AGRONEGÓCIO
Preço da mandioca sobe pela 8ª semana seguida com oferta restrita e menor interesse do produtor
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Oferta limitada sustenta alta dos preços da mandioca
Os preços da mandioca seguem em trajetória de alta nas principais regiões acompanhadas pelo Cepea. Entre os dias 23 e 27 de março, as cotações avançaram pela oitava semana consecutiva, refletindo um cenário de oferta restrita no mercado.
Mesmo com a retomada pontual da colheita por alguns produtores, a disponibilidade da raiz continua abaixo da demanda da indústria, o que mantém a pressão altista sobre os preços.
Produtores adiam vendas e priorizam outras atividades
De acordo com pesquisadores do Cepea, a maioria dos produtores ainda posterga a comercialização da mandioca. A decisão está relacionada tanto à priorização de outras atividades no campo quanto à percepção de que a rentabilidade atual ainda não é satisfatória.
Esse comportamento reduz a quantidade de produto disponível no mercado, contribuindo diretamente para a continuidade da valorização.
Preços atingem maior nível desde novembro
Com a combinação de oferta restrita e demanda firme, os preços da mandioca operam atualmente nos maiores patamares desde novembro do ano passado.
A sequência de altas reforça o cenário de curto prazo mais aquecido, ainda que sustentado por limitações na oferta.
Produtores sinalizam redução de área plantada
Apesar das recentes valorizações, o cenário para a próxima safra levanta preocupações. Produtores indicam intenção de reduzir a área destinada ao cultivo de mandioca.
Entre os principais fatores apontados estão a baixa rentabilidade da atividade, os custos ainda elevados de produção e a dificuldade de acesso ao crédito para financiamento.
Perspectiva: mercado segue firme, mas com incertezas para a produção
O mercado de mandioca deve continuar sustentado no curto prazo diante da oferta restrita. No entanto, a possível redução de área plantada pode impactar a produção futura e manter o cenário de preços elevados.
Ao mesmo tempo, os desafios relacionados a custos e crédito seguem como pontos de atenção para o setor produtivo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Com prazo do ITR no fim, produtores pedem mais 15 dias para declarar
A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) pediu à Receita Federal que prorrogue por 15 dias o prazo de entrega da Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) de 2026. A entidade afirma ter recebido relatos de travamentos, lentidão e dificuldade para concluir o envio. Até agora, o pedido não mudou o calendário: o prazo termina nesta quarta-feira (30.09), às 23h59, no horário de Brasília.
A solicitação foi encaminhada por ofício na segunda-feira (28). Segundo a Faep, parte dos problemas atingiu proprietários de imóveis rurais com mais de 100 hectares, que inicialmente precisavam preencher a declaração pelo serviço online. Inconsistências em dados cadastrais que não eram recuperados pelo sistema dificultaram a conclusão do procedimento, afirma a entidade.
Em 21 de setembro, a Receita passou a permitir que esses contribuintes também utilizassem o Programa ITR 2026, instalado no computador. Para a federação, a abertura dessa alternativa a poucos dias do vencimento reforça a necessidade de conceder mais tempo a quem encontrou dificuldades na plataforma.
“Os produtores precisam de condições para cumprir essa obrigação. A lentidão no sistema e a mudança nas opções de entrega nos últimos dias justificam a prorrogação”, afirmou o presidente da Faep, Ágide Eduardo Meneguette.
Enquanto não houver anúncio oficial de prorrogação, o produtor deve considerar o prazo de 30 de setembro. Quem ainda não entregou a declaração pode consultar as orientações para declarar o ITR e evitar multa publicadas ontem pelo Pensar Agro (clique aqui).
A entrega fora do prazo sujeita o contribuinte a multa de 1% ao mês ou fração de atraso sobre o imposto devido, respeitado o mínimo de R$ 50. A quota única ou a primeira parcela do imposto também vence nesta quarta-feira. A Receita ainda não anunciou mudança para nenhum desses vencimentos.
Fonte: Pensar Agro
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