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3º Congresso Internacional de Girolando discute desafios e oportunidades do mercado global de leite

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Cenário desafiador exige inovação e gestão eficiente

O mercado global de lácteos enfrenta um final de 2025 marcado por queda nos preços do leite, aumento das importações e retração do consumo interno. Diante desse contexto, produtores rurais têm buscado gestão eficiente e tecnologias inovadoras para garantir maior rentabilidade.

O 3º Congresso Internacional de Girolando, que será realizado de 12 a 14 de novembro no Center Convention, em Uberlândia/MG, reunirá especialistas de diversos países para discutir tendências e soluções para a cadeia produtiva do leite. As inscrições permanecem abertas no site oficial: https://congresso.girolando.com.br/pt.

Palestras destacam tecnologia, gestão e inovação na pecuária leiteira

A jornalista Kellen Severo, especialista em agronegócio, fará a palestra magna do Congresso em 12 de novembro, ressaltando que novas tecnologias podem melhorar a produção, saúde do rebanho e reduzir problemas relacionados à falta de mão de obra.

No dia 13 de novembro, o diretor-presidente da Clínica do Leite, Paulo Fernando Machado, abordará a gestão financeira na pecuária leiteira, destacando que, independentemente do cenário econômico, é essencial controlar os custos da fazenda e aplicar de forma segura os recursos disponíveis.

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Na sequência, o pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Glauco Carvalho, apresentará perspectivas globais do setor, alertando que, apesar das expectativas de redução de importações pelo Brasil no segundo semestre, o mercado ainda registra volumes elevados.

Temas variados para atualização da cadeia produtiva

O Congresso também contará com palestras sobre:

  • Melhoramento genético e mercado de touros
  • Bem-estar animal e sucessão familiar
  • Gestão de dados e mercado de carbono
Inteligência artificial na produção leiteira

O objetivo é oferecer soluções práticas e estratégicas para que os produtores possam aumentar eficiência, sustentabilidade e competitividade da pecuária leiteira brasileira.

Premiação para trabalhos científicos sobre a raça Girolando

O evento inclui a Sessão de Pôsteres, com 40 trabalhos científicos inscritos por universidades e centros de pesquisa. As áreas abordam melhoramento genético, reprodução, pastagens e inovação na pecuária leiteira.

Os três melhores trabalhos serão premiados no encerramento do Congresso:

  • 1º lugar: R$ 5.000,00
  • 2º lugar: R$ 3.000,00
  • 3º lugar: R$ 2.000,00

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

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Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

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É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

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O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

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