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BNDES financia R$ 83,96 milhões para biotecnologia e impulsiona sementes sintéticas de cana-de-açúcar no Brasil

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamentos que somam R$ 83,96 milhões para três projetos estratégicos do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), referência global em pesquisa e inovação na cana-de-açúcar.

As iniciativas incluem o desenvolvimento de sementes sintéticas de cana-de-açúcar, a implantação de uma planta industrial de demonstração e a criação de uma variedade resistente ao besouro Sphenophorus levis, conhecido como bicudo-da-cana.

Investimento total ultrapassa R$ 165 milhões

Os recursos serão viabilizados pela linha BNDES Mais Inovação e poderão ser aplicados em obras civis, aquisição de equipamentos, serviços técnicos especializados em pesquisa e desenvolvimento, além de custos operacionais.

No total, os três projetos somam R$ 165,54 milhões, com participação adicional da Finep (R$ 72,9 milhões) e do próprio CTC (R$ 8,68 milhões).

Sementes sintéticas podem transformar o plantio de cana

A principal inovação do pacote é o desenvolvimento das sementes sintéticas de cana-de-açúcar, tecnologia que promete mudar o modelo tradicional de plantio da cultura no Brasil.

Hoje, o sistema convencional utiliza grandes volumes de colmos e máquinas pesadas, o que gera alto custo operacional, consumo elevado de combustível e impactos como compactação do solo e erosão.

Com a nova tecnologia, o plantio passaria a se assemelhar ao de culturas como soja e milho, utilizando cerca de 400 kg de sementes sintéticas por hectare.

Entre os benefícios esperados estão:

  • Redução da compactação do solo
  • Menor consumo de combustíveis e insumos
  • Diminuição do uso de água no plantio
  • Eliminação de viveiros de colmos
  • Maior rapidez na renovação dos canaviais
  • Aumento da produtividade agrícola
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As sementes são produzidas in vitro e envolvidas por uma estrutura protetiva que permite armazenamento, transporte e plantio mecanizado, além de já serem livres de doenças.

Planta-piloto será instalada em Piracicaba (SP)

Parte do investimento será destinada à implantação da primeira planta industrial de demonstração de sementes sintéticas, na Fazenda Santo Antônio, sede do CTC em Piracicaba (SP).

A unidade ocupará 10 mil metros quadrados e terá capacidade inicial para produzir sementes suficientes para até 500 hectares de cana por ano. A operação deve gerar 72 novos empregos diretos.

Segundo o CEO do CTC, César Barros, a tecnologia representa uma mudança estrutural no setor.

“Estamos dando um passo fundamental para colher os resultados dessa tecnologia. O uso da semente sintética será uma disrupção no plantio da cana, com ganhos de produtividade, margens agroindustriais e redução de emissões”, afirmou.

Pesquisa busca ampliar eficiência e escala da tecnologia

Outro eixo do investimento prevê avanços na qualidade das sementes sintéticas, com foco em maior taxa de germinação, maior seletividade do material biológico e ampliação da vida útil, permitindo armazenamento prolongado e logística mais eficiente.

A meta é expandir o alcance da tecnologia para produtores em regiões mais distantes dos centros de produção.

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Nova variedade combate principal praga da cana no Brasil

O terceiro projeto apoiado pelo BNDES envolve o desenvolvimento de variedades de cana-de-açúcar resistentes a insetos, com destaque para o Sphenophorus levis, o bicudo-da-cana.

A praga é uma das mais agressivas à cultura no país, com registros significativos em estados como São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, podendo levar à morte da planta e perdas expressivas de produtividade.

CTC reforça papel estratégico na inovação do agro

Fundado em 1969, o CTC é hoje uma das principais instituições de pesquisa em biotecnologia agrícola do mundo. A entidade tem participação relevante no desenvolvimento de variedades de cana que respondem por cerca de 31% da produção nacional.

Com histórico ligado ao Programa Nacional do Álcool (Proálcool), o centro evoluiu para uma sociedade anônima com forte atuação em melhoramento genético, biotecnologia e soluções sustentáveis para o setor sucroenergético.

