AGRONEGÓCIO
Exportações do agronegócio brasileiro batem recorde para fevereiro e alcançam US$ 12,05 bilhões
AGRONEGÓCIO
Agro brasileiro registra maior valor da história para fevereiro
O agronegócio brasileiro alcançou US$ 12,05 bilhões em exportações em fevereiro de 2026, estabelecendo o maior resultado já registrado para o mês. O valor representou 45,8% de todas as exportações brasileiras no período, reforçando o peso do setor na balança comercial do país.
Na comparação com fevereiro de 2025, o desempenho apresentou crescimento de 7,4%, impulsionado principalmente pela expansão do volume embarcado.
Aumento do volume exportado impulsiona desempenho
O crescimento das exportações foi sustentado principalmente pelo avanço de 9% no volume de produtos enviados ao exterior em relação ao mesmo mês do ano passado.
O resultado reflete a estratégia adotada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com outras instituições públicas e com o setor privado, voltada à ampliação e abertura de novos mercados para produtos do agronegócio brasileiro.
Apesar do aumento nas vendas externas, o preço médio internacional apresentou queda de 1,5%, acompanhando a tendência observada em índices globais de alimentos divulgados por organismos internacionais.
Superávit do agro chega a US$ 10,5 bilhões
No mesmo período, as importações de produtos agropecuários somaram US$ 1,5 bilhão, representando queda de 9,1% em relação a fevereiro de 2025.
Com isso, o saldo da balança comercial do agronegócio registrou superávit de US$ 10,5 bilhões, consolidando o setor como um dos principais responsáveis pelo resultado positivo do comércio exterior brasileiro.
China segue como principal destino das exportações
A China manteve-se como o principal mercado para o agronegócio brasileiro, com US$ 3,6 bilhões em compras, o equivalente a 30,5% do total exportado em fevereiro.
Na sequência aparecem:
- União Europeia – US$ 1,8 bilhão (15,2% do total)
- Estados Unidos – US$ 802,9 milhões (7%)
O mês também registrou forte expansão das exportações para outros países asiáticos, com destaque para:
- Vietnã – US$ 372,6 milhões (+22,9%)
- Índia – US$ 357,3 milhões (+171,1%)
Esses dois países ocuparam, respectivamente, a 4ª e a 5ª posições entre os principais destinos do agro brasileiro no período.
Outros mercados ampliam compras de produtos do agro
Além dos principais parceiros comerciais, outros mercados também aumentaram suas importações de produtos brasileiros em fevereiro.
Entre eles destacam-se:
- Turquia – US$ 312 milhões (+12,7%)
- Egito – US$ 212,6 milhões (+20,7%)
- México – US$ 205 milhões (+19,7%)
- Tailândia – US$ 201 milhões (+33,1%)
- Reino Unido – US$ 194,6 milhões (+61,2%)
- Filipinas – US$ 161,2 milhões (+80%)
- Rússia – US$ 109 milhões (+38%)
- Taiwan – US$ 99,2 milhões (+20,7%)
- Omã – US$ 55 milhões (+211%)
- Gâmbia – US$ 36,4 milhões (+115,6%)
Complexo soja lidera exportações do agro
Entre os principais setores exportadores do agronegócio brasileiro em fevereiro, destacam-se:
- Complexo soja – US$ 3,78 bilhões (31,4% do total; +16,4%)
- Proteínas animais – US$ 2,7 bilhões (22,5% do total; +22,5%)
- Produtos florestais – US$ 1,27 bilhão (10,5%; -1%)
- Café – US$ 1,12 bilhão (9,3%; -0,2%)
- Complexo sucroalcooleiro – US$ 861,35 milhões (7,1%; -4,2%)
Esses segmentos concentram grande parte das vendas externas do agronegócio e continuam sendo fundamentais para o desempenho do setor no comércio internacional.
Produtos ganham destaque e ampliam diversificação das exportações
Além das commodities tradicionais, diversos produtos registraram crescimento expressivo nas exportações, ampliando a diversificação da pauta exportadora brasileira.
