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POLÍTICA NACIONAL

Paulo Paim destaca importância de criar Frente Parlamentar pela Paz Mundial

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O senador Paulo Paim (PT-RS) afirmou, em pronunciamento no Plenário, que o Senado deve votar ainda nesta terça-feira (17) o Projeto de Resolução (PRS 45/2025), que cria a Frente Parlamentar pela Paz Mundial.

Relator da proposta, de autoria do senador Flávio Arns (PSB-PR), Paim agradeceu ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, pela inclusão da matéria na pauta do dia e destacou os objetivos da iniciativa, voltada ao fortalecimento da atuação do Congresso em defesa da paz e da justiça social.

O senador observou que, segundo a ONU e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, há mais de 100 conflitos no mundo atualmente. Citou, entre os principais, os que atingem a Ucrânia, o Irã, Israel, a Faixa de Gaza e alguns países da África.

— Sempre lembramos que essa guerra no Irã, na verdade, envolve também, de forma muito contundente, os Estados Unidos. A situação é dramática. Os mais afetados são sempre os mesmos: crianças, idosos, mulheres, enfim, os mais vulneráveis. É assim em todas as guerras — disse.

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O parlamentar também destacou a entrada em vigor do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (Lei nº 15.211), sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no ano passado. Segundo ele, a legislação estabelece regras para o ambiente virtual, como a verificação de idade em plataformas, a criação de espaços adequados para menores e a responsabilização de empresas com grande número de usuários jovens.

Não se trata de censura, Trata-se de proteção das nossas crianças e adolescentes. Trata-se de garantir que o ambiente digital não seja uma terra sem lei para aqueles que mais precisam de cuidado — afirmou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Comissão aprova projeto que obriga condução à delegacia após relato de violência contra mulher

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A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou proposta que obriga a polícia a conduzir a mulher e o suposto agressor à delegacia quando houver relato de terceiros sobre possível violência doméstica, mesmo que a vítima negue a agressão.

Nesses casos, a vítima deverá ser encaminhada para avaliação por equipe multidisciplinar por Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).

O colegiado aprovou o substitutivo da relatora, deputada Delegada Adriana Accorsi (PT-GO), ao Projeto de Lei 2443/25, do deputado Duda Ramos (Pode-RR). A relatora manteve o objetivo da proposta, mas incorporou as novas regras à Lei Maria da Penha.

Ela argumentou que a recusa inicial da vítima frequentemente decorre do contexto de violência doméstica. “A negativa da ofendida durante a primeira abordagem policial decorre, na esmagadora maioria dos casos, de um severo processo de subjugação psicológica, ameaças veladas e vulnerabilidade socioeconômica”, ressaltou.

Pelo texto, serão consideradas as denúncias feitas por meio dos canais oficiais de atendimento, comparecimento a unidades policiais ou informações obtidas por profissionais das áreas de saúde, educação e assistência social no exercício de suas funções.

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Atendimento
O texto também prevê escuta qualificada e individualizada da mulher. Caso não haja policial mulher disponível, o atendimento não poderá ser adiado, mas a situação deverá ser comunicada imediatamente à corregedoria.

Além disso, o texto aprovado proíbe avaliações superficiais sobre o risco à integridade física ou psicológica da mulher. Sempre que possível, a vítima e o suposto agressor deverão ser conduzidos em veículos separados até a delegacia.

Próximos passos
A proposta será analisada de forma conclusiva pelas comissões de Defesa dos Direitos da Mulher; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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