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Governo do Acre reforça apoio às aldeias atingidas por enchente na Terra Indígena do rio Gregório, em Tarauacá

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Gestores da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e de Povos Indígenas (Sepi) estiveram nesta quarta-feira, 29, na Terra Indígena do rio Gregório, no município de Tarauacá, para dialogar com as lideranças e acompanhar de perto os impactos da enchente que, ao longo desta semana, atingiu as 18 aldeias dos povos Yawanawa e Noke Ko’í.

A visita integra a força-tarefa do governo do Estado, estruturada para assegurar uma resposta rápida, coordenada e eficaz às comunidades impactadas pela elevação do nível do Rio Gregório. A mobilização ocorre por determinação direta da governadora Mailza Assis, que, desde o último sábado, 26, acompanha de perto os desdobramentos da situação e tem acionado equipes para atuação imediata nas áreas atingidas.

Governo do Acre reforça apoio às aldeias atingidas por enchente na Terra Indígena do rio Gregório, em Tarauacá. Foto: Emanoel Farias/Sema

A cheia resultou em alagamentos de moradias, em prejuízos significativos às roças, em perdas na criação de peixes em açudes e em danos à produção de subsistência, afetando diretamente a segurança alimentar de famílias ribeirinhas e indígenas da região.

Durante a agenda, os gestores estaduais dialogaram com as lideranças indígenas, promovendo uma escuta qualificada para o levantamento das principais demandas. Entre as necessidades apresentadas estão o envio de cestas básicas e de água potável, materiais de construção para a reconstrução das moradias, além de apoio à reestruturação das atividades produtivas.

Gestores da Sema e da Sepi realizaram escuta qualificada com as comunidades para levantar as principais demandas. Foto: Emanoel Farias/Sema

Para além da assistência emergencial, o governo do Estado pretende avançar na construção de estratégias de médio e longo prazo, com foco na adaptação às mudanças climáticas, diante da recorrência de eventos extremos. A proposta é elaborar, de forma integrada com outros órgãos governamentais e em diálogo permanente com as comunidades, um plano de fortalecimento da resiliência do território, contemplando melhorias na infraestrutura, a recuperação das áreas atingidas e a reorganização das estruturas comunitárias.

A missão também tem como objetivo prestar assistência às famílias afetadas pela cheia que integram o Complexo de Florestas Estaduais do rio Gregório (Cferg).

O secretário de Estado do Meio Ambiente, Leonardo Carvalho, explicou que a visita teve como principal objetivo ouvir as lideranças e alinhar medidas de apoio às comunidades atingidas pelas enchentes.

Secretário de Estado do Meio Ambiente, Leonardo Carvalho, destaca o diálogo como importante ferramenta para atender às demandas das comunidades. Foto: Emanoel Farias/Sema

“O governo do Estado se coloca na posição de ouvir para entender como pode contribuir de forma efetiva. Neste primeiro momento, estamos garantindo apoio emergencial, com envio de cestas básicas e água potável. Também já iniciamos a construção de um plano de trabalho mais estruturado: vamos avançar na eloaboração de um plano de adaptação às mudanças climáticas, além de medidas de reconstrução, recuperação das áreas atingidas, apoio à retomada da produção e reestruturação das comunidades.”

A secretária dos Povos Indígenas, Francisca Arara, destacou que o governo do Estado mantém presença constante nos territórios afetados pelas enchentes, com foco na escuta das comunidades e no encaminhamento das demandas apresentadas.

Secretária de Estado dos Povos Indígenas, Francisca Arara, acredita que o trabalho em conjunto das secretarias pode garantir respostas rápidas às demandas das aldeias visitadas. Foto: Emanoel Farias/Sema

“Ouvimos 11 aldeias da Terra Indígena do rio Gregório para compreender os danos causados por essa enchente. Também vamos dialogar com o povo Nawa, que igualmente foi afetado. O governo do Acre tem se faz presente nos territórios, mantendo diálogo direto com as lideranças. As demandas apresentadas serão encaminhadas às instâncias competentes, seja nas áreas de energia, de abastecimento de água ou de segurança alimentar, para que possamos garantir respostas rápidas e efetivas às comunidades impactadas por essa enchente.

Para a líder do Povo Yawanawa, Tashka Peshaho Yawanawa, a enchente registrada neste mês é um marco preocupante na história do território.

Líder do Povo Yawanawa, Tashka Peshaho Yawanawa, acredita que os povos indígenas são os mais afetados pelas mudanças climáticas. Foto: Emanoel Farias/Sema

“Abril costuma marcar o início do verão amazônico, quando as águas começam a baixar, mas, neste ano, ocorre uma situação inédita. Isso mostra claramente os impactos das mudanças climáticas. Os povos indígenas estão na linha de frente e são os mais afetados. Por isso, precisamos repensar nosso modo de viver e fortalecer estratégias de adaptação. Agradecemos a presença do governo, com a qual pudemos apresentar nossas necessidades e iniciar um planejamento conjunto.”

Durante a visita da equipe do governo do Estado às comunidades afetadas pela cheia do rio, a liderança Leda Yawanawa, da aldeia Matrichan, destacou a importância do apoio neste momento crítico para as famílias indígenas.

