AGRONEGÓCIO
Oferta controlada sustenta preços da cenoura em MG, enquanto alface mantém margens positivas em SP no 1º trimestre
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O mercado brasileiro de hortifrúti iniciou 2025 com dinâmicas distintas entre culturas e regiões, mas com um ponto em comum: o controle da oferta tem sido determinante para o comportamento das cotações e da rentabilidade no campo. Enquanto a cenoura em Minas Gerais enfrenta desafios produtivos que limitam a disponibilidade, a alface no cinturão verde paulista encerra o primeiro trimestre com margens positivas, mesmo diante da queda nos preços.
Cenoura em MG: chuvas reduzem produtividade e sustentam preços
A oferta de cenoura em São Gotardo (MG) segue mais restrita, o que tem favorecido a elevação das cotações. Segundo colaboradores do Hortifrúti/Cepea, mesmo com a abertura de novas áreas, as chuvas intensas no início do ano vêm impactando negativamente o desempenho das lavouras.
Entre os principais problemas observados estão a redução do calibre das raízes e o aumento da incidência de bifurcações e rachaduras, fatores que comprometem a qualidade comercial do produto.
Os dados de produtividade confirmam esse cenário. Em março, a média foi de 1.680 caixas por hectare, recuo de 7% em relação a fevereiro e de 26% frente ao mesmo período de 2024. Com menor rendimento, houve redução na diluição dos custos, elevando os desembolsos unitários em cerca de 9% na comparação mensal e limitando ganhos mais expressivos ao produtor.
Apesar disso, a rentabilidade apresentou recuperação em março, após um mês de fevereiro ainda marcado por margens apertadas.
Oferta deve seguir controlada nas próximas semanas
Para o curto prazo, a tendência é de manutenção da oferta ajustada. Isso ocorre, principalmente, em função dos atrasos registrados no calendário de semeadura, o que deve restringir a entrada de novos volumes no mercado e dar suporte às cotações.
Alface em SP: custos menores sustentam margens no 1º trimestre
No cinturão verde paulista, o primeiro trimestre de 2025 foi marcado por um cenário relativamente equilibrado para os produtores de alface. Apesar da retração nas cotações em relação ao ano anterior, a redução dos custos de produção contribuiu para amenizar os impactos sobre a rentabilidade.
De acordo com o Hortifrúti/Cepea, a diminuição da área plantada e a postura mais cautelosa dos produtores no início do ano ajudaram a manter a oferta sob controle, evitando pressões mais intensas sobre os preços.
Clima e desempenho das variedades favorecem recuperação
As chuvas intensas registradas ao longo do trimestre tiveram efeitos mais pontuais, uma vez que se concentraram em períodos específicos. Esse comportamento climático permitiu recuperação mais rápida das áreas afetadas.
Além disso, o bom desempenho das variedades de verão contribuiu para reduzir perdas e manter a produtividade em níveis satisfatórios.
Preços variam entre regiões produtoras
O comportamento dos preços apresentou diferenças entre as principais regiões produtoras paulistas.
Em Ibiúna (SP), a alface crespa manteve estabilidade ao longo do trimestre, com média de R$ 1,20 por unidade. Já a americana registrou leve queda de 4%, com média de R$ 2,10 por unidade.
Em Mogi das Cruzes (SP), os preços apresentaram maior volatilidade. A alface crespa teve média de R$ 1,50 por unidade, recuo de 13%, enquanto a americana foi comercializada a R$ 2,60 por unidade, queda de 6% na comparação anual.
Expectativas para o segundo trimestre e alerta climático
Para o período entre abril e junho, a expectativa é de continuidade de uma postura cautelosa nos plantios. As condições típicas do outono tendem a favorecer o desenvolvimento das lavouras, o que pode estimular a produção.
