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Soja sobe em Chicago com suporte do farelo, mas mercado segue atento ao clima nos EUA e à demanda por exportação

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O mercado da soja opera com alta na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta terça-feira (23), impulsionado por ajustes técnicos, valorização dos subprodutos e suporte do farelo de soja. Apesar da recuperação, traders seguem atentos ao desenvolvimento da safra norte-americana e aos sinais mistos vindos da demanda externa.

Ao mesmo tempo, o dia anterior foi marcado por pressão baixista nos preços, refletindo exportações fracas dos Estados Unidos, clima favorável no Cinturão do Milho e manutenção das boas condições das lavouras pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Soja avança na CBOT com suporte do farelo e ajustes técnicos

Nesta terça-feira, os contratos futuros da soja registram ganhos entre 5,50 e 7 pontos. O vencimento de julho é negociado a US$ 11,21 por bushel, enquanto novembro — referência de maior liquidez no momento — opera a US$ 11,48.

O movimento de alta é sustentado principalmente pelo farelo de soja, que acompanha o ritmo positivo dos grãos e reforça o suporte às cotações na bolsa americana. O milho também apresenta leve valorização, contribuindo para o sentimento mais firme no complexo de grãos.

Além dos fatores técnicos, o mercado monitora condições climáticas no Meio-Oeste dos Estados Unidos e possíveis ondas de calor na Europa, elementos que podem alterar o comportamento dos fundos e aumentar a volatilidade nas próximas sessões.

USDA mantém lavouras em boas condições e limita altas

O último relatório semanal do USDA indicou que 66% das lavouras de soja norte-americanas seguem classificadas como boas ou excelentes, mantendo estabilidade em relação à semana anterior.

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Segundo o órgão, 93% da área já está emergida e 9% das lavouras encontram-se em fase de floração, sinalizando um desenvolvimento considerado adequado até o momento.

Embora chuvas recentes tenham favorecido a umidade do solo no Corn Belt, o mercado ainda acompanha relatos pontuais de excesso de precipitação e possíveis impactos de calor intenso nas próximas semanas, fatores que podem alterar o ritmo da safra.

Sessão anterior foi marcada por queda e pressão das exportações

Na segunda-feira, o mercado da soja encerrou o pregão em baixa na CBOT, pressionado principalmente pelo fraco desempenho das exportações norte-americanas e pelas condições climáticas favoráveis às lavouras.

Os contratos de julho recuaram 0,62%, para US$ 11,1575 por bushel, enquanto agosto caiu 0,51%, para US$ 11,2250.

As inspeções semanais de exportação surpreenderam negativamente, com queda de 54,8% em relação à semana anterior, ficando abaixo das expectativas do mercado. O desempenho mais fraco reforçou o movimento de realização de lucros e limitou qualquer tentativa de recuperação no curto prazo.

Subprodutos têm comportamento misto no mercado internacional

O farelo de soja encerrou a sessão anterior em baixa, enquanto o óleo de soja avançou 2,09%, recuperando parte das perdas recentes. O movimento ocorreu em meio à volatilidade do petróleo no mercado internacional e ajustes técnicos após quedas anteriores.

Após o fechamento, o USDA manteve a avaliação das lavouras em 66% entre boas e excelentes, reforçando a percepção de uma safra potencialmente forte nos Estados Unidos.

Brasil registra ajustes na demanda, produção recorde e preços regionalizados

No cenário brasileiro, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) elevou para 63 milhões de toneladas a projeção de esmagamento de soja em 2026. A entidade também apontou uma área recorde de 49,006 milhões de hectares para a safra 2026/27, crescimento de 0,9%, o menor ritmo de expansão em duas décadas.

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No mercado físico, os preços apresentaram variações regionais. No Rio Grande do Sul, o porto de Rio Grande subiu 0,76%, para R$ 133 por saca, enquanto no interior os valores variaram entre R$ 125,50 e R$ 128.

Em Santa Catarina, o porto de São Francisco do Sul foi cotado a R$ 131 por saca, com alta de 0,77%. No Paraná, Paranaguá registrou R$ 134 por saca.

Em Mato Grosso do Sul, as cotações ficaram estáveis a firmes, com destaque para Chapadão do Sul a R$ 115,61. Já em Mato Grosso, a safra de soja foi consolidada em recorde de 51,56 milhões de toneladas, enquanto o avanço da colheita do milho aumenta a pressão sobre a capacidade de armazenagem no estado.

