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Juros altos e crédito restrito pressionam investimentos em cana-de-açúcar no Brasil

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O setor sucroenergético brasileiro enfrenta um cenário financeiro desafiador. Apesar da recente redução da taxa Selic de 15% para 14,75% ao ano, o custo do dinheiro permanece elevado, limitando o acesso ao crédito e exigindo maior cautela nas decisões de investimento em cana-de-açúcar, etanol e açúcar.

Cana Summit 2026 discute fluxo de investimentos e estratégias de expansão

O evento, organizado pela ORPLANA, será realizado nos dias 15 e 16 de abril, em Ribeirão Preto (SP). A programação reúne especialistas e executivos do setor para debater a alocação de recursos financeiros e perspectivas de crescimento da cadeia sucroenergética.

Painel “Onde a Cana-de-Açúcar entra no Mapa do Capital?”

Entre os destaques do encontro está o painel que discutirá a origem e o destino dos recursos no setor. Os principais temas incluem:

  • Origem do capital: nacional ou estrangeiro
  • Distribuição de recursos ao longo da cadeia sucroenergética
  • Estratégias de investimento diante de juros elevados

O painel contará com a participação de Guilherme Novaes Theodoro, gerente de Crédito do Itaú BBA, e será moderado por Matheus Cônsoli, sócio da Markestrat.

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Estratégia financeira é fundamental para o crescimento do setor

Segundo José Guilherme Nogueira, CEO da ORPLANA, compreender o fluxo de capital é essencial para orientar decisões estratégicas.

“O custo do dinheiro mais elevado muda a forma como os investimentos são priorizados e exige decisões mais estratégicas. Saber para onde o capital está sendo direcionado e quais frentes concentram maior atenção é essencial para orientar o crescimento da nossa atividade”, afirma.

Cana Summit celebra 50 anos da ORPLANA e traz nova perspectiva

Após duas edições em Brasília, o Cana Summit chega a Ribeirão Preto pela primeira vez. A edição de 2026 também marca os 50 anos da ORPLANA, ampliando as discussões sobre temas relevantes para produtores de cana e o desenvolvimento da cadeia sucroenergética no Brasil.

O evento promete oferecer uma visão estratégica do setor, conectando dados financeiros, tendências de investimento e perspectivas econômicas para o futuro da cana-de-açúcar no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Agronegócio lidera crescimento da economia com alta de 2,8% no segundo trimestre

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A agropecuária voltou a ocupar o centro do crescimento da economia brasileira no segundo trimestre de 2026. Dados divulgados nesta terça-feira (1º.09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o setor avançou 2,8% entre abril e junho, mais de cinco vezes a alta de 0,5% registrada pelo Produto Interno Bruto (PIB) do País no mesmo período.

O desempenho foi o melhor entre os três grandes setores da economia. Enquanto a agropecuária cresceu 2,8% em relação aos três primeiros meses do ano, os serviços avançaram 0,2% e a indústria ficou praticamente estável, com alta de 0,1%. Em valores correntes, o PIB brasileiro alcançou R$ 3,4 trilhões no segundo trimestre.

A diferença também aparece na comparação com o mesmo período do ano passado. A economia brasileira cresceu 2% frente ao segundo trimestre de 2025, enquanto a agropecuária avançou 6,8%. Indústria e serviços cresceram 1,5% cada.

Segundo o IBGE, o resultado do campo foi favorecido pelo desempenho da pecuária e por culturas que registraram aumento da produção e ganhos de produtividade. Entre os produtos agrícolas com peso relevante no período, a estimativa para a soja aumentou 5,3% em relação a 2025 e a do café avançou 15,1%.

Nem todas as culturas acompanharam o movimento. A produção de arroz apresentou queda de 11,3% e a de algodão recuou 6,7%, enquanto o milho permaneceu praticamente estável.

Essas variações das lavouras, porém, não podem ser comparadas diretamente com os 2,8% de crescimento trimestral da agropecuária. O IBGE explica que não dispõe de séries com ajuste sazonal para cada cultura, o que impede determinar exatamente quanto soja, café ou qualquer outro produto contribuiu para o avanço entre o primeiro e o segundo trimestre.

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O resultado divulgado nesta terça-feira ganha relevância também pelo comportamento do restante da economia. O crescimento do PIB perdeu velocidade em relação aos primeiros três meses do ano, quando havia avançado 1,1%. No segundo trimestre, indústria e serviços praticamente ficaram de lado, enquanto o consumo das famílias recuou.

Na indústria, a alta de apenas 0,1% foi garantida principalmente pelas atividades extrativas, que cresceram 3,4%, favorecidas pelo aumento da produção de petróleo e gás. A indústria de transformação caiu 0,4%, mesma retração registrada pela construção. Eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos recuaram 1,1%.

Os serviços, responsáveis pela maior parcela da economia brasileira, avançaram 0,2%. Informação e comunicação cresceu 2,1% e transporte, armazenagem e correio, atividade diretamente ligada ao escoamento da produção agropecuária, aumentou 1,1%. As atividades imobiliárias avançaram 0,2%, enquanto comércio e outras atividades de serviços ficaram estáveis.

Pelo lado da demanda, também houve sinais de perda de força da economia. O consumo das famílias caiu 0,4% em relação ao primeiro trimestre, apesar do aumento da massa salarial real e da disponibilidade de crédito. O consumo do governo avançou 0,4%.

Os investimentos apresentaram resultado melhor, com crescimento de 1,2%. Já no comércio exterior, as exportações de bens e serviços recuaram 0,8% no trimestre, enquanto as importações aumentaram 1,8%.

O desempenho da agropecuária também aparece nos números acumulados do ano. No primeiro semestre, o PIB brasileiro cresceu 1,9% em relação aos seis primeiros meses de 2025. O campo avançou 3,6%, praticamente o dobro da economia como um todo e acima dos serviços, com alta de 1,8%, e da indústria, com 1,6%.

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A comparação com 2025 mostra ainda uma mudança importante na dinâmica trimestral do setor. No segundo trimestre do ano passado, a agropecuária havia recuado 0,1% frente aos três primeiros meses. Agora, no mesmo tipo de comparação, registra expansão de 2,8%.

O crescimento ocorre depois de um 2025 excepcional para o campo. No ano passado, a agropecuária avançou 11,7%, resultado que teve peso importante para o crescimento de 2,3% do PIB brasileiro. A base elevada torna o avanço de 6,8% registrado no segundo trimestre deste ano ainda mais relevante.

Nos quatro trimestres encerrados em junho, a agropecuária acumula crescimento de 6,2%. É novamente o melhor resultado entre os grandes setores: os serviços avançam 1,7% e a indústria, 1,4%. A economia brasileira acumula alta de 1,9% nesse intervalo.

Os números divulgados pelo IBGE reforçam também uma diferença importante entre o desempenho da produção e o ambiente financeiro enfrentado pelo produtor. O crescimento ocorre em um período ainda marcado por juros elevados, crédito mais caro e pressão sobre as margens de algumas atividades.

Mesmo nesse cenário, o campo inicia a segunda metade de 2026 crescendo acima do restante da economia. O PIB perdeu velocidade entre o primeiro e o segundo trimestre, mas a agropecuária seguiu na direção contrária e apresentou a maior expansão entre os principais setores produtivos do País.

Fonte: Pensar Agro

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