Por outro lado, produtores devem manter atenção às condições climáticas. A previsão de maior incidência do fenômeno El Niño nos próximos meses pode elevar as temperaturas e trazer novos desafios produtivos, exigindo ajustes no manejo e maior atenção à produtividade.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Vale dos Vinhedos leva pauta de infraestrutura à bancada gaúcha em Brasília e defende investimentos de R$ 27,5 milhões
O Vale dos Vinhedos esteve no centro das discussões da bancada gaúcha em Brasília nesta semana, em uma mobilização liderada pela Aprovale para defender um conjunto de obras estruturantes voltadas à infraestrutura e ao desenvolvimento regional.
O projeto “Qualificação Regional: Vale dos Vinhedos, RS” foi protocolado em 11 de maio junto à Bancada Gaúcha e prevê investimentos estimados em R$ 27,542 milhões em obras viárias, mobilidade e ampliação de conexões estratégicas dentro do território.
Aprovale articula agenda com parlamentares em Brasília
A comitiva foi liderada pelo presidente da Aprovale, André Larentis, e pelo diretor de infraestrutura, Marcos Giordani, que cumpriram agendas com deputados federais e senadores gaúchos.
Também participaram das reuniões o prefeito de Bento Gonçalves, Amarildo Lucatelli, o deputado estadual Guilherme Pasin e o vereador Volnei Cristofoli. As tratativas incluíram encontros nos gabinetes parlamentares e uma apresentação oficial no Palácio das Comissões, nos dias 25 e 26.
Projeto prevê obras estratégicas de mobilidade na Serra Gaúcha
O plano apresentado contempla intervenções em trechos estratégicos das Linhas 6 da Leopoldina, 15 e 40 da Graciema, além de vias em São José de Costa Real e Santa Lúcia.
Também está prevista a ampliação de três quilômetros da ciclovia recentemente inaugurada na região, considerada fundamental para a integração entre turismo, mobilidade ativa e segurança viária.
Segundo a Aprovale, as obras têm impacto direto na ligação entre os municípios de Bento Gonçalves, Garibaldi, Monte Belo do Sul e Santa Tereza, fortalecendo rotas turísticas e acessos essenciais em situações emergenciais, especialmente diante de eventos climáticos extremos recentes no Rio Grande do Sul.
Enoturismo impulsiona economia e demanda infraestrutura
O Vale dos Vinhedos é reconhecido como a primeira Indicação Geográfica e Denominação de Origem de vinhos e espumantes do Brasil, além de ser considerado Patrimônio Histórico e Cultural do Rio Grande do Sul.
O território recebe mais de 500 mil visitantes por ano e reúne mais de 160 empresas ligadas ao enoturismo, incluindo vinícolas, hotéis, restaurantes, serviços e agroindústrias, formando uma cadeia econômica diversificada e altamente integrada.
A região foi apresentada em Brasília como o principal destino de enoturismo do país, com forte impacto econômico na Serra Gaúcha e papel relevante no turismo nacional.
Setor registra crescimento e reforça potencial do enoturismo
Durante a apresentação, a Aprovale destacou indicadores recentes que reforçam o avanço do setor. Em 2025, o enoturismo no Rio Grande do Sul registrou crescimento de 57,8% na comercialização de experiências, enquanto o consumo de vinhos no Brasil avançou 41,9%, em contraste com a retração observada em outros mercados globais.
Os dados foram utilizados para reforçar a necessidade de investimentos estruturais que acompanhem a expansão da atividade turística e produtiva na região.
Infraestrutura é tratada como pauta estratégica para o futuro do território
Para a entidade, as intervenções propostas vão além da mobilidade turística e se consolidam como uma pauta de desenvolvimento regional, com impacto direto na segurança, economia e permanência das famílias no campo.
“Investir na infraestrutura do Vale dos Vinhedos é proteger pessoas, fortalecer o turismo brasileiro e preparar a região para o futuro climático e econômico do Rio Grande do Sul”, destacou Marcos Giordani durante a apresentação aos parlamentares.
A Aprovale reforça que o objetivo do projeto é garantir continuidade ao crescimento sustentável do território, ampliando sua competitividade como destino turístico e sua relevância econômica para a Serra Gaúcha e para o Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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