AGRONEGÓCIO
Alta da paridade de exportação sustenta preços do algodão no Brasil, aponta Cepea
AGRONEGÓCIO
Os preços do algodão no mercado brasileiro seguem sustentados pela alta da paridade de exportação e pela valorização do Índice Cotlook A, referência internacional para a pluma posta no Extremo Oriente. A análise é de pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Segundo o levantamento, o cenário externo favorável tem sido determinante para a firmeza nas cotações internas, refletindo o aquecimento da demanda global pela fibra.
Demanda internacional fortalece preços internos
Com o mercado externo mais atrativo, vendedores brasileiros mantêm firmeza nos preços pedidos. A valorização do Índice Cotlook A tem contribuído diretamente para elevar a competitividade da pluma no cenário internacional.
Esse movimento também tem incentivado tradings a oferecer valores mais altos pelo algodão, ampliando a sustentação dos preços no mercado doméstico.
Indústrias enfrentam desafios no mercado spot
Parte das indústrias têxteis segue atuando no mercado spot, mas encontra dificuldades na aprovação de lotes e na negociação de preços com os vendedores.
Diante desse cenário, algumas empresas optam por trabalhar com matéria-prima previamente contratada ou mantida em estoque, direcionando suas operações para a comercialização de produtos manufaturados.
Fretes influenciam decisões de negociação
Outro fator relevante apontado pelo Cepea é o comportamento dos fretes, que segue sendo monitorado pelos agentes do setor.
Os custos logísticos impactam diretamente a viabilidade de novos negócios, além de influenciarem o cumprimento de contratos a termo, especialmente em um contexto de forte demanda internacional.
Mercado segue atento ao cenário externo
Com a combinação entre demanda aquecida, valorização internacional e custos logísticos, o mercado de algodão no Brasil permanece atento às oscilações externas.
A tendência, segundo o Cepea, é de continuidade na sustentação dos preços, enquanto o ambiente internacional seguir favorecendo as exportações brasileiras.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Irrigação impulsiona produtividade, renda e empregos no agronegócio brasileiro, aponta estudo da ABIMAQ e USP/ESALQ
A expansão da agricultura irrigada no Brasil pode transformar a produtividade no campo, ampliar a geração de empregos e fortalecer o desenvolvimento econômico regional. É o que revela um estudo inédito realizado pela ABIMAQ em parceria com o GPP/USP/ESALQ, que analisou polos de irrigação na Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.
O levantamento aponta que municípios com forte presença de irrigação apresentam indicadores econômicos e sociais significativamente superiores aos demais municípios rurais de seus estados, reforçando o papel estratégico da irrigação para o agronegócio brasileiro.
Polos irrigados concentram maior renda e desenvolvimento econômico
Segundo o estudo, os polos de irrigação oferecem remunerações mais elevadas em comparação às demais regiões rurais analisadas.
Na Bahia, a renda média nos municípios irrigados é 68,6% superior. Em Minas Gerais, o avanço chega a 42,85%, enquanto no Rio Grande do Sul e Mato Grosso os ganhos são de 11,96% e 8,13%, respectivamente.
Além do aumento na renda, os polos irrigados também apresentam menor vulnerabilidade social. Em Mato Grosso, por exemplo, o percentual de beneficiários de programas de transferência de renda é cerca de 50% menor do que nos demais municípios rurais.
O desempenho econômico também chama atenção. O estudo mostra que o PIB per capita nos polos irrigados pode ser até 256% maior, com destaque para Mato Grosso, onde o indicador supera R$ 182 mil, um dos maiores níveis identificados pelos pesquisadores.
Brasil pode ampliar área irrigada em mais de cinco vezes
O potencial de crescimento da irrigação no país é considerado expressivo. Dados da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico) indicam que o Brasil possui atualmente 8,2 milhões de hectares equipados para irrigação, mas essa área pode crescer mais de cinco vezes, com a incorporação de 55,85 milhões de hectares adicionais.
Desse total, aproximadamente 48% das áreas potenciais são ocupadas por pastagens, o que abre espaço para expansão produtiva com maior eficiência agrícola.
De acordo com Luiz Paulo Heimpel, vice-presidente da Câmara Setorial de Equipamentos de Irrigação da ABIMAQ, a irrigação tende a ganhar ainda mais relevância diante dos desafios climáticos e da necessidade de elevar a eficiência produtiva no campo.
Expansão da irrigação gera impacto direto na economia rural
As simulações realizadas pelos pesquisadores mostram que os efeitos econômicos da irrigação são imediatos e duradouros.
A cada 1.600 hectares incorporados ao sistema irrigado, o valor adicionado bruto da agropecuária pode crescer cerca de R$ 8,27 milhões no curto prazo, além da geração de empregos formais no meio rural.
No longo prazo, esse impacto econômico pode atingir quase R$ 14 milhões, consolidando a irrigação como ferramenta de fortalecimento da competitividade agrícola brasileira.
Setor aponta quatro pilares para expansão sustentável da irrigação
Apesar do potencial, o avanço da irrigação no Brasil depende de investimentos e políticas públicas estruturadas. O estudo destaca quatro fatores considerados essenciais para ampliar a tecnologia no país:
- Acesso à energia com custos competitivos;
- Formação de mão de obra qualificada;
- Gestão eficiente dos recursos hídricos;
- Ampliação da conectividade no campo.
Na avaliação dos pesquisadores, a irrigação deve ocupar posição estratégica na política agrícola nacional e na agenda de segurança alimentar.
“A irrigação traz previsibilidade para o produtor, reduz riscos e melhora a produtividade. Os dados mostram que seus efeitos vão além da produção, com impacto direto na renda e no desenvolvimento das regiões”, afirma Luiz Paulo Heimpel.
Irrigação ganha protagonismo diante das mudanças climáticas
Com eventos climáticos cada vez mais frequentes e desafiadores para a produção agrícola, a irrigação se consolida como uma das principais ferramentas para garantir estabilidade produtiva, segurança alimentar e competitividade do agronegócio brasileiro.
O estudo completo será lançado oficialmente no fim de maio e deve servir de base para discussões sobre políticas públicas voltadas à expansão sustentável da agricultura irrigada no Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
SEM CATEGORIA6 dias atrásEstudantes da educação municipal vivem dia de aventura e tecnologia na Universal Studios
-
SEM CATEGORIA6 dias atrásPrefeitura de Rio Branco reinaugura e credencia Creche Municipal Gumercindo Bessa, no Universitário III
-
SEM CATEGORIA5 dias atrásPrefeito de Rio Branco acompanha demandas de 400 famílias no Ramal Menino Jesus
-
SEM CATEGORIA6 dias atrásPrefeitura de Rio Branco revitaliza espaços de lazer no Educandário Santa Margarida
-
SEM CATEGORIA6 dias atrásPrefeitura inicia revitalização de parquinho no Educandário Santa Margarida
-
SEM CATEGORIA5 dias atrásPrefeito de Rio Branco acompanha revitalização da Rua 12 de Outubro no bairro Placas
-
SEM CATEGORIA5 dias atrásPrefeito de Rio Branco conhece produtos acreanos e discute parceria para valorizar a indústria local
-
SEM CATEGORIA5 dias atrásPrefeitura celebra Dia das Mães e destaca avanços da Educação Municipal em Rio Branco


![1130X200[1]](https://noticiadoacre.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1130X2001.png)


![1200X100[1]](https://noticiadoacre.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1200X1001.png)