A instituição também foi responsável pela primeira cana geneticamente modificada do mundo, aprovada em 2017 pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), resistente à broca-da-cana (Diatraea saccharalis).

Inovação e sustentabilidade no centro da estratégia

Com os novos investimentos, o CTC reforça sua atuação em tecnologias voltadas à eficiência produtiva, redução de custos e menor impacto ambiental, alinhadas às demandas globais por sustentabilidade e transição energética no agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Investimentos em logística e transportes no Brasil atingem R$ 76,5 bilhões e batem recorde em 11 anos

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Os investimentos em infraestrutura de transportes e logística no Brasil alcançaram R$ 76,5 bilhões em 2025, o maior volume registrado nos últimos 11 anos. Os dados, divulgados pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), evidenciam uma retomada consistente dos aportes públicos e privados no setor, com impactos diretos na eficiência logística e no escoamento da produção agropecuária.

O resultado marca um novo ciclo de expansão, sustentado principalmente pela maior participação da iniciativa privada e pela consolidação de projetos estruturados de longo prazo.

Aportes ganham escala nos últimos anos

A evolução recente dos investimentos mostra uma mudança significativa no ritmo de crescimento. Entre 2019 e 2022, os aportes somaram pouco mais de R$ 138 bilhões, com média anual de cerca de R$ 33 bilhões.

Já no período mais recente, entre 2023 e 2025, o volume superou R$ 200 bilhões, com média anual acima de R$ 65 bilhões — praticamente o dobro do ciclo anterior.

Esse avanço reflete um ambiente mais favorável ao investimento, com maior segurança jurídica e ampliação das concessões e parcerias público-privadas.

Setor privado lidera investimentos

O protagonismo da iniciativa privada tem sido decisivo para esse crescimento. Em 2025, cerca de R$ 53,6 bilhões dos investimentos em infraestrutura vieram de empresas privadas, consolidando um modelo baseado em concessões e parcerias.

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No setor portuário, foram viabilizados R$ 7,8 bilhões em autorizações e contratos apenas em 2025. No acumulado de 2023 a 2025, os investimentos chegaram a R$ 38,8 bilhões, representando um crescimento superior a 400% em relação ao período anterior.

Já os investimentos públicos no setor portuário somaram R$ 3,1 bilhões no mesmo intervalo, com avanço de 120%.

Aviação e hidrovias também avançam

Na aviação civil, o setor também registrou expansão relevante, com R$ 8,7 bilhões em investimentos privados entre 2023 e 2025. Projetos de ampliação da infraestrutura regional, como programas de concessão de aeroportos, contribuíram para interiorizar o desenvolvimento logístico.

As hidrovias, consideradas estratégicas para redução de custos no transporte de cargas, receberam cerca de R$ 1,3 bilhão em investimentos no período, fortalecendo a integração regional e ampliando a competitividade logística.

Movimentação de cargas bate recordes

Os efeitos dos investimentos já são visíveis nos indicadores operacionais. Em 2025, a movimentação nos portos brasileiros atingiu aproximadamente 1,35 bilhão de toneladas, o maior volume dos últimos sete anos.

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No transporte hidroviário, o país registrou recorde histórico, com cerca de 140 milhões de toneladas movimentadas. Já a cabotagem — transporte entre portos nacionais — também apresentou crescimento expressivo, alcançando 223 milhões de toneladas.

Aviação registra maior fluxo de passageiros da história

O setor aéreo acompanhou essa expansão, com cerca de 130 milhões de passageiros transportados em 2025 — o maior volume já registrado no país. O crescimento reflete a recuperação da demanda e a ampliação da malha aérea, especialmente em regiões fora dos grandes centros.

Impactos diretos no agronegócio

O avanço da infraestrutura logística tem papel estratégico para o agronegócio brasileiro, especialmente na redução de custos de transporte e no aumento da competitividade internacional.

Com melhorias em portos, rodovias, aeroportos e hidrovias, o escoamento da produção agrícola tende a se tornar mais eficiente, reduzindo gargalos históricos e ampliando a capacidade de exportação.

O cenário indica que, com a continuidade dos investimentos, o Brasil pode consolidar uma logística mais moderna e integrada, fundamental para sustentar o crescimento do agro e da economia como um todo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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