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Acre reduz abandono escolar em 44% com apoio do Pé‑de‑Meia e políticas estaduais
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Um dado divulgado pelo governo federal no último dia 2 mostra que o abandono escolar no Acre caiu 44%. Segundo o Ministério da Educação (MEC), cerca de 39 mil estudantes no estado são beneficiados pelo programa Pé‑de‑Meia, apontado como peça-chave para reduzir a evasão.
Desde sua criação, o programa contribuiu para que o número de jovens fora do ensino médio caísse 44% no estado. Foto: Ascom/IeptecParalelamente, a Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE‑AC) desenvolve ações de base que oferecem suporte às escolas e ajudam a garantir que os jovens permaneçam ou retornem às salas de aula.
Com 39 mil estudantes beneficiados no Acre, o que representa mais de 64% dos alunos do ensino médio das redes públicas, o Pé‑de‑Meia completa dois anos em 2026 e já demonstra impacto significativo.
Desde sua criação, o programa contribuiu para que o número de jovens fora do ensino médio caísse 44% no estado: enquanto a taxa de abandono era de 9,1% em 2022, passou para 5,1% em 2024. Além disso, o atraso escolar (distorção idade‑série) registrou redução de 24% entre 2022 e 2025.
Em nível nacional, o programa alcançou 5,6 milhões de estudantes e recebeu investimento de R$ 18,6 bilhões, resultando em uma queda de 43% na taxa de abandono escolar em todo o país.
Ações paralelas
Para Reginaldo Prates, secretário de Educação e Cultura, a queda de 44% no abandono escolar no Acre comprova o impacto positivo do Pé-de-Meia, mas o incentivo financeiro não opera sozinho.
“O aluno só permanece estudando porque o Estado garante a base. Com o programa Guardiões do Futuro e a Busca Ativa, vamos até a porta da casa do estudante em risco para garantir seu retorno e acolhimento nas nossas 598 escolas. O foco é manter o aluno dentro da sala de aula”, destaca.
Perfil
Em nível nacional, o programa alcançou 5,6 milhões de estudantes e recebeu investimento de R$ 18,6 bilhões. Foto: Mardilson Gomes/SEEO perfil dos participantes do Pé‑de‑Meia reforça o caráter de inclusão e equidade educacional do programa. Voltado a estudantes de famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), ou seja, jovens cujas famílias têm renda de até meio salário mínimo por pessoa, o programa atende, no Acre, um público majoritariamente vulnerável. Desde o início da iniciativa, 51,4% dos beneficiários no estado são meninas e 82,3% são estudantes negros, entre pretos e pardos. Ao longo de dois anos, 1.345 estudantes indígenas também receberam o incentivo no estado.
Os alunos do ensino médio recebem R$ 200 mensais, desde que mantenham a frequência escolar, e R$ 1 mil por ano concluído com aprovação, além de uma parcela adicional para quem realiza o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no ano de conclusão.
Enquanto as parcelas mensais podem ser usadas imediatamente, ajudando em despesas cotidianas, como transporte, alimentação e materiais escolares, o valor anual de R$ 1 mil é depositado em uma poupança, que só pode ser sacada após a conclusão do ensino médio. A lógica é dupla: garantir permanência agora e oferecer uma perspectiva concreta de futuro ao final da etapa escolar.
Fonte: Governo AC
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Segurança pública intensifica ações em comunidades indígenas e fortalece segurança comunitária em Santa Rosa do Purus
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp), por meio do programa Acre pela Vida e da Diretoria de Políticas Públicas de Segurança, Justiça e Integração Social (DIRPSJ), realizou ao longo de toda a semana, 13 a 18 uma série de ações em comunidades indígenas com o objetivo de fortalece segurança comunitária em Santa Rosa do Purus.

A agenda contou com atividades educativas, atendimentos sociais e iniciativas esportivas, com foco na aproximação entre o poder público e a população local. Entre os destaques, esteve a formatura de estudantes do Projeto Pequeno Brilhante, que atendeu alunos do 4º ao 7º ano de escolas do município, além da entrega de kits esportivos para incentivar práticas saudáveis entre crianças e jovens.

As ações reforçam a estratégia da Sejusp de integrar políticas de segurança com iniciativas sociais, ampliando a presença institucional em regiões de difícil acesso e promovendo cidadania de forma contínua e inclusiva. Para o secretário de Segurança Pública, José Américo Gaia, a presença do Estado em regiões de difícil acesso reforça o papel da segurança pública como instrumento de cidadania.

“Essas ações mostram que a segurança vai além do policiamento. Estamos promovendo inclusão, diálogo e oportunidades, principalmente em comunidades indígenas, respeitando suas especificidades e fortalecendo vínculos de confiança”, destacou.

Além das atividades com estudantes, a programação incluiu palestras direcionadas ao ensino fundamental, médio e à Educação de Jovens e Adultos (EJA), abordando temas como violência contra a mulher, tráfico de pessoas e contrabando de migrantes. Durante a permanência no município, a equipe também realizou atendimentos diretos, incluindo o acompanhamento de casos de migração e o suporte imediato a uma vítima de violência doméstica.

A coordenadora do programa Acre pela Vida, Francisca de Fátima, ressaltou o caráter preventivo e transformador das ações. “Trabalhar com a comunidade, especialmente em territórios indígenas, é essencial para construir uma cultura de paz. Quando levamos informação, esporte e apoio social, contribuímos diretamente para a prevenção da violência”, afirmou.

O cronograma também contemplou visitas técnicas e escuta ativa junto às comunidades locais e instituições públicas, com o objetivo de mapear demandas e orientar futuras políticas públicas. Nas aldeias, a equipe conheceu projetos esportivos indígenas, incluindo times femininos e masculinos, realizou palestras e entregou materiais esportivos.

A assessora da DIRPSJ, Hany Cruz de Armas, destacou a importância da aproximação com os povos tradicionais. “Estar presente nas aldeias, ouvir as lideranças e contribuir com ações concretas demonstra respeito e compromisso. A segurança pública precisa dialogar com a realidade de cada comunidade, especialmente no contexto indígena”, enfatizou.
Fonte: Governo AC
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