RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Soja avança com suporte externo e melhora nas margens da indústria impulsionada por derivados

Publicados

AGRONEGÓCIO

O mercado da soja inicia a semana com viés positivo, sustentado por fatores internos e externos que combinam alta nas cotações internacionais e avanço nas margens de esmagamento. O cenário reflete a valorização dos derivados, a influência do petróleo e a cautela dos produtores diante das incertezas globais.

Margem de esmagamento cresce com apoio do óleo de soja

A margem de esmagamento da soja (“crush margin”) avançou na última semana no Brasil e nos Estados Unidos, conforme levantamento do Cepea.

No mercado brasileiro, o movimento foi impulsionado pela combinação entre a queda no custo da soja em grão e a valorização do óleo de soja. A demanda aquecida pelo derivado, especialmente por parte da indústria de biodiesel, tem sido determinante para ampliar a rentabilidade do setor.

O cenário ocorre em meio a preocupações com o abastecimento de combustíveis e especulações sobre possíveis paralisações no transporte rodoviário, o que intensifica a procura pelo óleo.

Farelo sustenta desempenho da indústria nos Estados Unidos

Nos Estados Unidos, o avanço da margem está diretamente ligado à valorização do farelo de soja, que voltou a operar nos níveis mais elevados desde 2024. Esse desempenho fortalece os resultados das indústrias de processamento no país.

Preço do grão segue pressionado, mas com suporte do produtor

Apesar do ambiente favorável para os derivados, os preços da soja em grão ainda enfrentam pressão de baixa no Brasil. Segundo o Cepea, a desvalorização do mercado externo e as oscilações cambiais reduzem a competitividade da oleaginosa brasileira.

Leia Também:  Exportações de carne de peru crescem 23% e receita mais que dobra em 2026

Além disso, contribuem para esse cenário:

  • O avanço da colheita no Brasil
  • As boas condições climáticas na Argentina
  • A expectativa de aumento da área plantada nos Estados Unidos

Ainda assim, a retração dos preços tem sido limitada pela postura cautelosa dos produtores, que priorizam o armazenamento da safra diante das incertezas logísticas e do cenário geopolítico.

Soja sobe na Bolsa de Chicago acompanhando derivados e grãos

No cenário internacional, os preços da soja abriram a semana em alta na Chicago Board of Trade (CBOT). Os contratos futuros avançaram entre 8 e 9 pontos, com o vencimento maio cotado a US$ 11,69 por bushel e julho a US$ 11,85.

O movimento acompanha a valorização de mercados correlacionados, como milho e trigo, além dos ganhos registrados no farelo e no óleo de soja.

Alta do petróleo reforça o complexo de commodities

A valorização do petróleo segue como um dos principais vetores de sustentação do mercado. As tensões no Oriente Médio mantêm os preços elevados, impactando diretamente commodities ligadas à cadeia energética, como o óleo de soja.

Leia Também:  Erros na identificação de lagartas ameaçam safra de soja em Mato Grosso

Na manhã desta segunda-feira, o petróleo tipo Brent avançava cerca de 2%, a US$ 108,51 por barril, enquanto o WTI registrava alta de 0,5%, cotado a US$ 98,72.

Relações entre China e Estados Unidos seguem no radar

O ambiente geopolítico continua no centro das atenções, especialmente no que diz respeito às relações entre China e Estados Unidos.

O mercado acompanha a possibilidade de um encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, que ainda não tem data definida.

Além disso, o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, sinalizou a intenção de ampliar a abertura econômica do país, com foco no aumento das importações e no equilíbrio das relações comerciais.

Mercado combina fundamentos e movimento especulativo

A abertura da semana é marcada por um ambiente de ajuste de posições por parte dos fundos de investimento, que reagem ao cenário internacional ainda carregado de incertezas.

Dessa forma, o mercado da soja segue sustentado pela valorização dos derivados, pelo suporte externo e pela melhora nas margens industriais, mantendo um viés positivo no curto prazo, ainda que sensível às oscilações do cenário geopolítico e econômico global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Preço do milho segue estável no Brasil à espera da safrinha; exportações avançam mais de 70%

Publicados

em

Por

O mercado brasileiro de milho registrou pouca movimentação ao longo da semana, refletindo a postura cautelosa de compradores e vendedores diante da proximidade da entrada mais intensa da segunda safra no país. A expectativa de aumento da oferta mantém o ritmo de negociações lento, enquanto produtores buscam sustentar os preços em meio ao avanço da colheita.

