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Famílias do Vale do Jequitinhonha ampliam produção com batata-doce biofortificada rica em vitamina A

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O início do período chuvoso marca uma nova etapa para centenas de agricultores familiares do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. A Aperam BioEnergia deu início à safra 2025/2026 do Programa Raízes do Vale, que chega agora a 24 comunidades, beneficiando cerca de 260 famílias. A iniciativa conta com 120 hectares de terras cedidas em comodato pela empresa, integrando o cultivo agrícola à produção sustentável de eucalipto.

Novidade da safra: batata-doce com alto teor de vitamina A

Nesta nova fase, o grande destaque é a introdução de variedades biofortificadas de batata-doce, desenvolvidas em parceria entre a Aperam BioEnergia, a Fundação Aperam Acesita e a Universidade Estadual Paulista (Unesp). As cultivares — Maria Eduarda, Maria Isabel e Maria Rita — foram criadas para conter até 20 vezes mais betacaroteno (precursor da vitamina A) do que a cenoura.

Segundo o Ministério da Saúde, o Vale do Jequitinhonha é uma das regiões com maior índice de deficiência dessa vitamina, essencial para o desenvolvimento infantil.

“A proposta é oferecer um alimento naturalmente rico em vitamina A, capaz de atender às necessidades nutricionais e integrar a dieta do brasileiro”, explica Pablo Forlan Vargas, professor da Unesp e coordenador executivo do Centro de Raízes e Amidos Tropicais.

De acordo com Vargas, todas as ações do programa levam em conta o conhecimento local dos agricultores e as condições específicas de solo e clima. “Acompanharemos de perto cada etapa, desde o cultivo até a colheita, para avaliar o desempenho das variedades”, complementa.

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Expansão do cultivo e impacto nutricional

A introdução das novas cultivares começou em três comunidades-piloto, com acompanhamento técnico da Unesp. A expectativa é que, já na próxima safra, o cultivo seja expandido para todas as comunidades participantes do Raízes do Vale.

“Essas variedades têm potencial para melhorar a alimentação das famílias e ampliar o impacto social e nutricional do programa”, destaca Tony Terra Beraldo, gerente de Responsabilidade Social da Aperam BioEnergia.

Diversificação agrícola e segurança alimentar

Além da batata-doce biofortificada, o programa incentiva o cultivo de milho, feijão, mandioca, amendoim, melancia, abóbora, andu e quiabo, entre outras espécies adaptadas ao clima regional. Somente nesta safra, foram distribuídos 800 quilos de sementes de milho e 900 quilos de sementes de feijão, além de insumos e adubos.

Em Ribeirão dos Santos Acima, no município de Minas Novas, os agricultores comemoram a chegada das novas variedades. A comunidade, tradicional produtora de mandioca, agora amplia a produção com o cultivo da batata-doce.

“A parceria com a Aperam fortaleceu a renda das famílias e trouxe novas oportunidades. Com a batata-doce, vamos diversificar e melhorar nossa alimentação”, afirma Maurílio Alves da Silva, produtor rural e membro da associação local.

Atualmente, 13 famílias cultivam cinco hectares de mandioca em terras cedidas pela empresa. A produção abastece a fábrica de farinha da comunidade e é comercializada no Mercado Municipal de Minas Novas e em cidades vizinhas.

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Apoio técnico e resultados crescentes

O Raízes do Vale oferece às comunidades até cinco hectares de terras dentro das áreas de eucalipto da Aperam, além de apoio técnico, insumos e capacitação em boas práticas agrícolas, segurança no trabalho e educação ambiental. Todos os agricultores recebem Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para as atividades de manejo.

“O apoio da Aperam vai além do acesso à terra. Temos orientação constante, o que faz toda a diferença para garantir uma produção sustentável e de qualidade”, reforça Maurílio.

Na safra 2024/2025, o programa registrou mais de 25 toneladas de alimentos produzidos, sendo 4,7 toneladas de feijão, 3,6 toneladas de milho e 17 toneladas de mandioca.

Sustentabilidade e integração com a comunidade

Com resultados cada vez mais expressivos, o Raízes do Vale se consolida como um exemplo de integração entre floresta, agricultura e comunidade, promovendo geração de renda, diversidade produtiva e segurança alimentar.

