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Informar também é construir confiança: o papel da comunicação pública no Acre
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Por Verônica Pimentel*
Vivemos em um tempo em que a atenção se tornou um dos recursos mais disputados da sociedade. A cada instante, somos expostos a uma grande quantidade de conteúdos, muitos deles pensados para gerar engajamento imediato, despertar emoções rápidas e manter o público conectado por mais tempo. Esse cenário desafia diretamente a forma como a informação circula e como é percebida pelas pessoas.
Esse contexto se intensificou a partir da pandemia da Covid-19, quando a comunicação passou a ocupar um papel central na relação entre Estado e sociedade. Informações sobre vacinação, saúde pública e prevenção precisaram chegar com rapidez, clareza e credibilidade. Ao mesmo tempo, a circulação de desinformação evidenciou que não basta apenas informar, sendo necessário construir confiança e garantir que a informação seja reconhecida como fonte segura.
Do ponto de vista da neurociência, a atenção e a tomada de decisão são fortemente influenciadas por estímulos emocionais e pela busca por recompensas rápidas. Cada curtida, comentário ou visualização ativa mecanismos ligados à dopamina, associados à motivação e ao engajamento. Esse comportamento ajuda a explicar por que determinados conteúdos ganham mais visibilidade nas plataformas digitais e passam a fazer parte da rotina das pessoas.
Nesse ambiente, a comunicação pública enfrenta um desafio relevante: como disputar atenção sem abrir mão da responsabilidade, da precisão e do compromisso com a verdade. Diferentemente de conteúdos voltados exclusivamente ao entretenimento, à informação pública precisa cumprir um papel social, garantindo acesso, orientação e transparência para a população.
No Acre, esse desafio vem sendo enfrentado por meio da consolidação, estruturação e integração do Sistema Público de Comunicação do governo do Acre, que atua de forma articulada em diferentes frentes, incluindo o jornalismo e a publicidade institucional, o marketing digital e a radiodifusão pública. Trata-se de uma engenharia de comunicação voltada a garantir acesso à informação, promovendo transparência e fortalecendo a relação entre governo e sociedade em diferentes formatos e canais.
Os resultados dessa atuação podem ser observados de forma integrada. A Agência de Notícias do Acre, principal guarda-chuva de informações institucionais, ultrapassa 74 mil matérias publicadas, com crescimento de 17,9% apenas em 2025. Esse volume expressivo demonstra não apenas capacidade produtiva, mas, sobretudo, consistência na oferta de informação pública, garantindo atualização permanente e presença contínua no cotidiano da população.
Nas redes sociais, o governo do Acre reúne mais de 247 mil seguidores nas plataformas digitais, com crescimento de 33,9%, além de um ecossistema de mais de 48 contas institucionais que atuam de forma integrada entre secretarias e autarquias. Somente em 2025, foram produzidos 874 vídeos institucionais e educativos, realizadas 99 transmissões ao vivo de eventos oficiais e publicadas 5.947 peças institucionais, evidenciando uma estratégia digital baseada em frequência, diversidade de formatos e proximidade com o cidadão.
Paralelamente, a radiodifusão pública mantém um papel fundamental na democratização do acesso à informação. Com estrutura presente em seis municípios, além da capital Rio Branco, as rádios Aldeia e Difusora alcançam 75,3% da população acreana, o equivalente a mais de 680 mil pessoas. Esse alcance inclui 738 comunidades isoladas, onde o rádio segue como principal meio de acesso à informação pública.
Mais do que números, esses dados revelam consistência, presença e estratégia. Do ponto de vista do comportamento humano, a repetição e a frequência são elementos centrais na formação de memória e na construção da confiança. Quanto mais presente a informação está no cotidiano, maiores são as chances de ela ser reconhecida, compreendida e incorporada.
Nesse sentido, a atuação integrada do Sistema Público de Comunicação potencializa não apenas o alcance, mas também o engajamento qualificado. A produção contínua, aliada à diversidade de formatos e canais, ativa mecanismos ligados à atenção e à motivação, contribuindo para que a informação pública deixe de ser apenas acessada e passe a ser relevante na rotina das pessoas.
Essa atuação também encontra fundamento na própria Constituição Federal. O acesso à informação é um direito assegurado pelo artigo 5º, enquanto o artigo 37 estabelece a publicidade como um dos princípios da administração pública. A Lei de Acesso à Informação, instituída pela Lei nº 12.527, de 2011, reforça esse dever ao consolidar a transparência como obrigação do Estado e direito do cidadão.
