior produtor do Brasil

Publicados

em

Por

Abobrinha se destaca no agronegócio do Paraná com forte presença e geração de renda

O cultivo de abobrinha no Paraná segue como uma das atividades hortícolas mais relevantes do Estado, movimentando R$ 101,6 milhões em Valor Bruto da Produção (VBP) em 2024.

De acordo com o boletim do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), a cultura está presente em 358 municípios, com produção total de 50,5 mil toneladas em uma área de 2,9 mil hectares.

Com esse desempenho, o Paraná se consolida como o 4º maior produtor nacional, respondendo por 9,3% da produção brasileira.

Região de Curitiba concentra mais da metade da produção estadual

A produção paranaense de abobrinha apresenta forte concentração regional. O Núcleo Regional de Curitiba responde por 56,2% do total produzido, equivalente a 28,4 mil toneladas.

Entre os principais municípios produtores, destacam-se:

  • Cerro Azul
  • São José dos Pinhais
  • Colombo

Em Cerro Azul, por exemplo, o cultivo ocupa cerca de 250 hectares, com produção de 4,8 mil toneladas e geração de R$ 9,5 milhões em VBP, reforçando a importância da cultura para a economia local.

Outros polos relevantes incluem:

  • Londrina (6,9% da produção estadual)
  • Maringá (6,2%)
Clima impacta oferta e eleva preços da abobrinha no mercado

O mercado da abobrinha tem sido impactado por fatores climáticos, especialmente pela estiagem recente, que reduziu a oferta e pressionou os preços.

Leia Também:  Carne suína começa 2026 em nível recorde: 115 mil toneladas em janeiro

Segundo dados das Centrais de Abastecimento (Ceasa), a caixa de 20 kg da abobrinha verde extra AA atingiu R$ 80,00, alta de 33,3% em relação às semanas anteriores, quando era comercializada a R$ 60,00.

De acordo com especialistas do Deral, a tendência de preços elevados pode se manter no curto prazo, caso não haja regularização das chuvas.

Produção contínua garante estabilidade ao longo do ano

Apesar das oscilações de mercado, a cultura da abobrinha apresenta produção contínua ao longo do ano, o que contribui para sua resiliência.

Historicamente, os picos de preços ocorrem entre o final de maio e o início de julho, período de inverno, quando há menor oferta.

A expectativa é que, com a normalização das condições climáticas e o avanço das lavouras, os preços recuem gradualmente ao longo do segundo semestre.

Soja mantém protagonismo nas exportações do Paraná

No segmento de grãos, a soja continua liderando a pauta exportadora do Estado.

No primeiro trimestre de 2026, o Paraná exportou:

  • 3,41 milhões de toneladas
  • US$ 1,47 bilhão em receita

O resultado representa crescimento de 2% no faturamento, apesar de uma leve queda de 4% no volume embarcado.

Leia Também:  Seleon projeta novo recorde na produção de sêmen bovino em 2026

A China segue como principal destino, absorvendo 58% das exportações.

Trigo volta-se ao mercado interno e reduz exportações

Diferentemente da soja, o trigo paranaense tem sido direcionado quase exclusivamente ao mercado interno.

Na safra 2025, o Estado produziu 2,87 milhões de toneladas, mas exportou apenas 4 toneladas, destinadas ao Equador.

A tendência deve se manter em 2026, impulsionada pela forte demanda da indústria nacional e pela redução da área cultivada.

Carne bovina acompanha valorização e amplia receita com exportações

O setor de carne bovina também registrou desempenho positivo. Em março, o Paraná exportou 3,6 mil toneladas, gerando US$ 20,3 milhões em receita.

O preço médio da carne apresentou valorização, passando de US$ 4,76/kg em 2025 para US$ 5,54/kg em 2026.

Assim como na soja, a China permanece como principal destino, respondendo por 38,5% das compras.

Diversificação produtiva reforça força do agro paranaense

Os dados reforçam a diversidade e a força do agronegócio do Paraná, que combina culturas hortícolas, grãos e proteínas animais em um sistema produtivo dinâmico.

A abobrinha, nesse contexto, se destaca como uma cultura resiliente, com geração consistente de renda, forte presença territorial e capacidade de adaptação às variações de mercado e clima.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA