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TJAC consolida políticas de equidade e enfrentamento ao racismo
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Ampliação de cotas, capacitações e atuação constante para a garantia de justiça e equidade
A equidade não deve ser tratada como uma campanha sazonal ou se restringir ao destaque dado em datas comemorativas. Ela exige um compromisso contínuo em todas as estações do ano. É preciso manter vigilância constante sobre preconceitos. Praticar a equidade significa reconhecer que as barreiras estruturais e as necessidades individuais não desaparecem ou são superadas por uma mobilização.
O Glossário da Justiça Plural, elaborado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), define que equidade de gênero e raça é: “Princípio que busca garantir condições justas, inclusivas e igualitárias para todas as pessoas, considerando desigualdades baseadas no gênero e na raça. Reconhece que essas desigualdades podem atuar de forma combinada, interseccional e, por isso, exige ações específicas para enfrentar discriminações estruturais que afetam especialmente mulheres negras, quilombolas, indígenas e outros grupos historicamente marginalizados”.

Antirracismo
No mês de junho, a Escola do Poder Judiciário (Esjud) ofertará o curso “Decisão Judicial com Perspectiva de Direitos Humanos: Gênero, Raça, Etnia e Vulnerabilidades Estruturais”. A formação será na modalidade a distância (EaD). As inscrições começam no dia 8 de junho, e as aulas, no dia 16 do mesmo mês. O conteúdo programático é composto pelos seguintes módulos: Identificação de casos estruturais e limites da neutralidade; Sistema Interamericano e controle de convencionalidade na prática; Racismo estrutural e perspectiva racial na jurisdição; Gênero, interseccionalidade e violências institucionais; e Diversidade cultural e decisões em contextos diferenciados.
Também estão disponíveis os cursos autoinstrucionais “Diversidade Étnico-Racial no Poder Judiciário do Acre”, “Direitos Humanos e Discriminação” e “Política de Prevenção ao Assédio e à Discriminação no Poder Judiciário do Acre” – todos com inscrições e certificações abertas durante todo o ano. Inscreva-se
No Prêmio CNJ de Qualidade, há o Indicador de Promoção de Equidade Racial, que analisa o cumprimento desta política judiciária. Estão entre os parâmetros avaliados as ações de capacitação específicas, a promoção de especialistas negros e o incentivo à magistratura.
Programa de Incentivo à Capacitação
No mês de abril, foi instituído o Programa de Incentivo à Capacitação de Pessoas Negras para o Ingresso na Magistratura, que consiste em um reembolso mensal de até R$ 500, dos gastos com educação preparatória. Para participar e receber o auxílio, a servidora ou o servidor deve ter sido aprovado no Exame Nacional da Magistratura (Enam), que está com edital em andamento.
Política de Equidade Racial
Em 2023, o CNJ lançou a Resolução n.° 519/2023, com diretrizes para promoção da igualdade racial no Judiciário brasileiro. Neste mesmo ano, o TJAC tornou signatário, formalizando o Termo de Adesão ao Pacto pela Equidade Racial.
Em 2024, o TJAC estabeleceu a Política de Equidade Racial, por meio da Resolução Cojus n.º 88, de 12 de agosto de 2024. A partir daí, a instituição estabeleceu a Comissão Permanente de Equidade Racial para o fortalecimento da representatividade, promoção de campanhas e aprofundamento da articulação interinstitucional.
Neste ano de 2026, outra inovação normativa regulamentada pelo Tribunal Pleno foi a Resolução nº 353, de 22 de abril de 2026, que atualizou a política de cotas para que a reserva seja de até 35% das vagas. Nesse sentido, o CNJ determinou que seja reservado o mínimo de 30% e, por conseguinte, a cota foi ultrapassada para o fortalecimento da inclusão. Saiba mais.
Por fim, é importante ressaltar o trabalho da Comissão de Heteroidentificação, que atua para a garantia da eficácia da política de cotas e para a coibição de fraudes. O processo de analisar as características fenotípicas assegura a aplicação das legislações pertinentes para garantir que as oportunidades sejam destinadas a quem realmente pertence aos grupos sociais historicamente discriminados.
Além disso, há um canal de atendimento e denúncia para discriminação racial na intranet.
Programas Sociais
Os programas sociais também são meios de promoção da equidade social. Neste mês de maio, houve duas edições do Pop Rua Jud, ofertando documentação e atendimentos para a população em situação de rua da capital acreana e de Cruzeiro do Sul. Esse é um público com múltiplas vulnerabilidades, composto por uma maioria de pessoas pretas e pardas. De igual modo, isso ocorre no Projeto Cidadão. A cidadania se materializa com documentação, serviços de saúde e orientações jurídicas, meios para a promoção da dignidade social e inclusão.










