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Estiagem reduz qualidade das lavouras e ameaça safra de milho no Paraná

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A falta de chuvas regulares tem agravado as condições das lavouras de milho no Paraná e já compromete o desenvolvimento da segunda safra 2025/26. De acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), ligado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), houve uma nova piora no cenário ao longo da última semana.

Queda nas áreas em boas condições acende alerta no campo

Segundo boletim divulgado na quinta-feira (9), a proporção de lavouras em boas condições caiu de 91% para 85% dos 2,8 milhões de hectares previstos para o ciclo atual.

O Deral destaca que a irregularidade das chuvas tem impactado de forma contínua o desempenho das lavouras. A ausência de precipitações bem distribuídas vem prejudicando o desenvolvimento das plantas e elevando a preocupação entre produtores.

Estiagem leva municípios a decretarem emergência

O cenário climático adverso já resultou na decretação de situação de emergência em 16 municípios paranaenses. Nessas regiões, foram cultivados cerca de 208 mil hectares de milho na segunda safra de 2024, e a expectativa é de uma área semelhante para o ciclo atual.

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A medida reforça a gravidade da estiagem e seus efeitos diretos sobre a produção agrícola local.

Outras regiões também enfrentam irregularidade nas chuvas

Além dos municípios em situação de emergência, outras áreas do estado também registram distribuição irregular de chuvas. Esse quadro amplia o risco de perdas e pode comprometer o potencial produtivo da safra.

De acordo com o Deral, já é possível considerar que a safra não deve atingir seu pleno potencial, indicando uma possível redução na produção final.

Produção ainda é incerta e depende do clima nas próximas semanas

Apesar do cenário desfavorável, o órgão ressalta que ainda é cedo para consolidar estimativas de produção. A evolução climática nas próximas semanas será determinante para o desempenho das lavouras.

Caso haja retomada das chuvas, ainda existe possibilidade de recuperação parcial das áreas afetadas, reduzindo os impactos da estiagem sobre a safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil

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As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.

Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.

Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural

O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.

Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.

De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.

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Agro sente impacto de forma gradual

Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.

O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.

A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.

Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.

Inflação dos alimentos pode ganhar força

O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.

Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.

Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.

Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.

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Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada

Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.

As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.

Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.

Agronegócio acompanha cenário com atenção

Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.

O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.

Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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