AGRONEGÓCIO
FIEMG critica proposta de fim da escala 6×1 e alerta para impactos no PIB e no emprego
AGRONEGÓCIO
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais manifestou preocupação com o Projeto de Lei (PL) encaminhado ao Congresso Nacional que propõe o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução salarial. Segundo a entidade, a medida é considerada insustentável e pode trazer impactos relevantes para a economia brasileira.
Proposta pode afetar emprego e crescimento econômico
De acordo com a FIEMG, a redução da jornada sem mecanismos de compensação pode comprometer diretamente a geração de empregos e o desempenho do Produto Interno Bruto.
A entidade avalia que o projeto apresenta inconsistências e não considera de forma adequada os efeitos econômicos e sociais da mudança, especialmente no que diz respeito à competitividade das empresas brasileiras.
Estudo aponta possível queda no PIB e perda de empregos
Levantamento realizado pela FIEMG indica que a medida pode impactar o PIB brasileiro em até 16%, gerando perdas significativas para a economia.
Além disso, a entidade projeta que a proposta pode resultar na eliminação de cerca de 18 milhões de postos de trabalho no país, com reflexos diretos no custo de vida e no poder de compra da população.
Entidade critica proposta e aponta riscos econômicos
Segundo o presidente em exercício da FIEMG, Mário Marques, a proposta carece de uma análise mais aprofundada sobre seus impactos.
Ele afirma que a redução da jornada, sem compensações adequadas, pode prejudicar a competitividade das empresas e comprometer o equilíbrio do mercado de trabalho, ampliando os desafios econômicos já existentes.
Negociação coletiva é apontada como alternativa
A entidade defende que mudanças na jornada de trabalho sejam conduzidas por meio da negociação coletiva entre empregadores e trabalhadores.
Para a FIEMG, o diálogo entre as partes é fundamental para a construção de soluções equilibradas, que considerem tanto as necessidades dos trabalhadores quanto a sustentabilidade financeira das empresas.
Diálogo é essencial para garantir equilíbrio econômico e social
A federação reforça que medidas estruturais devem ser amplamente debatidas antes de sua implementação, evitando impactos negativos sobre o emprego, a renda e a competitividade da economia brasileira.
Nesse contexto, a entidade sustenta que o caminho mais adequado é a construção de alternativas por meio do diálogo, buscando equilíbrio entre desenvolvimento econômico e bem-estar social.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil
As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.
Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.
Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural
O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.
Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.
De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.
Agro sente impacto de forma gradual
Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.
O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.
A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.
Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.
Inflação dos alimentos pode ganhar força
O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.
Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.
Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.
Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.
Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada
Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.
As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.
Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.
Agronegócio acompanha cenário com atenção
Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.
O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.
Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.
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Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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