AGRONEGÓCIO
Safras reduz projeção da safra de trigo no Brasil em 2026/27 e alerta para aumento das importações
AGRONEGÓCIO
A nova estimativa da Safras & Mercado para a safra brasileira de trigo 2026/27 aponta forte retração na área cultivada e no potencial produtivo do cereal no país. O levantamento reflete um cenário de elevados custos de produção, rentabilidade reduzida e menor disposição dos produtores em investir na cultura.
Segundo a segunda pesquisa de intenção de plantio divulgada pela consultoria, a área destinada ao trigo deverá ficar em 1,943 milhão de hectares, retração de 17,3% em comparação aos 2,349 milhões de hectares registrados na temporada 2025/26.
Com isso, a produção potencial brasileira foi estimada em 6,155 milhões de toneladas, queda de 23,3% frente às 8,020 milhões de toneladas colhidas no ciclo anterior.
Custos altos e baixa rentabilidade pressionam produtores
De acordo com o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, o cenário econômico da cultura segue desfavorável para o produtor rural.
Segundo ele, os altos custos, especialmente dos fertilizantes, continuam pressionando as margens do trigo, enquanto os preços do cereal não apresentam recuperação suficiente para compensar os gastos da produção.
“O produtor chega à nova temporada pressionado pelos altos custos, especialmente dos fertilizantes, enquanto os preços do trigo seguem sem recuperação suficiente para recompor margens”, destacou Bento.
A consultoria avalia que as últimas safras foram marcadas por baixa rentabilidade, elevando o nível de endividamento no campo e reduzindo a capacidade de investimento em tecnologia, manejo e produtividade.
Além disso, o dólar em patamares mais baixos diminui a competitividade do trigo brasileiro frente ao produto importado e reduz o suporte aos preços internos.
Rio Grande do Sul e Paraná lideram retração da área
A maior redução projetada pela Safras concentra-se nos estados da Região Sul, principais produtores nacionais do cereal.
No Rio Grande do Sul, a área cultivada deve cair 23,8%, ficando em aproximadamente 800 mil hectares. A produção estimada para o estado foi projetada em 2,500 milhões de toneladas, recuo de 30,6% em relação à safra anterior.
Já no Paraná, a área destinada ao trigo deverá atingir 730 mil hectares, queda de 14,6%. A produção também deve recuar 21,4%, ficando em cerca de 2,200 milhões de toneladas.
Segundo a consultoria, muitos produtores avaliam reduzir investimentos na cultura ou até migrar parte das áreas para atividades consideradas menos arriscadas.
Clima segue no radar para a safra de trigo
Apesar da redução já projetada, a Safras & Mercado ressalta que os números ainda representam um potencial inicial de produção e não consideram eventuais perdas climáticas ao longo do ciclo.
O risco climático permanece como um dos principais fatores de atenção do mercado, principalmente diante da possibilidade de formação do fenômeno El Niño em 2026.
Mudanças nas condições climáticas podem afetar diretamente produtividade, qualidade do grão e desenvolvimento das lavouras nas regiões produtoras do Sul do país.
Brasil pode ampliar dependência das importações de trigo
Caso as projeções atuais se confirmem, o Brasil deverá aumentar significativamente sua necessidade de importação de trigo para atender o mercado interno.
Com produção estimada em apenas 6,155 milhões de toneladas, a necessidade de importações pode ultrapassar 8 milhões de toneladas na temporada 2026/27.
O cenário reforça a dependência brasileira do cereal importado, especialmente de países do Mercosul, como a Argentina.
Segundo Elcio Bento, parte dos produtores deve trabalhar com um pacote tecnológico mais enxuto na próxima temporada, priorizando redução de custos diante da incerteza econômica e climática.
“Parte dos produtores tende a reduzir área, migrar para culturas de menor risco ou trabalhar com um pacote tecnológico mais enxuto”, concluiu o analista.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações do Brasil para os EUA despencam em 2026 e agronegócio sente impacto em café, petróleo e suco de laranja
As exportações brasileiras para os Estados Unidos enfrentam um dos períodos mais desafiadores dos últimos anos. Dados divulgados pela Amcham Brasil mostram que as vendas do Brasil ao mercado norte-americano somaram US$ 10,9 bilhões entre janeiro e abril de 2026, queda de 16,7% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado representa o menor valor exportado para os EUA desde 2023.
