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Governadora Mailza faz visita institucional à Casa Militar, e às secretarias da Semulher e SEASDH

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A governadora Mailza Assis deu início, nesta sexta-feira, 10, a uma série de visitas institucionais às pastas do governo do Acre. A agenda marca o começo de um ciclo de aproximação com as equipes e gestores das secretarias estaduais, com foco no alinhamento das ações e fortalecimento da gestão pública.

Novo chefe da Casa Militar, coronel Evandro Bezerra, disse que vai trabalhar com foco na segurança da governadora e sua família. Foto: Neto Lucena/Secom

As primeiras visitas ocorreram na Casa Militar, na Secretaria de Estado da Mulher (Semulher) e na Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH). Durante os encontros, a governadora conversou com os novos gestores das pastas e também com servidores, reforçando a importância do trabalho integrado entre os órgãos.

Mailza Assis destacou que o objetivo é conhecer de perto a realidade de cada secretaria, ouvir as demandas das equipes e garantir que as políticas públicas avancem de forma eficiente. “Este é um momento de escuta e alinhamento. Queremos fortalecer o trabalho que já vem sendo desenvolvido e assegurar que os serviços cheguem com qualidade à população”, afirmou.

“É com sentimento de gratidão que hoje recebemos a nossa governadora Mailza aqui na Casa Militar. A visita da nossa líder demonstra preocupação, consideração e respeito pelo trabalho realizado por esta unidade. Nossa missão principal é cuidar e proteger a integridade física e institucional da governadora e de sua família. Em resumo, somos o órgão responsável por garantir toda a segurança para que ela possa exercer suas funções com tranquilidade”, disse o coronel Evandro Bezerra, novo chefe da Casa Militar.

Governadora visitou também a Semulher. Foto: Neto Lucena/Secom

A iniciativa faz parte da estratégia do governo de intensificar o diálogo interno e promover uma gestão mais próxima, valorizando os servidores e buscando maior efetividade nas ações voltadas à população acreana.

A segunda pasta a ser visitada foi a Semulher. A nova secretária da Semulher, Simone Santiago, agradeceu a confiança da governadora e disse estar pronta para o desafio. “Estar à frente de uma importante secretaria como a Mulher, para mim, é uma honra. Pretendo trabalhar junto com todos vocês, servidores, e com a governadora Mailza Assis. É uma importante pauta para todas nós, mulheres, e pretendo me dedicar de corpo e alma”, disse.

Ao final, foi a vez da SEASDH, secretaria que a governadora considera como sua “casa”.

João Paulo Silva, secretário da SEASDH, afirmou que vai dar continuidade ao trabalho da governadora. Foto: Neto Lucena/Secom

O novo secretário da SEASDH, João Paulo Silva, afirmou que assume essa missão com o compromisso de dar continuidade ao trabalho que já vem sendo realizado pela governadora, que esteve à frente da pasta. “Estou encantado com o trabalho que já vem sendo desenvolvido. Chego com o propósito de somar, fortalecer esse trabalho e avançar ainda mais nas políticas públicas voltadas à população”. Afirmou.

A agenda de visitas deve continuar nos próximos dias, contemplando outras áreas da administração estadual.

Fonte: Governo AC

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Povo Noke Koî preserva tradição do kambô e fortalece proteção da floresta no Acre

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Na Amazônia acreana, em Cruzeiro do Sul, onde a floresta permanece em pé graças à relação ancestral entre os povos indígenas e a natureza, o povo Noke Koî mantém viva uma das mais importantes medicinas tradicionais da floresta: o kambô, conhecimento sagrado transmitido pelos ancestrais há gerações.

Conhecida como “vacina do sapo”, a prática indígena utiliza a secreção da rã, aplicada em pequenas queimaduras na pele (geralmente braço ou perna) com o objetivo de revigorar o corpo e curar doenças. Para os Noke Koî da aldeia Sumaúma, muito mais do que medicina tradicional e cura física; ela simboliza proteção espiritual, fortalecimento do corpo, equilíbrio emocional e conexão com a natureza.

Sapo de cor verde brilhante vive principalmente na selva amazônica do Acre. Foto: Cleiton Lopes/Secom

O cacique Mõcha Noke Koî explica que o kambô é um ensinamento ancestral deixado pelos antigos e guiado pelo grande espírito.