Para a liderança Leda Yawanawa, da aldeia Matrichan, a presença do governo no território é essencial para enfrentar as consequências da enchente. Foto: Emanoel Farias/Sema

“Eu estou muito feliz em receber a equipe do governo do Estado aqui para nos ajudar e nos apoiar nessa enchente que causou um problema muito sério. Essa mudança climática é muito difícil para nós. A conversa que tivemos foi muito importante porque precisamos desse apoio agora, pois a água foi afetada e não está adequada para o consumo. A saúde pode piorar, e as pessoas podem adoecer cada vez mais”.

As ações mobilizam diversos órgãos do governo estadual, entre eles a Sema, a Sepi, a Casa Civil e a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), além de forças de segurança e prefeituras locais.

A articulação também envolve organizações indígenas e parceiros institucionais, com atuação integrada tanto no atendimento emergencial às famílias atingidas quanto na reconstrução das áreas afetadas e no fortalecimento da resiliência das comunidades diante de eventos climáticos extremos.

Fonte: Governo AC

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Em Feijó, governadora Mailza autoriza construção de 25 unidades habitacionais

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Em mais uma ação voltada à promoção da dignidade e melhoria da qualidade de vida das famílias acreanas, a governadora Mailza Assis assinou, nesta quinta-feira, 30, a ordem de serviço para a construção de 25 unidades habitacionais em Feijó. A iniciativa integra o programa Minha Casa, Minha Vida e será executada pela Secretaria de Estado de Habitação e Urbanização (Sehurb).

Governadora assinou a ordem de serviço nesta quinta-feira, 30, na Escola de Ensino Médio José Gurgel. Foto: Ingrid Kelly/Secom

Com investimento total de R$ 4.998.214,10, sendo repasses dos governos estadual e federal, o projeto vai além da construção das moradias e contempla a implantação de infraestrutura urbana completa, com pavimentação, drenagem pluvial, redes de abastecimento de água e esgotamento sanitário, além de calçadas acessíveis e sinalização viária.

A chefe do Executivo estadual, Mailza Assis, declarou que a iniciativa representa um avanço significativo na política habitacional do estado, ao promover dignidade, inclusão social e qualidade de vida para a população do município.

“Um governo forte e humano é aquele que atende aos anseios da população. Nós ouvimos o clamor de quem mais precisa e, aqui em Feijó, com suas características, essas unidades habitacionais eram necessárias para garantir dignidade às pessoas”, ressaltou.

Governadora aproveitou o momento para reafirmar seu compromisso com toda a população. Foto: Ingrid Kelly/Secom

Além disso, a gestora afirmou que o momento tem um significado especial em sua trajetória pessoal e política, destacando que, como mulher, reconhece a importância de contribuir para a realização do sonho da casa própria por parte de famílias que necessitam de um lar digno para viver.

“Estar aqui, abraçando a população, é uma grande realização para nós. Sabemos que ainda há muito a fazer, mas estou aqui, como governadora, reafirmando meu compromisso com a população e com esta cidade, para seguir trabalhando e ajudando a todos, com base no planejamento que temos”, frisou Mailza.

Em seu discurso, Mailza Assis reforçou a importância de garantir dignidade a todos. Foto: Ingrid Kelly/Secom

Aos 59 anos, Antônia Rodrigues faz parte da parcela da população brasileira que ainda sonha com a casa própria. A moradora de Feijó conta que esse é um desejo que representa mais do que estabilidade, porque é chance de deixar para trás o aluguel.

“Esse momento representa um ponto de esperança de que vou conseguir minha casa. É um bom trabalho que o governo está fazendo, porque muitos não têm condições. Com apenas o salário, não dá para fazer isso”, afirmou Antônia.

Antônia Rodrigues sonha com a casa própria e viu uma luz de esperança. Foto: Carlos André/Secom

Processo de inscrição

Durante a cerimônia, diversas pessoas compareceram em busca da oportunidade de conquistar uma moradia. Para atender à demanda, uma equipe da Sehurb esteve disponível no local, oferecendo orientações e esclarecendo dúvidas dos interessados em participar do processo de seleção.

Servidores estavam disponíveis para sanar dúvidas da população. Foto: Ingrid Kelly/Secom

Reconhecendo que parte da população pode não ter acesso à internet, o governo do Estado também disponibilizou tablets para que os interessados pudessem realizar a inscrição durante o evento. Para a titular da Sehurb, Samilca França, trata-se de um momento histórico para o município.

“Quem tiver interesse pode acessar os canais oficiais da Sehurb e encontrar o endereço eletrônico para inscrição. As informações são autodeclaratórias e a população as preenche corretamente no sistema. Quando a pessoa é sorteada, precisa comprovar os dados fornecidos”, pontuou a secretária.

Samilca é secretária da Sehurb e destacou o trabalho da pasta. Foto: Ingrid Kelly/Secom

Samilca França também destacou que há um público-alvo com prioridade na seleção: “Há um grupo prioritário, formado por mulheres sob medida protetiva, famílias com idosos ou pessoas com deficiência.”

Fonte: Governo AC

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