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Governo e instituições parceiras certificam 40 alunos na 1ª etapa do projeto Pão na Estrada
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O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), a Federação das Indústrias (Fieac) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) certificaram 40 alunos na primeira etapa do projeto Pão na Estrada, voltado à qualificação profissional no setor de panificação. A solenidade foi realizada na noite de sexta-feira, 17, no Centro de Convivência do Idoso Maria de Nazaré de Souza, no município de Senador Guiomard.
A ação, viabilizada a partir de uma emenda parlamentar de R$ 200 mil do deputado federal José Adriano, também é executada em parceria com o Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria do Acre (Sindpan). A ideia é levar capacitação aos municípios e estimular o empreendedorismo entre os contemplados. O trabalho também será realizado em outras seis cidades acreanas, com uma unidade móvel estruturada com equipamentos como escola itinerante.
O titular da Seict, Márcio Agiolfi, destacou que a ação vai além da formação técnica e contribui para fortalecer pequenos negócios. “Aqui a gente não formou apenas mão de obra, formamos microempreendedores, pessoas que podem gerar renda e transformar suas realidades. Esse é um movimento importante que aquece a economia e será ampliado com outras iniciativas ao longo do ano. Vamos qualificar mão de obra e incentivar a geração de renda nas cidades, uma determinação da nossa governadora Mailza Assis”, disse o gestor.
Primeira fase do projeto atendeu 40 jovens e adultos de Senador Guiomard. Foto: Sabrinna Solomon/SeictPaula do Nascimento, que atua na área há mais de 12 anos, foi uma das pessoas que se formaram na primeira turma do Pão na Estrada. Afirmando estar feliz com a oportunidade de se profissionalizar ainda mais, ela destacou a importância da capacitação no próprio município. “Para muitos de nós, seria inviável se deslocar até Rio Branco para fazer esse curso. Essa oportunidade trouxe conhecimentos que vou levar para a vida e que pode ampliar meu negócio”.
De acordo com o diretor regional Senai, César Dotto, o projeto foi estruturado a partir de uma análise das cidades atendidas para atender demandas reais de cada município. “O Pão na Estrada leva a formação profissional diretamente às cidades, por meio de uma unidade móvel totalmente equipada com uma estrutura completa, permitindo que os alunos tenham acesso a cursos de panificação e confeitaria com qualidade. Estou muito feliz de formamos a primeira turma”, falou.
O presidente em exercício da Fieac, João Paulo Assis, ressaltou que a qualificação contribui para melhorar a qualidade dos produtos e incentivar o empreendedorismo no setor de panificação. “Quando uma gama de cursos como esses chegam aos municípios, a gente percebe uma mudança direta na qualidade do que é produzido nesses locais. Isso abre espaço para novos negócios e permite que muitas pessoas comecem a empreender a partir do que já têm em casa”, destacou ele.
Márcio Agiolfi (de preto), titular da Seict, e João Paulo Assis (de azul) entregam certificado a aluna da turma. Foto: Sabrinna Solomon/SeictO deputado federal José Adriano enfatizou que a iniciativa busca gerar autonomia para os participantes, que podem visualizar novos caminhos. “Mais do que um certificado, eles estão recebendo a oportunidade de empreender e garantir seu próprio sustento. Nosso objetivo é levar não só capacitação, mas também acesso a crédito e incentivo para que esses negócios cresçam”, afirmou.
Fonte: Governo AC
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Vozes da floresta em conquista
Por Francisca Arara
Este 19 de abril, Dia dos Povos Indígenas, marca a nossa história, a história da nossa ancestralidade, do povo do cocar, dos povos indígenas na luta pelos seus direitos: direito aos territórios, direito de participação, direito de diálogo, o direito de ajudar na construção de uma política pública que venha a atender os povos indígenas com respeito, com dignidade, levando apoio fazendo com que os recursos cheguem direto nos territórios indígenas.
Antes, as nossas vozes eram silenciadas, sempre alguém falava por nós, e hoje a gente vive um momento histórico de conquista. Avançamos na educação escolar indígena intercultural bilíngue, específica e diferenciada. Hoje somos nós mesmos ministrando as nossas aulas, sendo os pesquisadores, trabalhando as nossas línguas maternas, nossas línguas indígenas, nas nossas próprias escolas.
Hoje nós estamos conduzindo também a pasta da saúde indígena, nós temos agentes agroflorestais que também cuidam dessa parte, da pauta da gestão territorial e ambiental dos nossos territórios junto com as famílias. Os agentes indígenas de saneamento (Aisan), que estão ali cuidando do tratamento dos recursos hídricos.
Nós temos a representação indígena nos nove estados da Amazônia, que mantém o movimento indígena fortalecido, como a Organização dos Povos Indígenas da Amazônia.
Os povos indígenas trazem um marco histórico de conquista, de resistência, para que nós possamos manter os nossos direitos, preservar nossa cultura viva e ecoar nossas vozes. Por isso, esse mês representa para nós conquista.
A gente hoje ainda temos muitos desafios a cumprir, mas nós temos alcançado os nossos espaços e a gente luta para isso: que esse ano de 2027 nós venhamos ter os nossos parlamentares federais e estaduais nos estados, que só assim cada vez mais nós estaremos ganhando nossos espaços e levar nossas vozes para defender aquilo que nós tanto desejamos.
O nosso Brasil tem aberto as portas para essas vozes. O Acre hoje sai na frente de outros estados do país, com a indicação da primeira mulher indígena a ser titular de uma Secretaria de Estado de Povos Indígenas, porque isso na história ninguém nunca tinha visto. Mas nós estamos aqui fazendo a política pública de fato acontecer e chegar nas pontas.
E isso se deu através da formação de lideranças organizada pela Comissão Pro-Indígenas do Acre, que é uma parceira do Estado, pela formação da educação dos professores indígenas na educação.
Todo esse trabalho de luta e conquistas é feito por muitas mãos: sociedade civil, organizações indigenistas e governamentais, movimento indígena. Então, se junta todo mundo, e o Acre tem essa cultura do diálogo, da participação, da escuta, de ouvir os povos indígenas. Por isso que as nossas políticas têm dado certo.
Francisca Arara é Licenciada em Pedagogia e Ciência da Natureza pela Universidade Federal do Acre (UFAC), reconhecida nacional e internacionalmente por sua atuação em salvaguarda sódio ambiental, REDD+ e na defesa de direitos dos povos indígenas, território indígena e no combate às mudanças climáticas e Secretária de Estado de Povos Indígenas do Acre.
Fonte: Governo AC
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