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Aleac aprova projetos da Defensoria Pública e do Tribunal de Justiça para adequações legais e modernização administrativa

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Aprovadas em regime de urgência, matérias tratam de ajustes na Lei Orgânica da Defensoria Pública, transferência de recursos do Judiciário e atualização na estrutura de carreira de servidores

A Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac) aprovou, durante sessão extraordinária realizada na tarde desta quarta-feira (1º), uma série de projetos encaminhados por instituições do sistema de Justiça que tratam de adequações legais, modernização administrativa e ajustes na estrutura de carreira de servidores. As matérias foram analisadas pelas comissões da Casa e receberam parecer favorável do relator, deputado Manoel Moraes (Progressistas).

Entre os projetos aprovados está o Projeto de Lei Complementar nº 07, de autoria da Defensoria Pública do Estado do Acre, que acrescenta dispositivos à Lei Complementar nº 158, de 3 de fevereiro de 2006, responsável por instituir a Lei Orgânica da Defensoria Pública estadual. A proposta tem como objetivo adequar a legislação estadual às mudanças previstas na legislação nacional da Defensoria Pública, garantindo que a estrutura e o funcionamento da instituição estejam alinhados às normas federais.

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Durante a análise da matéria, o relator e presidente da Comissão de Constituição e Justiça da casa, deputado Manoel Moraes, destacou que o projeto trata de ajustes necessários para atualização da legislação. “Eles estão corrigindo a lei para se adaptar à nova legislação nacional. A justificativa é extensa, mas o objetivo é essa adequação. Como relator, sou favorável”, afirmou.

Transferência de recursos para fundo de modernização do CNJ

Outro projeto aprovado foi o Projeto de Lei nº 48, de autoria do Tribunal de Justiça do Estado do Acre, que altera a Lei nº 1.422, de 18 de dezembro de 2001. A proposta autoriza a transferência de recursos do Fundo Especial do Poder Judiciário para o Fundo de Modernização do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

De acordo com a justificativa apresentada, a alteração busca regularizar juridicamente contribuições já realizadas pelo Judiciário ao fundo nacional, atendendo a recomendações de órgãos de controle e garantindo maior segurança jurídica ao procedimento.

Ajuste no plano de carreira de servidores

Os deputados também aprovaram proposta relacionada ao Plano de Cargos, Carreira e Remuneração dos servidores do Judiciário, originalmente instituído pela Lei nº 2.912, de 29 de janeiro de 2013. A matéria promove adequações administrativas e orçamentárias dentro da própria estrutura do Poder Judiciário, com base na justificativa apresentada pelo tribunal.

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Após a leitura dos pareceres e não havendo discussão em plenário, os projetos foram colocados em votação e receberam aprovação dos parlamentares. Com a aprovação na Aleac, as matérias seguem agora para os trâmites administrativos necessários para que as mudanças entrem em vigor conforme previsto nas legislações correspondentes.

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Foto: João Henrique

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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Pedro Longo defende autonomia da Polícia Militar em Feijó para reforçar segurança no município

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Deputado apresenta indicação baseada em procedimento do Ministério Público e propõe que companhia da PM passe a responder diretamente ao Comando-Geral

Durante o pequeno expediente da sessão desta quarta-feira (5) da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Pedro Longo (MDB) apresentou uma indicação voltada ao fortalecimento da segurança pública no município de Feijó. Segundo o parlamentar, a cidade enfrenta índices elevados de violência e registra ocorrências graves, incluindo casos de feminicídio, e a proposta busca ampliar a estrutura de atuação da Polícia Militar na região.

Pedro Longo explicou que a indicação surgiu a partir de uma demanda apresentada pelo município e de um procedimento desenvolvido pelo Ministério Público do Estado do Acre, por meio da Promotoria Criminal de Feijó. De acordo com o deputado, o estudo apontou a necessidade de dar maior autonomia à companhia da Polícia Militar instalada no município como uma das medidas capazes de contribuir para o enfrentamento da violência.

“Feijó há muito tempo, desde 2008, se depara com uma situação de falta de autonomia do comando da PM, da sua Polícia Militar local. Nós estamos trazendo aqui um tema que surgiu por iniciativa do Ministério Público do Estado do Acre, mais especificamente da Promotoria Criminal de Feijó, através do trabalho desenvolvido por toda sua equipe, que chegaram à conclusão de que uma das formas de amenizar esse problema da violência no município de Feijó, de reforçar a sua estrutura de segurança, seria dar independência à sua companhia destacada da Polícia Militar local”, afirmou.

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Ainda segundo o emedebista, a companhia da PM de Feijó teria tido autonomia até 2008, quando passou a ficar vinculada ao comando do batalhão de Tarauacá. Pedro Longo avaliou que os dois municípios possuem porte semelhante e defendeu que ambos tenham estruturas próprias de batalhão. No entanto, diante de possíveis limitações orçamentárias e administrativas, apontou a emancipação da companhia como uma alternativa mais imediata.

“Se isso eventualmente estiver, nesse momento, inviabilizado em razão da Lei de Responsabilidade Fiscal, poderia gerar algum custo do ponto de vista de ampliar as vagas do oficialato e outros aspectos da organização interna da Polícia Militar. Nesse momento, seria suficiente para atender essa demanda a emancipação da companhia de Feijó. Então, a companhia de Feijó seria independente e passaria a responder diretamente ao Comando-Geral”, explicou.

Para o parlamentar, o fortalecimento da estrutura policial em Feijó também poderia produzir reflexos positivos na segurança de Tarauacá e de outros municípios próximos, considerando a posição estratégica da região e a passagem da BR-364. Ele ressaltou ainda que a proposta apresentada na Assembleia tem como base, segundo ele, uma análise realizada pelo Ministério Público sobre as necessidades locais.

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Ao finalizar, o deputado fez um apelo ao Governo do Estado para que a indicação seja avaliada e afirmou que a medida representa uma demanda apresentada pela população de Feijó.

 “Ela, embora seja tecnicamente de minha autoria, representa um anseio da população de Feijó e, principalmente, é fruto de um estudo bastante aprofundado de um procedimento interno realizado pelo Ministério Público do Estado do Acre, que constatou essa necessidade, inclusive como uma das formas de minorar os aspectos de insegurança que têm, infelizmente, afligido o município de Feijó”, concluiu.

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac 

Foto: Sérgio Vale

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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