AGRONEGÓCIO
Soja tem terceira alta consecutiva em novembro, mas sinaliza enfraquecimento em dezembro, aponta Itaú BBA
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Preços da soja sobem em novembro, mas iniciam dezembro com leve queda
O relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, apontou que a soja registrou em novembro sua terceira alta consecutiva na Bolsa de Chicago (CBOT), com valorização de 8,4% em relação a outubro, atingindo US$ 11,21 por bushel.
O movimento foi impulsionado pela retomada das compras chinesas de soja americana, que destravaram o comércio entre os dois países. Apenas em novembro, as aquisições chinesas com embarque previsto para janeiro e fevereiro somaram 4,5 milhões de toneladas, representando 37% do total prometido — de 12 milhões de toneladas.
Entretanto, nos primeiros dez dias de dezembro, o mercado apresentou leve retração de 0,2%, com a cotação média caindo para US$ 11,18/bu, sinalizando um possível enfraquecimento dos preços após o pico observado no mês anterior.
Mercado interno registra queda nas cotações
No mercado brasileiro, os preços apresentaram comportamento distinto entre as praças. Em Sorriso (MT), uma das principais referências nacionais, o valor da saca recuou 1,2% em novembro, fechando o mês a R$ 118,50, e iniciou dezembro com nova queda, cotado a R$ 117/sc, redução adicional de 1,1%.
O plantio segue em fase final, mas com chuvas irregulares e ritmo abaixo do esperado, o que tem gerado atrasos em algumas regiões e pode impactar a janela de cultivo do milho segunda safra.
Clima irregular e influência do La Niña preocupam produtores
De acordo com o relatório, o fenômeno La Niña deve atingir seu pico em dezembro, trazendo maior volume de chuvas para o Centro-Norte do país e redução no Sul, padrão que já vem sendo observado nas primeiras semanas do mês.
A expectativa é de que o fenômeno perca força no primeiro trimestre de 2026, o que pode favorecer a regularização do regime de chuvas. O Itaú BBA alerta, porém, que dezembro será decisivo para o desempenho da safra brasileira, especialmente em regiões que ainda enfrentam déficit hídrico.
USDA mantém balanço estável e Argentina reduz impostos de exportação
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) manteve inalteradas suas projeções para produção, exportação e estoques finais da safra americana 2025/26, apesar da indicação de embarques abaixo do esperado. O órgão elevou, entretanto, a estimativa dos estoques globais de soja para 122,4 milhões de toneladas, ligeiramente acima do relatório anterior, mas ainda abaixo do volume registrado no ano passado.
Na Argentina, o governo anunciou uma redução permanente nas alíquotas de exportação de grãos e derivados, como medida para aliviar a carga tributária do setor agropecuário. A taxa da soja caiu de 26% para 24%, enquanto os subprodutos passaram de 24,5% para 22,5%.
A medida busca estimular as vendas dos produtores argentinos, em um cenário de queda de 62% na receita cambial do país, que somou US$ 759,7 milhões em novembro.
Brasil pode atingir novo recorde de produção
Mesmo com as chuvas irregulares e atrasos no plantio, o Itaú BBA mantém expectativa positiva para a safra brasileira, projetando produção recorde de 178 milhões de toneladas.
A consultoria também prevê crescimento da demanda interna e externa, estimadas em 64,2 milhões de toneladas e 112 milhões de toneladas, respectivamente. Apesar disso, o relatório indica que os estoques devem voltar a crescer, refletindo o alto volume de produção e a recuperação gradual do ritmo de exportações.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Soja despenca em Chicago, trava negócios no Brasil e mantém preços estáveis no mercado físico
A forte desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) marcou o mercado ao longo da semana e contribuiu para a paralisação das negociações no Brasil. Mesmo com a valorização do dólar frente ao real, o recuo das cotações internacionais reduziu o interesse dos agentes do mercado e manteve a comercialização em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país.
A combinação entre a queda expressiva em Chicago e o feriado da última quinta-feira diminuiu a liquidez do mercado brasileiro. Como resultado, os preços da oleaginosa permaneceram praticamente inalterados nos principais polos de comercialização.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu cotada a R$ 126,00 durante toda a semana. Em Cascavel (PR), o valor permaneceu em R$ 121,00 por saca. Já em Rondonópolis (MT), a referência ficou em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), importante termômetro das exportações brasileiras, a cotação se manteve em R$ 132,00 por saca.
Chicago atinge menor nível desde fevereiro
Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho, os mais negociados do mercado, acumularam perdas superiores a 5% na semana. Na manhã desta sexta-feira (5), o contrato era negociado a US$ 11,26 por bushel, o menor patamar registrado desde o início de fevereiro.
A pressão baixista está diretamente relacionada aos fundamentos globais da oferta. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem beneficiando o desenvolvimento das lavouras, reforçando as expectativas de uma safra cheia na temporada 2026/27.
Além disso, o mercado já começa a revisar para cima as projeções de produtividade das lavouras norte-americanas. O cenário se soma às safras robustas colhidas recentemente por Brasil e Argentina, ampliando a disponibilidade global da commodity e aumentando a pressão sobre os preços internacionais.
Demanda chinesa ainda decepciona mercado
Pelo lado da demanda, os investidores seguem atentos ao comportamento das importações chinesas. Apesar do acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos em maio, o mercado ainda não observa uma retomada consistente das compras chinesas de soja norte-americana.
A ausência desse movimento limita o potencial de recuperação das cotações e reforça o ambiente de cautela entre os participantes do mercado internacional.
Relatório do USDA e tensão geopolítica seguem no radar
Nas próximas semanas, dois fatores devem continuar influenciando os preços da soja.
O primeiro é o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira, dia 11. O documento poderá trazer novas revisões para produção, estoques e exportações da oleaginosa.
O segundo fator é a escalada das tensões no Oriente Médio, que continua gerando volatilidade nos mercados financeiros e energéticos. O impacto sobre os preços do petróleo e o comportamento dos investidores permanecem no centro das atenções.
Dólar sobe, mas não consegue compensar perdas externas
No mercado cambial, o dólar apresentou valorização ao longo da semana, impulsionado pelas incertezas geopolíticas, preocupações com a inflação global e pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.
A moeda norte-americana avançou cerca de 1,4% frente ao real no período, voltando ao patamar de R$ 5,12.
Apesar do movimento favorável para as exportações brasileiras, a alta do câmbio não foi suficiente para neutralizar o impacto negativo provocado pela forte queda das cotações em Chicago, mantendo o mercado doméstico praticamente paralisado e com poucas alterações nos preços da soja.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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