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Inscrições abertas para o Concurso de Qualidade do Café da Região de Manhuaçu

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Estão abertas até o dia 5 de setembro as inscrições para o XX Concurso de Qualidade do Café da Região das Matas de Minas – Regional de Manhuaçu. O evento é promovido pelo Governo de Minas, por meio da Emater-MG, e os interessados devem se inscrever pelo site do Sympla: Clique aqui para se inscrever.

Os produtores inscritos automaticamente concorrem também ao 22º Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais – Edição 2025, garantindo uma avaliação conjunta das amostras.

Segundo Thiago Oliveira, coordenador técnico regional da Emater-MG, “mais de um terço das amostras do concurso estadual é da região de Manhuaçu. Por isso, a inscrição conjunta facilita a participação do produtor, com notas válidas para os dois concursos”.

Quem pode participar e modalidades

Podem participar cafeicultores e familiares residentes ou com propriedades nos municípios atendidos pela Uregi Manhuaçu:

Alto Jequitibá, Caparaó, Caputira, Chalé, Conceição de Ipanema, Durandé, Ipanema, Lajinha, Luisburgo, Manhuaçu, Manhumirim, Martins Soares, Matipó, Mutum, Orizânia, Pedra Bonita, Pocrane, Reduto, Santana do Manhuaçu, Sericita, Simonésia, São José do Mantimento, São João do Manhuaçu, Taparuba e Vermelho Novo.

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As amostras devem ser da espécie Arábica, colhidas em 2025, e entregues até 5 de setembro no escritório local da Emater-MG do município do produtor.

O cafeicultor pode se inscrever em apenas uma das modalidades:

  • Café Natural
  • Café Cereja Descascado, Despolpado ou Desmucilado
  • Avaliação feita por júri especializado

Os lotes de café passarão por análise física e sensorial, conduzida por uma comissão julgadora de especialistas de renome.

“Uma das vantagens da realização conjunta dos concursos regional e estadual é a avaliação criteriosa feita por profissionais de alta credibilidade, garantindo um processo sério e transparente”, explica Thiago Oliveira.

Incentivo à qualidade e valorização do café

O concurso contribui para a melhoria da qualidade dos cafés da região e para a agregação de valor do produto. Segundo o coordenador, “quando o cafeicultor é premiado, seu café passa a ser mais procurado pelos compradores e a valorização do produto aumenta significativamente”.

O encerramento do concurso está previsto para dezembro de 2025, e mais informações podem ser obtidas nos escritórios locais da Emater-MG nos municípios da região de Manhuaçu.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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