AGRONEGÓCIO
Mercado de arroz travado no Brasil eleva risco de queda nos preços e pressiona produtores
AGRONEGÓCIO
Mercado de arroz segue sem liquidez e dificulta formação de preços
O mercado brasileiro de arroz atravessa um período de forte retração nas negociações, marcado pela baixa liquidez e ausência de formação consistente de preços. A avaliação é do analista da Safras & Mercado, Evandro Oliveira.
Segundo ele, o cenário atual reflete um “travamento operacional”, no qual compradores e vendedores permanecem afastados, dificultando a realização de negócios efetivos.
Cotações nominais não refletem negócios reais
Apesar de os preços apresentarem relativa estabilidade nominal, não há validação consistente por meio de negociações no mercado físico.
Atualmente, as referências indicam:
- Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul: entre R$ 61 e R$ 63 por saca de 50 kg (FOB)
- Santa Catarina: entre R$ 57 e R$ 62 por saca
- Centro-Norte (TO/MT): cerca de R$ 100 por saca de 60 kg
Sem negócios concretos, esses valores funcionam apenas como referência, sem refletir efetivamente a dinâmica de mercado.
Produtores retêm oferta à espera de melhores preços
Do lado da oferta, produtores adotam uma estratégia de retenção, mantendo o arroz armazenado na expectativa de melhores preços.
A decisão é sustentada por margens ainda abaixo do ponto de equilíbrio, o que desestimula a comercialização nos níveis atuais.
Pressão financeira aumenta risco de venda forçada
Apesar da retenção, o cenário financeiro nas propriedades começa a se deteriorar. O avanço de custos e o acúmulo de passivos elevam a pressão sobre o fluxo de caixa.
Segundo o analista, esse movimento pode resultar em liquidações forçadas no futuro, ampliando o risco de queda nos preços.
Políticas públicas têm efeito limitado no mercado
No campo institucional, os mecanismos de apoio como o PEP e o PEPRO — voltados à equalização de preços e escoamento da produção — funcionam como um suporte momentâneo.
No entanto, a avaliação técnica é de que esses instrumentos têm alcance limitado, especialmente por estarem baseados em preços mínimos defasados em relação aos custos atuais de produção.
“Podem destravar fluxos pontuais, mas não promovem uma reprecificação estrutural do mercado”, aponta Oliveira.
Mercado depende de fatores externos para destravar negociações
O ritmo das negociações segue condicionado a três fatores principais:
- Definição das políticas de apoio (PEP/PEPRO)
- Comportamento do câmbio
- Estabilização do cenário internacional
Enquanto esses vetores não se definem, o mercado permanece em compasso de espera, sem dinamismo nas transações.
Preços mostram recuperação no curto prazo, mas acumulam perdas no ano
A média da saca de 50 quilos no Rio Grande do Sul (com 58% a 62% de grãos inteiros e pagamento à vista) foi cotada a R$ 64,33, com alta de 1,88% na semana.
No comparativo mensal, o avanço chega a 5,10%. No entanto, no acumulado anual, o produto ainda registra desvalorização de 16,60%.
Risco de desalinhamento de preços preocupa o setor
Com oferta represada, baixa liquidez e pressão financeira crescente, o mercado de arroz pode enfrentar um desalinhamento mais acentuado de preços nos próximos meses.
Caso haja aumento das vendas forçadas, o setor pode registrar novas quedas, ampliando os desafios para produtores e agentes da cadeia produtiva.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Mudanças climáticas impactam suinocultura e exigem novas estratégias nutricionais, aponta pesquisa da UFMG
As mudanças climáticas e o aumento das temperaturas médias vêm afetando diretamente o desempenho da suinocultura global. O avanço das ondas de calor já é considerado um dos principais desafios da atividade, com impactos sobre bem-estar, saúde e produtividade dos animais.
O tema foi destacado pelo professor e pesquisador Bruno Silva, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), referência em bioclimatologia animal e nutrição de suínos.
Estresse térmico é o principal limitante da produção de suínos
Segundo o pesquisador, o ambiente térmico tornou-se o principal fator limitante da produção suinícola atualmente.
Os suínos são altamente sensíveis ao calor devido ao fato de possuírem glândulas sudoríparas pouco desenvolvidas. Quando expostos a temperaturas acima da zona de conforto térmico, que varia entre 16°C e 21°C para matrizes e entre 26°C e 34°C para leitões, os animais apresentam queda de desempenho e maior vulnerabilidade fisiológica.
O estresse térmico provoca redução no consumo de alimentos, compromete a integridade intestinal e altera o metabolismo, afetando diretamente a eficiência produtiva.
Perdas econômicas globais com calor na suinocultura
O impacto do calor na produção suinícola já tem reflexos econômicos significativos em nível global.
Nos Estados Unidos, as perdas relacionadas ao estresse térmico em suínos alcançaram cerca de US$ 400 milhões em 2024. No Brasil, onde altas temperaturas são frequentes, os prejuízos estimados variam entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões no mesmo período.
De acordo com Bruno Silva, além das mudanças climáticas, o avanço genético das fêmeas modernas também contribui para esse cenário. Animais mais produtivos geram maior calor metabólico, tornando-se mais sensíveis às variações de temperatura.
Nutrição adaptada é estratégia para reduzir impactos do calor
Diante desse cenário, o pesquisador destaca a necessidade de ajustes nutricionais como forma de reduzir os efeitos do estresse térmico.
Entre as principais estratégias estão a redução da proteína bruta na dieta e o uso de aditivos e nutrientes específicos. O objetivo é diminuir o efeito termogênico da alimentação e auxiliar na manutenção da homeostase metabólica e da integridade intestinal dos animais.
Livro técnico reúne estratégias para suinocultura moderna
Nutrição e Estratégias de Produção para as Matrizes Suínas de Hoje reúne contribuições de diversos pesquisadores, incluindo Bruno Silva.
A obra foi lançada pela Novus, referência internacional em nutrição animal inteligente.
Segundo o pesquisador, a publicação representa um marco na atualização do conhecimento científico sobre matrizes suínas modernas, reunindo trabalhos de diferentes grupos de pesquisa ao redor do mundo.
Ele destaca ainda que o livro consolida informações fundamentais para nutricionistas e profissionais da área, ao reunir avanços recentes em manejo e nutrição voltados à suinocultura de alta eficiência.
Suinocultura entra em nova fase de adaptação climática
O aumento das temperaturas e a intensificação do estresse térmico reforçam a necessidade de adaptação da cadeia produtiva. Nesse contexto, a combinação entre genética, manejo, ambiência e nutrição torna-se cada vez mais essencial para manter eficiência produtiva e bem-estar animal em cenários climáticos mais extremos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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