“Para nós, o kambô é uma medicina sagrada ensinada pelo grande espírito. Ele traz força, coragem, alegria e limpa o pensamento e a espiritualidade. Desde as crianças pequenas, nosso povo utiliza o kambô como proteção espiritual e fortalecimento do corpo. É uma energia muito forte que vem da floresta e do espírito da medicina”, relata.

Cacique Mõcha Noke Koî segura o animal demonstrando respeito. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Segundo o cacique, o conhecimento sobre a aplicação da medicina atravessa gerações e carrega um profundo compromisso de respeito à natureza.

“A medicina kambô é espírito de proteção. Desde o surgimento, nossos bisavôs e tataravôs preservam, cuidam e respeitam essa medicina. Não é só o kambô. Preservar o kambô é preservar a Amazônia, preservar as plantas, a vida e o planeta. O kambô vive perto das nossas casas porque nosso povo protege e respeita a natureza e a criação do grande espírito”, afirma.

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Preservação da floresta está diretamente ligada à continuidade da medicina ancestral. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Para os Noke Koî, a preservação da floresta está diretamente ligada à continuidade da medicina ancestral. A retirada da secreção do kambô acontece sem causar danos ao animal, reforçando uma relação de equilíbrio com a biodiversidade amazônica.

Mõcha alerta ainda para o uso inadequado da medicina fora dos territórios indígenas e destaca a importância do conhecimento tradicional para a aplicação correta do kambô.

“Hoje muita gente no mundo usa o kambô, mas sem preparo e sem conhecer a tradição. A medicina não é brincadeira. A gente pode brincar com a medicina, mas a medicina não brinca com a gente. Nosso povo aprendeu com o espírito da medicina a maneira correta de aplicar. Por isso respeitamos e preservamos esse conhecimento ancestral”, destaca.

Primeiro Festival Noke Koî – União dos Povos. Foto: Cleiton Lopes/Secom

De acordo com o cacique, entre os Noke Koî, o kambô faz parte da formação espiritual e cultural do povo desde a infância. Os ensinamentos tradicionais orientam a aplicação da medicina em homens, mulheres e crianças, sempre conduzida por pajés e curandeiros preparados espiritualmente.

Brincadeiras do Festival Noke Koî. Foto: Cleiton Lopes/Secom

A secretária extraordinária dos Povos Indígenas do Acre, Francisca Arara, ressalta que o kambô integra um conjunto de conhecimentos ancestrais utilizados historicamente pelos povos indígenas muito antes da medicina farmacêutica chegar às aldeias.

Titular da Secretaria de Povos Indígenas do Acre, Francisca Arara destaca que a medicina tradicional está ligada à preservação das matas.  Foto: Cleiton Lopes/Secom

“Os povos indígenas, desde a origem, utilizam muitos conhecimentos tradicionais para cura e fortalecimento espiritual. Um deles é o kambô, que no nosso povo também chamamos de kampô, por conta da língua Pano. Minha mãe conta que meu avô utilizava o kampô para tirar a preguiça, o cansaço e fortalecer os homens antes da caça. Era uma forma de limpar as energias ruins e fortalecer o corpo e o espírito”, explica.

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Francisca também destaca que a medicina tradicional está diretamente ligada à preservação da fauna e da floresta amazônica.

“Ninguém mata esse sapo. Nosso povo protege, porque ele faz parte da nossa ciência ancestral. Além da medicina, ele também avisa sobre a mudança do tempo, quando chegam o inverno e o verão. Por isso é muito importante preservar a fauna, a flora e os animais da floresta. O kampô é uma cura espiritual, para tirar tudo que é ruim de dentro da gente”, afirma.

Preservar o kambô, para os povos indígenas do Acre é manter viva uma sabedoria ancestral. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Em um estado reconhecido pela preservação ambiental, com mais de 84% das floresta nativa intacta, os conhecimentos indígenas seguem sendo fundamentais para a proteção da Amazônia. Nas aldeias acreanas, tradição, espiritualidade e sustentabilidade caminham juntas.

Povos indígenas do Acre contribuem para a preservação da floresta em pé. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Em cada ritual, canto e ensinamento repassado pelos anciãos, o povo Noke Koî reafirma que a floresta não é apenas território: é espírito, memória e vida. Preservar o kambô, para eles, é manter viva uma sabedoria ancestral que continua ensinando ao mundo sobre cuidado, equilíbrio e respeito à natureza.

Fonte: Governo AC

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