AGRONEGÓCIO
Menor oferta de lima ácida tahiti pode elevar preços em maio, aponta Cepea
AGRONEGÓCIO
Com frutas maiores já sendo colhidas e menor oferta prevista para maio, mercado da lima ácida tahiti pode registrar recuperação de preços após queda em abril.
Oferta da lima ácida tahiti se mantém estável em abril
O mercado de lima ácida tahiti apresenta estabilidade na oferta ao longo de abril, segundo levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
No entanto, agentes do setor apontam para uma possível redução na disponibilidade da fruta em maio, o que pode influenciar diretamente o comportamento dos preços no mercado interno.
Atualmente, parte da produção que já atingiu o padrão ideal de qualidade está sendo colhida, enquanto frutas menores ainda passam por fase de desenvolvimento nos pomares.
Menor oferta pode impulsionar preços no próximo mês
De acordo com o Cepea, a tendência de menor disponibilidade em maio pode provocar uma reação positiva nos preços da lima ácida tahiti, após um período de desvalorização no mercado.
Na parcial de abril (até o dia 22), a fruta registra média de:
- R$ 21,01 por caixa de 27,2 kg
- Queda de 11,06% em relação a março/2026
- Desvalorização de 26,7% frente a abril/2025
O cenário atual reflete maior pressão de oferta no curto prazo, o que tem limitado a recuperação das cotações neste mês.
Estratégia de manejo busca concentrar produção da próxima safra
No campo, produtores já iniciaram ajustes no manejo para a próxima temporada. Segundo pesquisadores do Cepea, parte dos citricultores realizou a indução floral dos pomares em março, utilizando técnicas como desfolha.
O objetivo é concentrar a florada e organizar o ciclo produtivo, direcionando a colheita para os meses de setembro e outubro.
Clima ainda favorece desenvolvimento dos pomares
Mesmo com chuvas abaixo da média observada no início do ano, as condições climáticas de abril seguem consideradas favoráveis ao desenvolvimento das plantas.
Esse fator contribui para manter perspectivas positivas para a próxima safra de lima ácida tahiti, especialmente em relação ao pegamento de flores e formação dos frutos.
Mercado da citricultura segue atento à virada de oferta
Com a redução esperada na disponibilidade em maio, o mercado acompanha a transição entre fases da produção. A tendência é de maior equilíbrio entre oferta e demanda nas próximas semanas, o que pode resultar em ajustes nos preços pagos ao produtor.
A evolução do clima e o ritmo da colheita devem seguir como fatores decisivos para o comportamento do mercado da lima ácida tahiti no curto prazo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Agronegócio prioriza eficiência e retorno rápido em meio a juros altos e desaceleração do setor
Agro adota postura mais conservadora diante de cenário de juros elevados e crédito restrito
O agronegócio brasileiro vive um momento de maior cautela na tomada de decisões de investimento. Em um ambiente marcado por juros elevados, restrição de crédito e maior incerteza econômica, empresas do setor têm priorizado projetos com retorno financeiro mais rápido e previsibilidade de resultados.
A mudança ocorre após um ciclo de forte desempenho em 2025, quando o agro teve papel relevante na expansão da economia. Para 2026, no entanto, a expectativa é de desaceleração, com impacto direto sobre margens e ritmo de investimentos.
Esse novo cenário reforça uma tendência de maior disciplina na alocação de capital, com foco em eficiência operacional e sustentabilidade financeira no longo prazo.
Plano Safra revela retração em linhas de investimento e mudança no perfil do crédito rural
Dados do Plano Safra 2025/2026, divulgados pelo Ministério da Agricultura com base em informações do Banco Central, mostram que o crédito rural mantém crescimento no volume total, mas com forte retração nas linhas de investimento.
Entre os principais recuos estão:
- Moderfrota: queda de 49%
- Proirriga: redução de 48%
- Inovagro: retração de 33%
- Pronamp: queda de 34%
O movimento indica uma mudança de comportamento no campo: produtores estão priorizando o custeio da operação imediata e adiando decisões relacionadas à modernização e expansão das atividades.
Na prática, o setor passa por uma reorganização de prioridades, com maior foco na manutenção da liquidez e menor apetite por projetos de longo prazo.
Juros altos e incerteza reduzem apetite por investimentos de longo prazo no agro
Para o economista Alexandre Schwartsman, o ambiente atual combina custo elevado de capital e menor previsibilidade, fatores que influenciam diretamente a estratégia de investimento das empresas.
“Com crédito mais caro e maior incerteza, as empresas passam a priorizar caixa e previsibilidade, reduzindo o apetite por projetos com retorno mais longo”, avalia.
Esse movimento tem levado companhias do agronegócio a revisar portfólios de projetos, elevar critérios de aprovação e reforçar análises de retorno financeiro, especialmente em iniciativas ligadas à expansão e modernização.
Eficiência operacional e tecnologia ganham protagonismo nas decisões do setor
Com maior pressão sobre resultados, cresce a prioridade por projetos voltados à eficiência operacional, redução de custos e ganho de produtividade. A lógica é clara: em um cenário de margens mais apertadas, apenas iniciativas com impacto direto no resultado ganham espaço.
Empresas que atuam na modernização de sistemas e processos, como a MIGNOW, observam aumento na participação de áreas financeiras — especialmente CFOs — na avaliação de investimentos, com foco em previsibilidade e retorno mais rápido.
Segundo o CEO da companhia, Paulo Secco, há uma mudança clara no perfil de aprovação de projetos no setor.
“O que vemos na prática é uma mudança clara de comportamento. Empresas que antes aprovavam projetos com mais flexibilidade hoje exigem retorno muito mais rápido e previsível”, afirma.
De acordo com ele, iniciativas são cada vez mais reavaliadas não pela falta de necessidade, mas pela exigência de maior visibilidade sobre impacto financeiro.
Automação e controle de riscos se tornam estratégicos no agronegócio moderno
Além da revisão de prioridades, cresce a demanda por maior controle de prazos, custos e execução em projetos de transformação digital e operacional.
A adoção de abordagens mais estruturadas e automatizadas tem sido apontada como fator de redução de riscos e aumento de eficiência. Em projetos de atualização e conversão de sistemas, por exemplo, há casos de automação que chegam a até 97%, contribuindo para menor incidência de falhas e maior previsibilidade de resultados.
Nesse contexto, o agronegócio passa a incorporar práticas mais rigorosas de governança e gestão de projetos, alinhadas ao ambiente de maior pressão financeira.
Eficiência se torna fator central de competitividade no agro
O atual cenário reforça uma mudança estrutural no comportamento do agronegócio brasileiro. Com crédito mais caro e menor espaço para erro, a eficiência operacional, a disciplina financeira e a priorização de investimentos com retorno claro passam a ser determinantes para a competitividade do setor nos próximos ciclos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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