RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Preço da mandioca recua com avanço da oferta e pressão sobre fecularias, aponta Cepea

Publicados

AGRONEGÓCIO

O mercado brasileiro de mandioca segue enfrentando pressão nos preços diante do aumento da oferta de matéria-prima nas principais regiões produtoras do país. Segundo levantamento do Cepea, o avanço da colheita e a intensificação das vendas por parte dos produtores ampliaram a disponibilidade da raiz para a indústria, provocando recuo nas cotações ao longo da última semana.

De acordo com o Centro de Pesquisas, muitos mandiocultores aceleraram a comercialização em busca de capitalização imediata ou para liberar áreas destinadas a outras atividades agrícolas. Com isso, o volume ofertado em diversas praças acabou superando a demanda das fecularias, cenário que contribuiu para a queda dos preços da mandioca.

O movimento de procura por agendamentos para entrega da raiz também segue elevado, principalmente para os próximos dois meses. Na avaliação do Cepea, esse comportamento reforça a expectativa de continuidade da oferta elevada durante o avanço da safra, o que pode intensificar ainda mais a pressão baixista sobre o mercado.

Pico da safra pode ampliar desvalorização

Analistas do setor observam que o período de pico da safra tende a aumentar a disponibilidade de mandioca no mercado interno, especialmente em regiões com maior concentração de indústrias processadoras. Caso a demanda industrial permaneça em ritmo moderado, os preços podem registrar novas quedas nas próximas semanas.

Leia Também:  Produção de azeite de oliva recua em 2025, mas setor prevê retomada no próximo ciclo

Além da maior oferta, o setor acompanha com atenção o comportamento da indústria de fécula, que vem operando de forma cautelosa diante das margens mais apertadas e do mercado ainda seletivo para derivados.

Produtores já projetam redução de área em 2026/27

Outro fator que começa a ganhar relevância no setor é o planejamento da próxima temporada. Segundo o Cepea, produtores de regiões do Paraná e de Mato Grosso do Sul já iniciaram o plantio da safra 2026/27 com perspectiva de redução de área cultivada.

A decisão reflete, principalmente, a perda de rentabilidade observada nas últimas temporadas, além dos custos de produção ainda elevados e da menor disponibilidade de crédito rural para investimento e custeio.

O cenário reforça a preocupação do setor produtivo em relação à sustentabilidade econômica da cultura, especialmente em um ambiente de preços mais baixos e margens comprimidas.

Mercado acompanha oferta e comportamento da indústria

Nos próximos meses, o desempenho do mercado da mandioca deverá continuar diretamente ligado ao ritmo da colheita, à capacidade de absorção da indústria e ao comportamento da demanda por derivados como fécula e farinha.

Leia Também:  Plena Alimentos cria 50 novas vagas em Porangatu (GO) e inicia exportação internacional de carne

Com a oferta elevada e os produtores buscando liquidez, a tendência é de manutenção da volatilidade nas cotações, especialmente durante o auge da safra brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Cúpula do agro liga inovação e rastreabilidade ao acesso a mercados

Publicados

em

Por

Acesso a mercados, rastreabilidade e uso de tecnologia para reduzir riscos estão no centro da proposta da Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro, a Citagro 2026, marcada para 16 de novembro, em São Paulo. O encontro pretende aproximar empresas, investidores e pesquisadores em torno da competitividade da produção brasileira.

A questão chega à porteira por meio das exigências dos compradores. Para cadeias que abastecem mercados com regras ambientais específicas, comprovar a origem da mercadoria e as condições de produção passa a integrar o trabalho de comercialização. Sistemas digitais de rastreabilidade ajudam a organizar as informações necessárias para atender a esses critérios.

Um exemplo é o Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR), cuja aplicação começa em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios operadores, segundo a Comissão Europeia. A norma abrange bovinos, soja, café, cacau, óleo de palma, borracha, madeira e determinados derivados. Para a maior parte dos micro e pequenos operadores, o prazo é 30 de junho de 2027.

As regras exigem comprovação de que os produtos foram obtidos conforme a legislação do país de origem e não estão associados a desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020. A verificação envolve informações sobre fornecedores e localização das áreas produtivas. Mesmo produtores brasileiros que vendem a uma cooperativa ou empresa intermediária recebem demandas por esses dados dos compradores.

Leia Também:  Preços da carne suína reagem com expectativa de maior consumo no fim do ano

Outra mudança é o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira da União Europeia (CBAM), em sua fase definitiva desde janeiro de 2026. Seu alcance inclui determinados fertilizantes e outros produtos industriais. Nesses casos, as emissões da fabricação entram no cálculo das obrigações dos importadores europeus, acrescentando uma variável ambiental à relação comercial.

O material de apresentação da Citagro também destaca a inteligência de mercado como instrumento para antecipar cenários. A proposta associa competitividade à capacidade de acompanhar mudanças tarifárias, exigências regulatórias e movimentos da demanda, usando essas informações no planejamento das empresas e na diversificação de destinos para a produção.

Para o produtor, essa discussão envolve decisões concretas: quais informações manter sobre a propriedade, quais tecnologias adotar e quais requisitos serão necessários para vender a determinados compradores. A conexão entre pesquisa e produção, outro eixo da iniciativa, busca aproximar o desenvolvimento de soluções das necessidades das cadeias agropecuárias e das regiões produtoras.

A apresentação defende ainda maior articulação entre empresas, governos e instituições de pesquisa nas negociações internacionais. O objetivo anunciado é combinar inovação no campo com participação brasileira na definição de padrões comerciais e ambientais que influenciam o acesso a mercados.

Leia Também:  Plena Alimentos cria 50 novas vagas em Porangatu (GO) e inicia exportação internacional de carne

Serviço

  • Evento: Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro — Citagro 2026
  • Data: 16 de novembro de 2026
  • Horário: das 18h às 22h
  • Cidade: São Paulo (SP)

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA