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Café inicia semana com movimentos mistos nas bolsas internacionais; Brasil segue com cautela na oferta
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Mercado internacional apresenta comportamento misto
O mercado futuro do café começou a semana com sinais divergentes nas principais bolsas internacionais nesta segunda-feira (16). Enquanto os contratos do arábica apresentavam leves ganhos em Nova York, os futuros do robusta operavam em queda em Londres.
Na ICE Futures US, o contrato de maio/2026 do arábica era negociado a 285,75 cents por libra-peso, com alta de 0,60 cent (0,21%). O vencimento julho/2026 avançava 0,25 cent, a 279,65 cents, enquanto o contrato de setembro/2026 recuava 0,75 cent, a 272,60 cents. Durante a sessão, o contrato maio/2026 registrou abertura a 284,55 cents, máxima de 286,35 cents e mínima de 281,60 cents.
Já na ICE Europe, o robusta apresentava recuo nos principais vencimentos. O contrato maio/2026 era negociado a US$ 3.438 por tonelada, com baixa de US$ 17; julho/2026 a US$ 3.355, também com queda de US$ 17; e setembro/2026 a US$ 3.290, com recuo de US$ 12. Na abertura, o contrato maio/2026 do robusta começou a US$ 3.473, atingindo máxima de US$ 3.477 e mínima de US$ 3.415.
Fatores climáticos e oferta global influenciam preços
O mercado segue atento às condições climáticas nas principais regiões produtoras, especialmente no Brasil e no Vietnã, que concentram grande parte da produção global de café. Boas perspectivas para a safra brasileira de 2026, favorecidas por clima positivo nos primeiros meses do ano, reforçam expectativas de maior oferta global, pressionando levemente os preços.
Segundo analistas da Safras & Mercado, qualquer aumento na produção brasileira tende a impactar diretamente as cotações internacionais, dado que o país é o maior produtor e exportador mundial de café.
Geopolítica mantém volatilidade
Além de fatores climáticos, o cenário geopolítico global tem dado suporte às cotações das commodities agrícolas. Conflitos internacionais e tensões no Oriente Médio elevam custos de energia e transporte, aumentando a volatilidade dos mercados financeiros e cambiais, o que se reflete também nas negociações do café.
O mercado reage a esses fatores com cautela, equilibrando expectativas de alta por tensões globais e pressão de oferta pelo aumento da produção prevista.
Mercado físico brasileiro: cautela na oferta
No Brasil, o ambiente de negociação do café segue conservador. Produtores têm dosado a oferta, enquanto compradores adquirem volumes pontuais, apenas para atender necessidades de curto prazo. Essa estratégia é motivada pela expectativa de que as condições se tornem mais favoráveis com a aproximação da nova safra, possibilitando melhores preços e volumes.
Perspectiva para a semana
Analistas apontam que os preços do café devem continuar refletindo um equilíbrio entre fundamentos de oferta e demanda, clima favorável na produção e fatores externos, como geopolítica e custos logísticos. A tendência é de volatilidade moderada, com movimentos pontuais em resposta a notícias internacionais e ao comportamento das lavouras.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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