A retração afeta diretamente importantes segmentos do agronegócio brasileiro, especialmente café, petróleo, suco de laranja, celulose e produtos siderúrgicos, em um cenário marcado por menor demanda americana, problemas de safra e aumento das barreiras comerciais.
Exportações caem pelo nono mês consecutivo
Somente em abril, as exportações brasileiras para os EUA totalizaram US$ 3,1 bilhões, com queda de 11,5% na comparação anual. Foi o nono mês consecutivo de retração nas vendas externas para o mercado americano.
Os principais responsáveis pela queda foram os embarques de petróleo bruto e café não torrado. As exportações de petróleo recuaram 45,6%, enquanto o café registrou queda de 46,1% em abril.
O suco de laranja também apresentou forte retração, com queda de 63,1% nas vendas mensais aos Estados Unidos.
Segundo o relatório, os produtos isentos de sobretaxas lideraram as perdas no mês, com retração de 25,2%, enquanto os produtos sujeitos a sobretaxas de 10% recuaram 7,6%.
Agronegócio perde espaço no mercado americano
Entre os principais produtos exportados pelo Brasil aos EUA no acumulado do ano, diversos itens ligados ao agronegócio apresentaram desempenho pior que o restante do mercado internacional.
As exportações de café não torrado caíram 37,7% entre janeiro e abril, enquanto os embarques de sucos de frutas despencaram 51,8%.
O petróleo bruto também sofreu forte retração, com queda de 44,1% nas exportações para os Estados Unidos no acumulado do ano.
Por outro lado, alguns segmentos conseguiram crescer mesmo em meio ao ambiente adverso. A carne bovina brasileira avançou 36,8% nas vendas aos EUA no primeiro quadrimestre, consolidando espaço no mercado americano.
Sobretaxas americanas seguem pressionando comércio
O relatório da Amcham destaca que as sobretaxas aplicadas pelos Estados Unidos continuam afetando o desempenho das exportações brasileiras, especialmente em produtos industriais e metalúrgicos.
Os produtos sujeitos à Seção 232 — mecanismo utilizado pelos EUA para aplicar tarifas sobre aço, alumínio e outros itens — registraram queda de 6,9% no acumulado do ano.
Entre os segmentos mais impactados estão cobre, caminhões e madeira. As exportações brasileiras de cobre para os EUA caíram quase 49% entre janeiro e abril.
Mesmo com parte das sobretaxas revisadas após decisão da Suprema Corte americana, o ambiente comercial segue desafiador para exportadores brasileiros.
Déficit comercial do Brasil com EUA aumenta 35%
A combinação entre queda nas exportações e redução menor das importações ampliou o déficit comercial brasileiro com os Estados Unidos.
No acumulado do primeiro quadrimestre de 2026, o saldo negativo do Brasil na relação bilateral chegou a US$ 1,3 bilhão, aumento de 35% frente ao mesmo período do ano passado.
As importações brasileiras originárias dos EUA também recuaram, somando US$ 12,2 bilhões entre janeiro e abril, queda de 13%.
China amplia liderança como principal destino das exportações brasileiras
Enquanto as vendas aos Estados Unidos recuam, a China amplia sua relevância no comércio exterior brasileiro.
Entre janeiro e abril, os embarques brasileiros para o mercado chinês cresceram 25,4%, alcançando US$ 35,6 bilhões.
Os EUA seguem como o segundo principal destino das exportações brasileiras, mas com desempenho muito inferior ao registrado em outros mercados estratégicos.
Cenário exige atenção do agronegócio exportador
O atual cenário reforça os desafios enfrentados pelo agronegócio brasileiro no comércio internacional em 2026. A combinação entre desaceleração da demanda americana, problemas climáticos, oscilações de preços e aumento das barreiras comerciais pressiona setores importantes da pauta exportadora nacional.
Especialistas avaliam que a diversificação de mercados e o fortalecimento das relações comerciais com Ásia e Oriente Médio devem ganhar ainda mais relevância nos próximos meses, diante do ambiente mais restritivo nas exportações para os Estados Unidos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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