Entre os destaques do mês estão:
- Óleo essencial de laranja – recorde em valor (US$ 47,8 milhões; +28,8%) e volume (4,1 mil toneladas; +51%)
- DDG de milho – recorde em valor (US$ 36,2 milhões; +164,2%) e volume (156,4 mil toneladas; +146,1%)
- Farinhas de carne, extratos e miudezas – recorde em valor (US$ 20,1 milhões; +10,5%) e volume (45,7 mil toneladas; +36,9%)
- Manteiga, gordura e óleo de cacau – recorde em valor (US$ 17,2 milhões; +25,9%)
- Óleo de milho – recorde em valor (US$ 15,9 milhões; +49,5%) e volume (12,6 mil toneladas; +24,9%)
Produção maior e novos mercados sustentam crescimento
Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, o desempenho positivo está relacionado tanto ao aumento da produção quanto à ampliação dos mercados internacionais.
De acordo com ele, o país caminha para uma safra recorde de produtos vegetais e crescimento na produção de proteínas animais, o que amplia o excedente disponível para exportação e fortalece a presença do agro brasileiro no mercado global.
Já o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua, destacou que o avanço também reflete a estratégia de abertura de novos mercados.
Segundo o secretário, nove novos mercados foram abertos apenas em fevereiro, totalizando 544 novas oportunidades comerciais desde o início de 2023, resultado de uma agenda contínua de negociações e aproximação com parceiros internacionais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Santa Catarina bate recorde histórico nas exportações de carnes no 1º trimestre de 2026
Exportações de carnes atingem maior nível da história em SC
Santa Catarina registrou o melhor desempenho da série histórica nas exportações de carnes no primeiro trimestre de 2026, tanto em volume quanto em faturamento.
De janeiro a março, o estado embarcou 518,4 mil toneladas, com receita de US$ 1,17 bilhão — crescimento de 4% em volume e de 9,6% em valor na comparação com o mesmo período de 2025.
Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e foram sistematizados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).
Carne suína lidera avanço e amplia participação internacional
A carne suína foi o principal destaque das exportações catarinenses no período. O estado embarcou 182,4 mil toneladas, gerando receita de US$ 454,3 milhões.
Os números representam alta de 4% em volume e de 7,5% em faturamento, configurando também o melhor resultado histórico para um primeiro trimestre.
No cenário nacional, Santa Catarina consolidou sua liderança ao concentrar:
- 47,8% do volume exportado de carne suína do Brasil
- 50,1% da receita total do segmento
Japão impulsiona demanda por carne suína catarinense
O Japão foi o principal destino da carne suína de Santa Catarina, responsável por 31,7% da receita total no período.
O mercado japonês apresentou forte expansão, com aumento de 59,8% no volume embarcado e de 53,7% no faturamento, refletindo o aquecimento da demanda asiática.
Outros destinos relevantes incluem Filipinas e China, que seguem como importantes parceiros comerciais do estado.
Exportações de frango crescem e batem recorde de receita
As exportações de carne de frango também apresentaram desempenho positivo. Foram embarcadas 316,7 mil toneladas, com faturamento de US$ 664,3 milhões.
O resultado representa:
- Alta de 3,2% em volume
- Crescimento de 7,7% em receita
O faturamento alcançado é o maior da série histórica para o período, enquanto o volume embarcado figura como o segundo maior já registrado.
Tensões no Oriente Médio impactam embarques em março
Apesar do desempenho geral positivo, houve recuo nas exportações para o Oriente Médio ao longo de março.
Segundo análise da Epagri/Cepa, o movimento está relacionado a tensões geopolíticas na região, que afetaram a logística e elevaram custos operacionais.
Ainda assim, o crescimento das vendas para mercados como Japão, China e Chile compensou a retração observada naquele destino.
Santa Catarina mantém protagonismo nas exportações brasileiras
No consolidado nacional, Santa Catarina respondeu por:
- 24,5% da receita das exportações brasileiras de carne de frango
- 22,3% do volume total embarcado
Os números reforçam a relevância do estado no cenário agroindustrial brasileiro, com destaque para competitividade, sanidade e acesso a mercados internacionais.
Setor segue como pilar do agronegócio catarinense
O desempenho recorde no início de 2026 consolida o setor de carnes como um dos principais motores da economia de Santa Catarina.
A expectativa do mercado é de manutenção do ritmo positivo ao longo do ano, sustentado pela demanda externa aquecida e pela competitividade da produção brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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