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Período chuvoso exige híbridos mais tolerantes e desafia a produção de tomate no Brasil

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Excesso de chuvas aumenta pressão sobre a lavoura de tomate

O período chuvoso, que integra o calendário agrícola brasileiro em diversas regiões, impõe desafios importantes à tomaticultura. O aumento das precipitações intensifica as variações climáticas, favorece a disseminação de doenças e compromete o desenvolvimento das plantas.

Esse conjunto de fatores torna o manejo mais complexo e exige maior atenção do produtor para evitar perdas de produtividade ao longo do ciclo.

Impactos diretos na produção e na rentabilidade

Entre os principais problemas enfrentados pelos tomaticultores durante o período chuvoso estão a redução no pegamento de frutos, o aumento da incidência de doenças foliares e a maior ocorrência de rachaduras nos frutos.

Essas condições afetam diretamente o rendimento da lavoura e, consequentemente, a rentabilidade da atividade, tornando a escolha do material genético uma decisão estratégica.

Malibu se destaca pela rusticidade e desempenho em campo aberto

De acordo com o especialista em tomates e pimentões, Thiago Teodoro, o tomate salada híbrido Malibu, da TSV Sementes, vem ganhando destaque especialmente na região Sul do país, onde as oscilações climáticas são mais frequentes, além de avançar no Centro-Oeste.

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Segundo ele, o híbrido apresenta plantas vigorosas e forte pegamento de frutos, característica que contribui para maior produtividade em sistemas de cultivo a campo aberto.

Resistência a doenças e adaptação ao período chuvoso

O Malibu também reúne um pacote de resistência a importantes doenças da cultura, incluindo vira-cabeça, nematoides, verticílio e fusarium.

Outro diferencial é a boa sanidade foliar, fator que favorece a adaptação em períodos de alta umidade e reduz os impactos causados pelo excesso de chuvas nas lavouras.

Taos F1 combina qualidade de fruto e resistência a rachaduras

Outra alternativa indicada para cenários de maior pressão climática é o tomate salada Taos F1, também da TSV Sementes. O híbrido se destaca pelo tamanho dos frutos, além de características comerciais como ombro liso e pequena inserção.

Um dos principais diferenciais do Taos F1 é a pele mais resistente, que confere maior tolerância à rachadura, um dos principais problemas em períodos chuvosos.

Uniformidade e estabilidade produtiva em condições tropicais

O Taos F1 apresenta plantas vigorosas, com pencas compactas e menor distância entre elas em comparação a outros materiais disponíveis no mercado.

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Com média de quatro a cinco frutos por penca, o híbrido garante boa uniformidade e padronização da produção, o que contribui para melhor rendimento final.

Adaptado às condições tropicais, o material também se destaca pela sanidade foliar, reforçando seu potencial como opção para produtores que buscam estabilidade produtiva mesmo sob condições climáticas adversas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do milho segue estável no Brasil à espera da safrinha; exportações avançam mais de 70%

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O mercado brasileiro de milho registrou pouca movimentação ao longo da semana, refletindo a postura cautelosa de compradores e vendedores diante da proximidade da entrada mais intensa da segunda safra no país. A expectativa de aumento da oferta mantém o ritmo de negociações lento, enquanto produtores buscam sustentar os preços em meio ao avanço da colheita.

Segundo análise da Safras & Mercado, o cenário continua marcado por baixa liquidez e poucas alterações nas cotações, tanto no mercado físico quanto nas negociações futuras.

Compradores aguardam maior oferta da safrinha

Os consumidores seguem atuando de forma pontual, adquirindo apenas volumes necessários para reposição imediata. O comportamento demonstra conforto nos estoques e expectativa de que a colheita da segunda safra amplie a disponibilidade do cereal nas próximas semanas.

Do lado da oferta, os produtores avançam na comercialização da produção, mas mantêm resistência em aceitar preços considerados baixos. Em diversas regiões, as pedidas continuam acima dos valores ofertados pelos compradores, limitando o fechamento de novos negócios.

A expectativa do mercado é que o avanço da colheita da safrinha aumente a pressão sobre os preços, principalmente nas regiões de maior produção.

Clima segue no radar dos agentes do mercado

As condições climáticas continuam sendo acompanhadas de perto pelos participantes do setor.

O mercado monitora a possibilidade de novas chuvas na Região Sul, em São Paulo, no sul de Minas Gerais e em áreas produtoras de Goiás. Apesar das especulações sobre eventuais impactos na produtividade, ainda não há confirmação de perdas relevantes.

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Outro fator observado é o risco de geadas. No entanto, as previsões meteorológicas atuais não indicam ocorrência de frio intenso capaz de provocar danos significativos às lavouras.

Relatório do USDA influencia expectativas globais

No cenário internacional, as atenções estiveram voltadas para a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O documento trouxe atualizações importantes para o mercado global de grãos e reforçou a percepção de ampla disponibilidade de milho, fator que continua pressionando os preços na Bolsa de Chicago.

A queda das cotações internacionais tem reduzido a competitividade do milho brasileiro nos portos, mesmo com a valorização do dólar frente ao real.

Exportações avançam em volume, mas preços médios recuam

Apesar dos desafios relacionados à paridade de exportação, os embarques brasileiros de milho apresentaram crescimento expressivo no início de junho.

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 126,061 mil toneladas de milho nos quatro primeiros dias úteis do mês, com média diária de 31,515 mil toneladas.

A receita acumulada alcançou US$ 29,451 milhões, com média diária de US$ 7,362 milhões.

Na comparação com junho de 2025, os resultados mostram:

  • Alta de 57,9% na receita média diária;
  • Crescimento de 70,6% no volume médio diário exportado;
  • Queda de 7,4% no preço médio por tonelada.

O valor médio da tonelada exportada ficou em US$ 233,60.

Cotações do milho permanecem estáveis nas principais regiões produtoras

O preço médio da saca de milho no Brasil foi cotado em R$ 61,12 no dia 11 de junho, praticamente estável em relação aos R$ 61,14 registrados na semana anterior.

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Nas principais praças acompanhadas pelo mercado, os preços apresentaram poucas variações:

  • Cascavel (PR): R$ 60,00 por saca;
  • Campinas (SP/CIF): R$ 65,00 por saca;
  • Mogiana Paulista (SP): R$ 60,00 por saca;
  • Rondonópolis (MT): R$ 51,00 por saca;
  • Erechim (RS): R$ 69,00 por saca;
  • Uberlândia (MG): R$ 60,00 por saca;
  • Rio Verde (GO): R$ 58,00 por saca.

A estabilidade observada reforça o momento de transição vivido pelo mercado, que aguarda uma definição mais clara sobre o tamanho da safra e o ritmo efetivo da colheita.

Safrinha deve definir tendência dos preços nos próximos meses

O comportamento do mercado de milho nas próximas semanas dependerá diretamente do avanço da colheita da segunda safra, considerada a principal do país.

Caso a produtividade se confirme dentro das expectativas atuais, a entrada de grandes volumes no mercado poderá ampliar a oferta disponível e exercer pressão adicional sobre as cotações.

Por outro lado, eventuais problemas climáticos ou atrasos na colheita podem limitar esse movimento e sustentar os preços por mais tempo.

Enquanto esse cenário não se define, compradores seguem cautelosos e produtores mantêm postura firme nas negociações, resultando em um mercado de baixa liquidez e pouca variação nos preços.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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