“O Raízes do Vale demonstra que é possível unir sustentabilidade e desenvolvimento social em um modelo que transforma vidas”, conclui Tony Terra Beraldo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Frete rodoviário cai em maio com diesel mais barato, mas agronegócio mantém demanda aquecida

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O custo do frete rodoviário no Brasil registrou leve recuo em maio, refletindo principalmente a queda dos preços do diesel. Apesar da redução dos custos operacionais, o agronegócio continua sendo o principal responsável pela sustentação da demanda por transporte de cargas, enquanto a indústria brasileira começa a apresentar sinais de desaceleração.

Levantamento do Índice de Frete Rodoviário da Edenred (IFR), elaborado com base nos dados da plataforma Repom, aponta que o preço médio do frete por quilômetro rodado fechou maio em R$ 8,59, ante R$ 8,66 registrados em abril. O resultado representa uma queda de 0,81% no período.

Queda do diesel reduz custos do transporte

O principal fator por trás da redução do frete foi o recuo dos preços dos combustíveis, especialmente do diesel, que representa um dos maiores componentes dos custos operacionais do transporte rodoviário de cargas.

Segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), o diesel S-10 apresentou queda de 3,81% em maio, encerrando o mês com preço médio de R$ 7,32 por litro. Já o diesel comum registrou retração ainda mais expressiva, de 4,42%, com valor médio de R$ 7,13 por litro.

A redução dos combustíveis trouxe alívio para transportadoras e caminhoneiros, contribuindo para a acomodação dos preços praticados no mercado de fretes.

Agronegócio segue impulsionando o transporte de cargas

Mesmo diante de um cenário econômico mais desafiador, o agronegócio permanece como o principal motor da logística brasileira.

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Em maio, as exportações do setor somaram US$ 16 bilhões, respondendo por mais da metade de todas as vendas externas do país. O desempenho reforça a necessidade de escoamento da produção agrícola, sustentando a demanda por transporte rodoviário em diversas regiões produtoras.

A movimentação de grãos, carnes, açúcar, café, celulose e outros produtos do agro continua garantindo fluxo de cargas, mesmo em um ambiente marcado por incertezas nos mercados internacionais.

Indústria dá sinais de desaceleração

Enquanto o agronegócio mantém ritmo forte de exportações, a atividade industrial brasileira começa a demonstrar enfraquecimento.

Dados do Índice de Gerentes de Compras (PMI), divulgado pela S&P Global, mostram que o indicador caiu de 52,6 pontos em abril para 49,1 pontos em maio. O resultado sinaliza retração da atividade manufatureira e redução no volume de novas encomendas.

O cenário preocupa parte do setor logístico, já que a desaceleração industrial tende a reduzir a demanda por transporte de produtos manufaturados nos próximos meses.

Além disso, novas barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos podem afetar importantes segmentos exportadores brasileiros, incluindo cadeias ligadas ao processamento de madeira e ao café.

Novas regras do CIOT exigem adaptação do setor

Além dos fatores econômicos, transportadores e embarcadores também enfrentam mudanças regulatórias importantes.

Entraram em vigor novas exigências relacionadas ao Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), ampliando a obrigatoriedade de emissão para operações de transporte próprio.

As alterações também incluem mecanismos automáticos de conferência, fortalecendo a fiscalização do cumprimento do Piso Mínimo de Frete estabelecido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

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A expectativa é que as novas regras aumentem a transparência das operações e reforcem o controle sobre a remuneração do transporte rodoviário de cargas.

Mercado acompanha comportamento da demanda

Para especialistas do setor, a queda registrada em maio reflete principalmente a redução dos custos com combustível, mas os próximos movimentos do mercado dependerão do comportamento da demanda.

Com o agronegócio mantendo forte atividade exportadora e a indústria apresentando sinais de desaceleração, o equilíbrio entre esses dois segmentos será determinante para a formação dos preços do frete ao longo do segundo semestre.

Além disso, a adaptação às novas exigências regulatórias deverá continuar influenciando a dinâmica do setor logístico brasileiro.

Perspectivas para o transporte rodoviário

O cenário atual aponta para um mercado de fretes relativamente equilibrado, sustentado pelo desempenho do agronegócio e beneficiado pela redução dos custos operacionais.

No entanto, a evolução da atividade industrial, o comportamento das exportações e os impactos das novas regras do CIOT serão fatores decisivos para definir a trajetória dos preços nos próximos meses.

Com a colheita da segunda safra de milho ganhando ritmo e o fluxo de exportações agrícolas permanecendo elevado, a expectativa é de manutenção de uma demanda consistente por transporte rodoviário, especialmente nas principais regiões produtoras do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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