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Femagri 2026 destaca tecnologias para controle de pragas e doenças na cafeicultura brasileira

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Femagri 2026 reúne inovações para o cafeicultor

A Feira de Máquinas, Implementos e Insumos Agrícolas (Femagri) 2026, promovida pela Cooxupé, ocorre entre os dias 18 e 20 de março, em Guaxupé (MG), um dos principais polos da cafeicultura nacional.

Organizado pela maior cooperativa de cafeicultores do mundo, com 94 anos de atuação e mais de 21 mil cooperados, o evento reúne as principais inovações voltadas à produção de café, com destaque para insumos, máquinas e tecnologias de manejo.

Portfólio de defensivos ganha destaque no evento

Entre as empresas participantes, a Sipcam Nichino apresenta soluções voltadas à proteção dos cafezais contra pragas e doenças de alto impacto econômico.

Segundo o engenheiro agrônomo Marcelo Palazim, coordenador de marketing da companhia, o portfólio em exposição inclui os fungicidas Cuprozeb® e Soleado®, o inseticida-acaricida Fujimite® 50 SC e o inseticida Trebon® 100 SC.

Fungicidas atuam no controle das principais doenças do café

O fungicida Cuprozeb® é destacado pelo seu uso preventivo no controle de doenças como ferrugem-do-café (ou ferrugem alaranjada), cercosporiose e antracnose, todas responsáveis por perdas significativas na produção.

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De acordo com a empresa, o produto reúne dois ativos com ação sinérgica e contribui também para o desenvolvimento vegetativo das plantas, além de auxiliar na recuperação após estresses climáticos.

Já o fungicida Soleado®, à base de boscalida, apresenta desempenho relevante no controle da phoma do café, doença fúngica que pode causar prejuízos de até 60% na lavoura.

Soluções para manejo de ácaros e pragas ganham espaço

No combate a pragas, o inseticida-acaricida Fujimite® 50 SC é indicado para o controle do ácaro da mancha-anular e do ácaro-vermelho, dois dos principais desafios fitossanitários da cultura.

O produto também se destaca pela compatibilidade com o Manejo Integrado de Pragas (MIP), atuando por contato e ingestão, além de preservar inimigos naturais importantes para o equilíbrio biológico da lavoura.

Trebon® amplia controle e recebe novo registro

Outro destaque é o inseticida Trebon® 100 SC, indicado para o manejo de diferentes pragas, incluindo insetos sugadores, desfolhadores e a broca-do-café.

Recentemente, o produto recebeu registro para o controle do bicho-mineiro, uma das pragas mais prejudiciais à cafeicultura brasileira.

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Segundo a empresa, o Trebon® apresenta alta seletividade, permitindo a preservação de inimigos naturais, além de ação rápida e efeito de choque logo após a aplicação.

Evento reforça importância da tecnologia no campo

A Femagri 2026 consolida seu papel como uma das principais vitrines tecnológicas da cafeicultura brasileira, conectando produtores às soluções mais avançadas do mercado.

Com foco em produtividade, sustentabilidade e eficiência no manejo, o evento reforça a importância da adoção de tecnologias para enfrentar os desafios fitossanitários e garantir maior rentabilidade ao cafeicultor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação recorde não impede queda do frango vivo no mercado interno

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O Brasil caminha para estabelecer um novo recorde nas exportações de carne de frango em 2026, mas o avanço das vendas externas ainda não foi suficiente para absorver o aumento da oferta. Com mais animais prontos para o abate, os preços do frango vivo recuaram em algumas das principais regiões produtoras, enquanto as cotações dos cortes permaneceram praticamente estáveis no atacado.

A pressão ocorre em uma cadeia que produziu 15,3 milhões de toneladas de carne de frango em 2025 e faturou cerca de R$ 50 bilhões somente com exportações, considerando a receita de R$ 9,8 bilhões convertida pelo câmbio de R$ 5,10. O Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores mundiais e lidera o comércio internacional da proteína.

No ano passado, o país exportou o volume recorde de 5,324 milhões de toneladas. Para 2026, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta embarques de até 5,5 milhões de toneladas, além de uma produção próxima de 15,6 milhões de toneladas. A disponibilidade no mercado interno pode alcançar 10,1 milhões de toneladas.