Mercado segue sensível a clima e exportações

Apesar da recuperação técnica na sessão desta terça-feira, o mercado global da soja permanece altamente sensível aos dados de exportação dos Estados Unidos, às condições climáticas no cinturão produtor e ao ritmo de desenvolvimento da nova safra.

A combinação entre fundamentos agrícolas e movimentações financeiras deve continuar ditando a direção dos preços no curto prazo na Bolsa de Chicago.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil reduz desmatamento em quase 21% em 2025, mas especialistas alertam para leitura técnica dos dados

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O Brasil registrou uma redução de quase 21% no desmatamento em 2025, segundo o Relatório Anual do Desmatamento divulgado pela rede colaborativa MapBiomas. O resultado representa o melhor desempenho dos últimos seis anos e reforça o papel do país no debate internacional sobre produção sustentável e segurança climática.

A análise técnica dos dados, no entanto, indica que o cenário exige cautela, especialmente diante da manutenção de elevados volumes de vegetação suprimida e do aumento das exigências globais por rastreabilidade nas cadeias produtivas do agronegócio.

Queda no desmatamento ocorre em todos os biomas

De acordo com o levantamento, a redução do desmatamento foi observada em todos os biomas brasileiros.

Em relação a 2024, os principais destaques foram:

  • Cerrado: queda de 17%
  • Amazônia: redução de 23,5%
  • Pantanal: retração de 48,4% (maior redução proporcional entre os biomas)

O resultado reforça a tendência de desaceleração do desmatamento ilegal em diferentes regiões do país, ainda que com variações significativas entre os biomas.

Avanço ambiental fortalece posição do Brasil, mas exige cautela

Para o zootecnista, CPO (Chief Product Officer) e cofundador da Agrotools, Breno Félix, o resultado é positivo e demonstra avanço em relação ao compromisso assumido pelo Brasil no Acordo de Paris, que prevê zerar o desmatamento ilegal até 2030.

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No entanto, ele ressalta que a leitura dos dados deve ser feita com atenção ao contexto global.

Segundo a análise, embora haja redução, o volume absoluto de áreas desmatadas ainda é elevado, e a pressão de mercados internacionais por cadeias produtivas rastreáveis tende a crescer nos próximos anos.

Rastreabilidade se torna fator de competitividade no agronegócio

O especialista destaca que o mercado global já opera sob novas métricas de avaliação de risco socioambiental.

Hoje, além de produtividade e preço, compradores internacionais, instituições financeiras e tradings incorporam critérios como:

  • origem da produção
  • conformidade ambiental
  • rastreabilidade territorial
  • risco socioambiental da cadeia

Na prática, esses fatores passaram a influenciar diretamente a competitividade das commodities brasileiras no comércio global.

Tecnologia e monitoramento impulsionam queda do desmatamento

A redução registrada em 2025 também é atribuída ao avanço de sistemas de monitoramento ambiental e ao aumento das exigências de conformidade.

O uso de tecnologia permitiu maior transparência sobre áreas antes pouco monitoradas, ampliando a capacidade de fiscalização e controle de irregularidades ambientais.

Com isso, o desafio do setor deixou de ser apenas monitorar o desmatamento e passou a ser integrar dados territoriais, ambientais, fundiários e regulatórios em sistemas de inteligência capazes de operar em tempo real.

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Inteligência territorial e dados geoespaciais ganham protagonismo

Nesse contexto, soluções de inteligência territorial tornam-se essenciais para garantir conformidade ambiental em larga escala.

A Agrotools atua com uso de imagens de satélite, sensoriamento remoto e análise de dados geoespaciais para monitoramento contínuo de propriedades rurais.

A plataforma cruza informações ambientais, geográficas e regulatórias para:

  • identificar supressão de vegetação
  • gerar alertas automáticos de risco
  • rastrear origem da produção agropecuária
  • apoiar análise socioambiental de fornecedores

Essas ferramentas são utilizadas por bancos, frigoríficos, tradings e agroindústrias para avaliar carteiras de crédito e cadeias de fornecimento.

Conformidade ambiental se consolida como ativo estratégico do agro

O avanço das tecnologias de monitoramento fortalece políticas de desmatamento zero, amplia a transparência das cadeias produtivas e reduz riscos jurídicos e reputacionais para o setor.

No cenário atual, rastreabilidade e conformidade ambiental deixam de ser apenas exigências regulatórias e passam a ser fatores econômicos determinantes para a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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