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MBRF investe mais de R$ 1 bilhão no Paraná e expande capacidade para atender mercado global de proteínas

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A MBRF anunciou investimentos superiores a R$ 1 bilhão no estado do Paraná, com foco em ampliar a capacidade produtiva e atender a crescente demanda global por proteínas. A iniciativa inclui expansão de linhas de produtos processados, adequação de plantas para exportação, fortalecimento da base de produtores integrados e diversificação do portfólio da companhia.

Expansão das unidades e produtos estratégicos

Entre as ações previstas, destacam-se:

  • Novo turno para produção de perus em Francisco Beltrão e adequação da planta para exportação de peito de peru à Europa.
  • Expansão da produção de processados em Ponta Grossa, incluindo pizzas e lasanhas.
  • Aumento da capacidade de empanados em Toledo, com foco na exportação de pés de frango para a China.
  • Ampliação da produção de gelatina e colágeno no estado.

De acordo com Marcos Molina, chairman da MBRF, “a estratégia de crescimento da companhia está alinhada ao aumento global da demanda por proteínas, impulsionada por mudanças nos hábitos dos consumidores e pelo consumo interno em expansão”.

Paraná como polo competitivo

O Paraná se destaca na produção nacional de alimentos e concentra todas as etapas da cadeia produtiva da MBRF. Atualmente, a companhia opera sete unidades no estado, com produção de aves, suínos, processados, perus, margarinas e pet food, exportando para 70 países.

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Parceria público-privada e financiamentos

Do investimento total, R$ 375 milhões foram viabilizados pelo Fundo de Investimento Agrícola do Paraná (FIDC Paraná), que combina recursos públicos e privados:

  • R$ 300 milhões aportados pela MBRF
  • R$ 75 milhões de subsídio do Governo do Paraná

Além disso, a empresa obteve liberação de R$ 300 milhões em créditos de ICMS e o compromisso de mais R$ 700 milhões no âmbito do Programa Paraná Competitivo.

José Ignacio Scoseria, Vice-Presidente de Finanças e RI da MBRF, ressalta que “os investimentos fortalecem a capacidade produtiva e tornam a empresa mais competitiva para acompanhar o crescimento estrutural do mercado, consolidando a MBRF como líder global no setor de alimentos”.

Norberto Ortigara, secretário da Fazenda do Paraná, complementa: “Essa parceria reforça o compromisso do estado em fortalecer toda a cadeia agroindustrial, gerar emprego, renda e ampliar a presença no mercado internacional de alimentos”.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Piscicultura em viveiros escavados cresce no Brasil com tecnologia de manejo e fortalece produção familiar

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A piscicultura brasileira segue em expansão e encontra nos viveiros escavados um dos principais sistemas de produção para pequenos e médios produtores. A adoção de tecnologias de manejo, aliada a práticas de gestão mais eficientes, tem impulsionado a produtividade e reduzido riscos na atividade aquícola.

Em 2024, o Brasil produziu cerca de 968 mil toneladas de peixes cultivados, segundo a Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR). O desempenho reforça o papel da piscicultura familiar, especialmente em sistemas de viveiros escavados, que concentram grande parte da produção nacional.

Tocantins se destaca na produção aquícola com espécies nativas

No recorte regional, o Tocantins registrou aproximadamente 18,1 mil toneladas de peixes cultivados em 2024, também de acordo com a PeixeBR. O estado se destaca pela produção de espécies nativas e pela forte presença de pequenos produtores na cadeia aquícola.

Esse cenário foi tema do programa Prosa Rural, da Embrapa, com base no Manual de Piscicultura Familiar em Viveiros Escavados, reunindo orientações técnicas sobre manejo, produção e organização da atividade no campo.

Viveiros escavados oferecem flexibilidade produtiva ao piscicultor

De acordo com a pesquisadora Ana Paula Rodrigues, da Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas-TO), o principal diferencial dos viveiros escavados é a flexibilidade de intensificação do sistema produtivo.

Segundo ela, o modelo pode ser ajustado conforme a realidade do produtor, variando entre sistemas extensivo, semi-intensivo e intensivo.

No sistema extensivo, há menor uso de ração e maior dependência de alimento natural. Já o intensivo utiliza maior densidade de estocagem e alimentação exclusivamente com ração comercial. O semi-intensivo combina características dos dois modelos e é o mais adotado na prática.

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Manejo técnico e gestão elevam eficiência da produção de peixes

O Manual de Piscicultura Familiar em Viveiros Escavados reúne orientações fundamentais para a atividade, incluindo construção de viveiros, qualidade da água, sanidade, alimentação e comercialização.

O material também traz ferramentas de gestão econômica e incentiva a organização coletiva dos produtores como estratégia para fortalecimento da piscicultura familiar.

A adoção de práticas técnicas contribui para reduzir perdas produtivas, melhorar o desempenho dos sistemas e aumentar a eficiência em pequenas propriedades rurais.

Controle alimentar é decisivo para rentabilidade da piscicultura

O manejo da alimentação é considerado um dos pontos mais críticos da atividade. A pesquisadora Ana Paula Rodrigues destaca a importância do controle do estoque de peixes no viveiro para ajuste correto da ração.

Segundo ela, o produtor precisa conhecer com precisão a quantidade e o peso dos animais.

“É muito importante o produtor saber quantos peixes ele tem no viveiro”, afirma a pesquisadora.

O uso de biometrias mensais e tabelas de alimentação permite ajustar a oferta de ração conforme a fase de crescimento dos peixes, garantindo maior eficiência produtiva.

Custos elevados reforçam importância da gestão na piscicultura

De acordo com o supervisor do SENAR, Vicente Neto, a piscicultura deve ser tratada como uma atividade empresarial, com foco em gestão e planejamento.

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Ele destaca cinco desafios principais: gestão da atividade, regularização fundiária, organização dos produtores, qualidade da água e manejo alimentar.

A ração pode representar até 90% do custo operacional, o que torna o controle alimentar um fator decisivo para a rentabilidade.

Organização coletiva amplia competitividade dos produtores

A formação de associações entre produtores é apontada como estratégia essencial para fortalecer a piscicultura familiar. A compra coletiva de insumos e a comercialização conjunta aumentam o poder de negociação e reduzem custos.

Segundo Vicente Neto, a falta de regularização fundiária limita o acesso ao crédito rural, enquanto a baixa organização reduz a competitividade no mercado.

O uso de ferramentas técnicas, como o manual da Embrapa, contribui para a profissionalização da atividade e melhora a tomada de decisão no campo.

Tecnologia e planejamento impulsionam piscicultura familiar no Brasil

O programa Prosa Rural reforça que o avanço da piscicultura depende da integração entre tecnologia, gestão e planejamento.

A combinação desses fatores aumenta a eficiência dos sistemas em viveiros escavados, reduz riscos produtivos e melhora a previsibilidade da atividade.

Com a modernização do manejo e o fortalecimento da organização produtiva, a piscicultura familiar se consolida como uma alternativa estratégica de geração de renda e desenvolvimento no meio rural brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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