AGRONEGÓCIO
Relatório do USDA revisa produção global de soja, milho e trigo e traz novos sinais para o mercado de grãos
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O mais recente relatório WASDE (World Agricultural Supply and Demand Estimates), divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e analisado pela consultoria Agro Itaú BBA, trouxe novas revisões para o balanço global de soja, milho e trigo na safra 2025/26.
A atualização de março aponta ajustes importantes nas projeções de produção, consumo e estoques mundiais, além de mudanças nas estimativas de alguns dos principais produtores e exportadores globais.
Segundo o levantamento, as revisões refletem ajustes nas perspectivas de safra em países-chave, além de mudanças no ritmo de consumo e comércio internacional.
Soja: produção mundial é revisada levemente para baixo
Ajustes na Argentina e aumento do processamento nos EUA influenciam balanço global
No mercado de soja, o relatório revisou ligeiramente para baixo a produção global da safra 2025/26, passando de 428 milhões para 427 milhões de toneladas.
Entre os principais destaques do relatório estão:
- Redução na produção da Argentina, revisada de 48,5 milhões para 48 milhões de toneladas
- Aumento no esmagamento de soja nos Estados Unidos, que passou de 69,9 milhões para 70,1 milhões de toneladas
- Importações da China mantidas em 112 milhões de toneladas
No cenário global, o balanço indica:
- Produção mundial: 427 milhões de toneladas
- Consumo mundial: 424 milhões de toneladas
- Estoque final: 125 milhões de toneladas
O relatório também projeta crescimento na produção brasileira, que pode atingir 180 milhões de toneladas na safra 2025/26, consolidando o país como um dos principais fornecedores globais da oleaginosa.
Milho: estoques globais aumentam com produção maior
Revisões positivas para Ucrânia e Brasil compensam ajustes em outros países
Para o milho, o relatório do USDA trouxe uma revisão para cima nos estoques finais globais, que passaram de 289 milhões para 293 milhões de toneladas.
Entre as principais alterações estão:
- Produção do Brasil revisada para cima, de 131 para 132 milhões de toneladas
- Redução na produção da Argentina, ajustada de 53 para 52 milhões de toneladas
- Aumento da produção da Ucrânia, de 29 para 31 milhões de toneladas
No balanço global do cereal, as estimativas indicam:
- Produção mundial: 1,297 bilhão de toneladas
- Consumo global: 1,286 bilhão de toneladas
- Estoque final: 293 milhões de toneladas
O relatório também aponta crescimento significativo da produção nos Estados Unidos, que pode alcançar 432 milhões de toneladas, um aumento de 14% em relação ao ciclo anterior.
Trigo: estoques mundiais apresentam leve redução
Ajustes em Austrália, Ucrânia e Argentina marcam atualização do relatório
No caso do trigo, o USDA reduziu levemente a estimativa de estoques finais globais para a safra 2025/26, passando de 278 milhões para 277 milhões de toneladas.
As principais revisões incluem:
- Redução da produção da Austrália, de 37 para 36 milhões de toneladas
- Aumento nas exportações da Argentina, de 18 para 19,5 milhões de toneladas
- Elevação da produção da Ucrânia, de 23 para 24 milhões de toneladas
Esses ajustes refletem mudanças nas condições de produção e no comércio internacional do cereal.
O que o novo relatório indica para o mercado de grãos
De modo geral, o relatório de março do USDA indica um cenário de oferta global ainda elevada para os principais grãos, embora com ajustes pontuais entre os países produtores.
Entre os pontos que o mercado deve acompanhar nos próximos meses estão:
- evolução das safras na América do Sul
- ritmo da demanda chinesa por soja
- produção de milho nos Estados Unidos
- exportações de trigo de grandes fornecedores globais
Esses fatores continuam sendo determinantes para a formação dos preços internacionais e para o equilíbrio entre oferta e demanda no mercado agrícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Preço do milho cai no Brasil em abril com oferta elevada, dólar fraco e demanda retraída
O mercado brasileiro de milho encerrou abril com queda generalizada nos preços, refletindo o aumento da oferta interna e a postura cautelosa dos consumidores. De acordo com a Safras & Mercado, a demanda seguiu limitada, com aquisições concentradas em volumes pontuais para atender necessidades imediatas.
Mercado interno: oferta maior pressiona cotações
Ao longo do mês, produtores intensificaram a comercialização, especialmente em São Paulo, visando cumprir compromissos financeiros com vencimento no fim de abril. Esse movimento ampliou a disponibilidade do cereal e contribuiu diretamente para a queda dos preços.
Outro fator de pressão foi a valorização do real frente ao dólar, que reduziu a competitividade das exportações brasileiras e impactou negativamente as cotações nos portos.
Além disso, o mercado acompanhou de perto as condições climáticas da safrinha. Estados como Paraná, Goiás e Minas Gerais enfrentaram necessidade de chuvas, com melhora mais consistente apenas em áreas paulistas e paranaenses.
Mercado externo: Chicago em alta e atenção ao clima nos EUA
No cenário internacional, os preços do milho registraram valorização na Bolsa de Mercadorias de Chicago, impulsionados pela demanda aquecida pelo cereal norte-americano.
Há também expectativa de redução na área plantada nos Estados Unidos, influenciada pelos altos custos com fertilizantes. Apesar do bom ritmo inicial de plantio, o excesso de umidade em regiões produtoras gera preocupações sobre possíveis atrasos, mantendo o clima no radar dos investidores.
Preços do milho no Brasil recuam em abril
O preço médio da saca de milho no país foi de R$ 62,90 em 29 de abril, recuo de 5,71% frente aos R$ 66,71 registrados no final de março.
Nas principais praças, o movimento foi majoritariamente de queda:
- Cascavel (PR): R$ 63,00 (-4,50%)
- Campinas/CIF (SP): R$ 70,00 (-6,67%)
- Mogiana (SP): R$ 65,00 (-9,72%)
- Rondonópolis (MT): R$ 53,00 (-7,02%)
- Uberlândia (MG): R$ 60,00 (-10,45%)
- Rio Verde (GO): R$ 60,00 (-6,25%)
A exceção foi Erechim (RS), onde a saca subiu para R$ 68,00, alta de 1,49% frente ao mês anterior.
Exportações avançam, mas preços médios recuam
As exportações brasileiras de milho somaram US$ 112,674 milhões em abril (até 16 dias úteis), segundo a Secretaria de Comércio Exterior. A média diária foi de US$ 7,042 milhões.
O volume embarcado atingiu 443,081 mil toneladas, com média de 27,692 mil toneladas por dia. O preço médio da tonelada ficou em US$ 254,30.
Na comparação com abril de 2025, houve crescimento expressivo:
- +190,3% no valor médio diário exportado
- +210,5% no volume médio diário
- -6,5% no preço médio da tonelada
Perspectivas: clima, câmbio e demanda seguem no radar
Para as próximas semanas, o mercado deve seguir atento ao desenvolvimento da safrinha, ao comportamento do câmbio e ao ritmo da demanda interna e externa. A combinação entre oferta elevada e exportações menos competitivas tende a manter pressão sobre os preços no curto prazo, enquanto o cenário climático pode trazer volatilidade adicional às cotações.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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