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IHARA lança fungicida com até 95% de eficácia contra mancha-alvo na Tecnoshow Comigo 2026

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Tecnologia para controle da mancha-alvo é destaque na Tecnoshow Comigo 2026

A IHARA, empresa de pesquisa e desenvolvimento de soluções agrícolas, participa da Tecnoshow Comigo 2026, realizada entre os dias 6 e 10 de abril, em Rio Verde, apresentando ao mercado o fungicida sistêmico SEIV, desenvolvido para o manejo da mancha-alvo na cultura da soja.

A doença é considerada uma das principais ameaças à produtividade, podendo provocar perdas de até 40% nas lavouras. Além do lançamento, a empresa também leva ao evento o inseticida ZEUS, voltado ao controle de insetos sugadores em soja e milho.

Avanço da mancha-alvo aumenta pressão sobre as lavouras

Segundo o engenheiro agrônomo e gerente de Marketing Regional da IHARA, Valdumiro Garcia, a incidência da mancha-alvo cresceu 33% nos últimos seis anos, impactando uma área superior a 145 milhões de hectares.

Atualmente, cerca de 71% das lavouras brasileiras recebem aplicações voltadas ao controle da doença. De acordo com o especialista, a participação da IHARA na feira reforça o compromisso da companhia em oferecer soluções frente aos desafios cada vez mais complexos do campo.

SEIV apresenta alta eficácia e ganhos de produtividade

O fungicida SEIV se diferencia pela combinação exclusiva de ativos e pela formulação em suspensão concentrada (SC), que proporciona maior absorção, alta seletividade e amplo espectro de controle.

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Ensaios conduzidos por institutos independentes indicam eficácia de até 95% no controle da mancha-alvo, além de incremento de até três sacas por hectare em comparação a produtos concorrentes. A tecnologia também contribui para a manutenção de folhas mais verdes e saudáveis ao longo do ciclo produtivo.

Controle de percevejos e cigarrinha ganha reforço com ZEUS

No manejo de pragas, os percevejos seguem como um dos principais desafios para o produtor, podendo causar perdas superiores a uma saca por hectare para cada inseto por metro quadrado e reduzir em até 30% o potencial produtivo da soja e do milho.

Nesse cenário, o inseticida ZEUS apresenta 95% de eficácia no controle do percevejo-marrom, além de elevado desempenho sobre o percevejo barriga-verde, praga que tem ganhado relevância nas lavouras.

A tecnologia reúne efeito de choque rápido, especialmente sobre ninfas, ação residual prolongada, sistemicidade e efeito translaminar. O produto também demonstra eficiência no controle da cigarrinha do milho, contribuindo para a proteção do potencial produtivo da cultura.

Manejo eficiente é essencial para alta produtividade

Com metas produtivas superiores a 70 sacas por hectare na soja, o manejo de doenças e pragas torna-se cada vez mais estratégico.

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De acordo com Valdumiro Garcia, a adoção de tecnologias avançadas, aliada às boas práticas agrícolas, é fundamental para ampliar a rentabilidade e a competitividade no campo.

Programação técnica reúne especialistas e debate estratégias

Durante a Tecnoshow Comigo 2026, a IHARA promove uma programação com palestras e debates técnicos voltados ao manejo de soja, milho e trigo.

Entre os convidados estão o pesquisador e doutor em Entomologia Glauber Stumer e o consultor André Aguirre. O estande também contará com a participação do biólogo Richard Rasmussen.

A programação inclui ainda um talk show sobre mercado e cooperativismo, conduzido pela jornalista Kellen Severo, com participação do presidente da Cooperativa Comigo, Antonio Chavaglia.

Atendimento consultivo fortalece tomada de decisão no campo

Com foco no relacionamento com o produtor, a IHARA aposta em um estande com atendimento consultivo, promovendo o diálogo técnico e contribuindo para decisões mais assertivas ao longo do ciclo produtivo, especialmente diante do aumento da pressão de pragas e doenças nas lavouras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil

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As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.

Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.

Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural

O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.

Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.

De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.

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Agro sente impacto de forma gradual

Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.

O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.

A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.

Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.

Inflação dos alimentos pode ganhar força

O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.

Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.

Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.

Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.

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Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada

Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.

As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.

Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.

Agronegócio acompanha cenário com atenção

Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.

O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.

Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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