Segundo análise da Safras & Mercado, o cenário continua marcado por baixa liquidez e poucas alterações nas cotações, tanto no mercado físico quanto nas negociações futuras.

Compradores aguardam maior oferta da safrinha

Os consumidores seguem atuando de forma pontual, adquirindo apenas volumes necessários para reposição imediata. O comportamento demonstra conforto nos estoques e expectativa de que a colheita da segunda safra amplie a disponibilidade do cereal nas próximas semanas.

Do lado da oferta, os produtores avançam na comercialização da produção, mas mantêm resistência em aceitar preços considerados baixos. Em diversas regiões, as pedidas continuam acima dos valores ofertados pelos compradores, limitando o fechamento de novos negócios.

A expectativa do mercado é que o avanço da colheita da safrinha aumente a pressão sobre os preços, principalmente nas regiões de maior produção.

Clima segue no radar dos agentes do mercado

As condições climáticas continuam sendo acompanhadas de perto pelos participantes do setor.

O mercado monitora a possibilidade de novas chuvas na Região Sul, em São Paulo, no sul de Minas Gerais e em áreas produtoras de Goiás. Apesar das especulações sobre eventuais impactos na produtividade, ainda não há confirmação de perdas relevantes.

Leia Também:  Erros na identificação de lagartas ameaçam safra de soja em Mato Grosso

Outro fator observado é o risco de geadas. No entanto, as previsões meteorológicas atuais não indicam ocorrência de frio intenso capaz de provocar danos significativos às lavouras.

Relatório do USDA influencia expectativas globais

No cenário internacional, as atenções estiveram voltadas para a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O documento trouxe atualizações importantes para o mercado global de grãos e reforçou a percepção de ampla disponibilidade de milho, fator que continua pressionando os preços na Bolsa de Chicago.

A queda das cotações internacionais tem reduzido a competitividade do milho brasileiro nos portos, mesmo com a valorização do dólar frente ao real.

Exportações avançam em volume, mas preços médios recuam

Apesar dos desafios relacionados à paridade de exportação, os embarques brasileiros de milho apresentaram crescimento expressivo no início de junho.

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 126,061 mil toneladas de milho nos quatro primeiros dias úteis do mês, com média diária de 31,515 mil toneladas.

A receita acumulada alcançou US$ 29,451 milhões, com média diária de US$ 7,362 milhões.

Na comparação com junho de 2025, os resultados mostram:

  • Alta de 57,9% na receita média diária;
  • Crescimento de 70,6% no volume médio diário exportado;
  • Queda de 7,4% no preço médio por tonelada.

O valor médio da tonelada exportada ficou em US$ 233,60.

Cotações do milho permanecem estáveis nas principais regiões produtoras

O preço médio da saca de milho no Brasil foi cotado em R$ 61,12 no dia 11 de junho, praticamente estável em relação aos R$ 61,14 registrados na semana anterior.

Leia Também:  Exportações de carne de peru crescem 23% e receita mais que dobra em 2026

Nas principais praças acompanhadas pelo mercado, os preços apresentaram poucas variações:

  • Cascavel (PR): R$ 60,00 por saca;
  • Campinas (SP/CIF): R$ 65,00 por saca;
  • Mogiana Paulista (SP): R$ 60,00 por saca;
  • Rondonópolis (MT): R$ 51,00 por saca;
  • Erechim (RS): R$ 69,00 por saca;
  • Uberlândia (MG): R$ 60,00 por saca;
  • Rio Verde (GO): R$ 58,00 por saca.

A estabilidade observada reforça o momento de transição vivido pelo mercado, que aguarda uma definição mais clara sobre o tamanho da safra e o ritmo efetivo da colheita.

Safrinha deve definir tendência dos preços nos próximos meses

O comportamento do mercado de milho nas próximas semanas dependerá diretamente do avanço da colheita da segunda safra, considerada a principal do país.

Caso a produtividade se confirme dentro das expectativas atuais, a entrada de grandes volumes no mercado poderá ampliar a oferta disponível e exercer pressão adicional sobre as cotações.

Por outro lado, eventuais problemas climáticos ou atrasos na colheita podem limitar esse movimento e sustentar os preços por mais tempo.

Enquanto esse cenário não se define, compradores seguem cautelosos e produtores mantêm postura firme nas negociações, resultando em um mercado de baixa liquidez e pouca variação nos preços.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA