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Especialistas defendem resolução que apoia jovens vítimas de violência sexual

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Representantes do governo federal, de conselhos nacionais e da sociedade civil defenderam nesta quarta-feira (20) a resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) que estabelece diretrizes de atendimento para crianças e adolescentes vítimas de violência sexual. O tema foi debatido em audiência pública da Comissão Mista de Combate à Violência Contra a Mulher (CMCVM). 

A audiência foi solicitada pela presidente da comissão, deputada Luizianne Lins (Rede-CE). A presidente do Conanda, Deila do Nascimento Martins Cavalcanti, destacou que o 18 de maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes, representa uma “trincheira nacional de luta” no enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes. 

Segundo ela, a Resolução 258/2024 foi aprovada em um contexto de aumento dos casos de violência contra meninas e mulheres e busca organizar o sistema de garantia de direitos, para assegurar atendimento às vítimas.   

— Essa resolução demarca que o Conanda está ciente, que a sociedade está ciente de quem são essas meninas. Essas meninas têm cor, têm classe e têm território. São meninas pobres, negras e periféricas — afirmou.

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Representando o Ministério das Mulheres, a conselheira nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), Alison Regina Mazza Lubascher, lembrou que a violência sexual contra crianças e adolescentes ocorre principalmente no ambiente doméstico, o que exige o fortalecimento dos mecanismos de escuta protegida e da rede especializada de atendimento.

Segundo Lubascher, o CNDM é contrário à aprovação do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 3/2025. O texto, aprovado pela Câmara dos Deputados, suspende os efeitos da Resolução 258/2024 do Conanda. Entre as diretrizes para o atendimento humanizado de vítimas de violência sexual, a resolução traz orientações sobre o acesso ao aborto legal nos casos previstos em lei.

— Tentar derrubar a resolução significa forçar as crianças violadas a carregar uma gestação compulsória, o que equivale a prolongar o crime em seus corpos — disse.

Vitória Clementino, sob supervisão de Dante Accioly

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Damares: É preciso fortalecer o combate a crimes cibernéticos contra menores

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Para a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), o país precisa fortalecer o combate aos crimes cibernéticos cometidos contra menores — especialmente os de caráter sexual. Para isso, argumenta, são necessárias medidas como a aprovação do PL 3.066/2025, projeto de lei que cria a “ronda virtual”.

A parlamentar fez essas declarações durante pronunciamento em Plenário nesta segunda-feira (6). Ela lembrou que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) fará 36 anos em 13 de julho e destacou os avanços conquistados desde a criação da lei, mas também argumentou que é preciso adotar novas iniciativas diante dos crimes praticados na internet.

— Temos muitos avanços [com o ECA], mas ainda precisamos fazer muito — afirmou.

PL 3.066/2025 institui medidas de combate à violência sexual contra menores — inclusive aquelas praticadas na internet e com o uso de inteligência artificial. Uma dessas medidas é a “ronda virtual”, que é uma espécie de varredura policial em ambientes digitais, fóruns e redes de compartilhamento, com o objetivo de localizar conteúdos de abuso sexual infantil.

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Damares lembrou que o projeto já foi aprovado na Câmara dos Deputados, recebeu parecer favorável na Comissão de Direitos Humanos do Senado (CDH), da qual ela é a presidente, e pode ir a votação no Plenário do Senado nesta terça-feira (7).

Por Bruno Augusto, sob supervisão de Augusto Castro

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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