Fotos: Arquivo Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
TJ AC
Consepre reúne presidentes para debater tecnologia, avanços sociais e encerra 20ª edição com palestra do ministro Edson Fachin
Carta de São Paulo define prioridades do Judiciário para a era da Inteligência Artificial, reforçando defesa da independência e o combate à violência de gênero
O XX Encontro do Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil (Consepre), em sua 20ª edição, realizado em São Paulo, encerrou nesta sexta-feira, 15, com a consolidação de um caminho claro para o Judiciário brasileiro: a modernização responsável. Durante a intensa programação sediada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), os debates centrais giraram em torno da inovação, gestão, desafios institucionais e, principalmente, como fortalecer o Poder Judiciário em um cenário de transformações aceleradas.
O encerramento do encontro contou com a palestra do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin. Ao discorrer sobre “A visão do juiz contemporâneo e as metas do CNJ”, Fachin proferiu uma forte defesa da independência judicial e do fortalecimento institucional, alertando que a solidez das democracias está intrinsecamente ligada à força de suas instituições. O ministro alertou para o desgaste da credibilidade do Judiciário observado globalmente e destacou a necessidade de a magistratura preservar valores como a ética, a discrição e o equilíbrio diante dos desafios tecnológicos e sociais.

Na agenda do CNJ, Fachin destacou projetos estruturais, como a criação da Rede Nacional de Magistrados e Magistradas com Competência em Criminalidade Organizada, o programa Pena Justa, e ações cruciais voltadas à proteção da infância e à redução do prazo de análise de casos de violência doméstica contra mulheres.
Sobre o avanço tecnológico, o Ministro defendeu o uso responsável da Inteligência Artificial (IA) como instrumento de aprimoramento da prestação jurisdicional, mas fez uma ressalva capital: “Não devemos nem divinizar nem demonizar a tecnologia. Precisamos colocá-la a serviço da humanidade e da inteligência humana. Na prestação jurisdicional, o ser humano permanece insubstituível e imprescindível”.


Inteligência Artificial a Serviço do Cidadão
O Consepre demonstrou que a IA já é uma realidade prática nas Cortes estaduais. Tribunais apresentaram soluções inovadoras que aliam tecnologia e eficiência. O Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) detalhou o Promptus, um banco colaborativo de comandos para IA generativa, buscando padronizar e otimizar o uso da ferramenta. Já o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) exibiu a “Assis”, um assistente que auxilia magistrados na elaboração de minutas de sentenças, enfatizando a necessidade de rápida adaptação à nova realidade.
O presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, destacou a importância de integrar a inovação com a responsabilidade social. Nesse sentido, o próximo Consepre pretende levar como experiência o Projeto Humanize, do TJAC, que possui a ferramenta Humanize IA, que tem a função de analisar automaticamente a aplicação do controle de convencionalidade em conteúdos processuais, garantindo a compatibilidade dos atos judiciais não só com a legislação nacional, mas com tratados internacionais de direitos humanos e com os precedentes da Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH).
O presidente ressaltou a importância do Consepre como uma “grande oportunidade para que nós possamos construir um Judiciário cada vez mais sólido e que traga resultados efetivos ao cidadão. Na área da tecnologia, na administração, na governança, todos esses pontos importantes, que são estruturantes, nós conseguimos alinhar junto a todas as Cortes grandes projetos que vão cada vez mais modernizar a instituição judiciária do país”.
Agenda social e ações conjuntas
A pauta social também ganhou destaque. A desembargadora Vanja Fontenele Pontes, presidente do Colégio de Coordenadores da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cocevid), ressaltou a importância do fortalecimento das ações institucionais no enfrentamento à violência de gênero. Ela pediu que os tribunais unam esforços para “tentarmos conscientizar a população e reduzir a incidência de casos”.
Em alinhamento com essa prioridade, a reunião da Rede de Comunicadores dos Tribunais de Justiça Estaduais (Redecom) definiu, entre outras ações e encaminhamentos, o lançamento de uma campanha integrada para marcar os 20 anos da Lei Maria da Penha. Também foi realizada a reunião dos juízes auxiliares das presidências dos tribunais.




O compromisso firmado na Carta de São Paulo
A “Carta de São Paulo”, lida após a palestra de Fachin, é o mapa de rota dos Tribunais de Justiça do país. O documento reafirma a defesa inegociável do Estado Democrático de Direito e da independência judicial. Entre as ações estratégicas pontuadas, destacam-se a implementação dos Núcleos de Justiça 4.0, a consolidação do processo digital e o enfrentamento contínuo à violência de gênero.1
A Carta também reforça a cooperação interinstitucional no combate ao crime organizado e a preocupação com a eficiência do julgamento eletrônico em segundo grau, propondo ajustes normativos ao CNJ que considerem as realidades regionais.




Fotos: Chico Batata/TJAM
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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