Nesse sentido, comunicar não é apenas uma escolha estratégica, mas uma responsabilidade institucional. A comunicação pública deve garantir que a informação chegue de forma clara, acessível e contínua, respeitando as diferentes realidades sociais e territoriais, especialmente em um estado com características diversas como o Acre.
Além de informar, a comunicação pública também atua na promoção de mudanças de comportamento. Campanhas relacionadas à doação de sangue, à prevenção às queimadas, à segurança no trânsito com foco no álcool zero, ao enfrentamento da violência contra a mulher e às ações de saúde pública demonstram como a informação pode impactar diretamente a vida das pessoas quando é compreendida e incorporada ao cotidiano.
Esse processo exige mais do que alcance e depende da construção de conexão com o público. É necessário que a informação faça sentido, dialogue com a realidade e esteja presente de forma contínua na rotina das pessoas. Nesse ponto, a comunicação pública se aproxima das dinâmicas do comportamento humano ao utilizar linguagem acessível, formatos diversos e presença constante para ampliar sua efetividade.
A integração entre comunicação digital e radiodifusão fortalece esse processo ao garantir que diferentes públicos sejam alcançados. Essa estratégia reconhece que o acesso à informação deve ser universal, democrático e contínuo, ampliando o alcance das políticas públicas e garantindo que elas cheguem a quem mais precisa.
Mais do que disputar atenção com conteúdos virais, a comunicação pública precisa construir relevância ao longo do tempo. Esse processo se baseia na consistência, na credibilidade e no compromisso com o interesse público, elementos fundamentais para fortalecer a relação entre Estado e sociedade.
A comunicação pública não disputa atenção apenas com conteúdo, mas com estímulos. Quando compreende o comportamento humano, é capaz de transformar informação em conexão e conexão em confiança. Em um ambiente marcado pela velocidade e pelo excesso de informação, comunicar com responsabilidade é também uma forma de cuidado com a população.
Nesse cenário, a comunicação pública se consolida como um elo essencial entre governo e sociedade. Ao informar, conectar e prestar contas, fortalece a cidadania, promove transparência e contribui para uma gestão mais próxima, acessível e confiável para todos.
*Verônica Pimentel é chefe do Departamento de Marketing e Inovação da Secretaria de Estado de Comunicação do governo do Acre (Secom); publicitária; especialista em Marketing Digital e Comportamento do Consumidor; mestranda em Comunicação Digital, com ênfase em Marketing Político.
Fonte: Governo AC
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Estado realiza sorteio de vagas para pequenos negócios no Arraial Cultural 2026
Empreendedores locais deram mais um passo rumo à participação no Arraial Cultural 2026. Nesta segunda-feira, 15, os pequenos negócios habilitados para o evento foram sorteados, em cerimônia realizada no auditório do Museu dos Povos Acreanos, em uma ação promovida pelo governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo (Sete).
Foram sorteados empreendedores dos segmentos de alimentação, artesanato, brinquedos, bebidas e comércio ambulante que participarão do evento, organizado pela Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM).
Sorteio de empreendimentos para o Arraial Cultural aconteceu nesta segunda-feira, 15. Foto: CedidaDe acordo com o secretário de Turismo e Empreendedorismo, Marcelo Messias, a presença dos pequenos negócios da Economia Solidária enriquece a experiência do evento. “O tradicional Arraial Cultural é uma experiência fantástica para o nosso estado com a participação de juninas da capital e do interior. A presença dos pequenos negócios torna essa experiência ainda mais rica essa experiência trazendo gastronomia e mais alegria para a festa, além de fomentar a economia local”, destacou.
Segundo a diretora de Empreendedorismo, Lusiana Oliveira, o sorteio público, previsto no edital de chamamento, garante a transparência, a igualdade de oportunidades e a imparcialidade para os participantes. “Houve um grande número de inscritos. O sorteio foi conduzido de forma organizada, respeitando todos os critérios estabelecidos no edital de chamamento público, assegurando que cada inscrito habilitado tivesse as mesmas chances de ser contemplado. Conseguimos disponibilizar mais de cem vagas. Estamos felizes com o resultado do sorteio, os empreendedores saíram bem satisfeitos, com expectativa muito boa para esse evento. desejamos muito sucesso a todos esses empreendimentos”.
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Arraial Cultural. Foto: Cedida
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Arraial Cultural. Foto: Cedida
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Arraial Cultural. Foto: Cedida
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