O avanço da oferta já aparece nos abates. No primeiro trimestre deste ano, o peso das carcaças chegou a 3,73 milhões de toneladas, crescimento de 6,9% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Paraná respondeu por 35% da produção, seguido por Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.

A ampliação dos abates ajuda a explicar por que os preços não acompanham o desempenho das exportações. A demanda internacional segue aquecida, mas o mercado doméstico precisa absorver cerca de dois terços de toda a carne produzida no país. O consumo estimado para 2026 é de 47,3 quilos por habitante, um dos maiores do mundo, mas ainda insuficiente para provocar uma reação mais forte diante da oferta atual.

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Levantamento mostra que o frango vivo foi negociado a R$ 5,20 por quilo em São Paulo. No oeste do Paraná, a referência ficou em R$ 4,60. Goiás e Mato Grosso do Sul registraram queda de R$ 4,65 para R$ 4,55, enquanto Minas Gerais e Distrito Federal passaram de R$ 4,70 para R$ 4,60 por quilo.

No Sul, as referências ficaram em R$ 4,75 no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Os preços mais elevados continuam concentrados no Nordeste e no Norte, variando de R$ 6,80 no Ceará a R$ 7,20 no Pará. As diferenças refletem custos logísticos, disponibilidade regional de aves e características próprias de cada mercado.

No atacado paulista, o peito congelado permaneceu em R$ 8,50 por quilo, a coxa em R$ 6,90 e a asa em R$ 11. Os cortes resfriados foram negociados por R$ 8,60, R$ 7 e R$ 11,10, respectivamente. A estabilidade, porém, não representa recuperação, porque as indústrias encontram dificuldade para elevar os preços diante da quantidade de carne disponível.

O principal instrumento para ajustar o mercado é o controle dos alojamentos. O termo corresponde ao número de pintinhos de um dia colocados nas granjas para engorda. Como as aves chegam ao peso de abate em aproximadamente 40 a 45 dias, um alojamento elevado hoje se transforma em maior oferta de carne poucas semanas depois.

A redução dos lotes permite diminuir gradualmente a quantidade de animais disponíveis e recuperar o equilíbrio entre produção, consumo e exportações. O ajuste precisa ser planejado porque uma redução excessiva também pode provocar falta de produto e aumento repentino dos preços no futuro.

A pressão não alcança todos os avicultores da mesma maneira. No sistema de integração, predominante nas principais regiões produtoras, a indústria normalmente fornece pintinhos, ração, medicamentos e assistência técnica. O produtor entra com as instalações, mão de obra, energia e manejo, recebendo conforme o desempenho do lote e as condições estabelecidas em contrato.

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Por isso, a cotação do frango vivo não corresponde diretamente ao valor recebido por todos os integrados. Ainda assim, o excesso de oferta reduz a rentabilidade geral da cadeia e pode afetar o ritmo dos alojamentos, a remuneração dos contratos e a capacidade das empresas de repassar custos. O impacto é mais direto sobre produtores independentes, que compram os insumos e comercializam os animais por conta própria.

A disponibilidade de milho e farelo de soja ajuda a conter parte da pressão. Os dois produtos formam a base da ração e representam a maior parcela do custo de produção. Com oferta elevada de grãos, a alimentação das aves está menos onerosa do que em períodos de escassez, evitando uma deterioração maior das margens.

No comércio exterior, os embarques continuam funcionando como principal sustentação do setor. Nos primeiros 13 dias úteis de julho, o Brasil exportou 299,2 mil toneladas de carne de aves e miudezas, com receita equivalente a R$ 2,73 bilhões. A média diária cresceu 41% em relação a julho de 2025, embora o preço médio tenha recuado 1,3%.

O cenário indica que a avicultura brasileira permanece competitiva e deve ampliar sua presença internacional. No curto prazo, porém, o recorde das exportações terá de ser acompanhado por um controle mais preciso dos alojamentos. Sem esse ajuste, a expansão da produção continuará chegando ao mercado antes que a demanda consiga absorvê-la, mantendo os preços do frango vivo sob pressão.

Fonte: Pensar Agro

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