AGRONEGÓCIO
De Heus cresce 23% em Goiás e reforça expansão da pecuária no Centro-Oeste com unidade estratégica em Itaberaí
AGRONEGÓCIO
A expansão da pecuária no Centro-Oeste brasileiro vem impulsionando fortemente o crescimento da De Heus no país. Em Goiás, a operação da companhia registrou avanço de 23% em volume no último ano, consolidando a unidade de Itaberaí como um dos principais polos estratégicos da multinacional no mercado de nutrição para ruminantes.
O desempenho reflete o aumento da intensificação produtiva na região, que concentra cerca de 27% do rebanho bovino nacional, com aproximadamente 58 milhões de cabeças, segundo dados do setor. O movimento reforça a importância do Centro-Oeste como eixo central da pecuária brasileira, especialmente em sistemas mais tecnificados e de alta produtividade.
Centro-Oeste concentra pecuária intensiva e amplia demanda por nutrição animal
Goiás e Mato Grosso seguem como estados-chave na expansão da pecuária intensiva no Brasil. Juntos, eles respondem por cerca de 38% do rebanho confinado do país, com aproximadamente 3,6 milhões de cabeças.
O avanço desse modelo produtivo está diretamente ligado ao maior uso de insumos estratégicos, como DDG, milho e coprodutos da soja e do algodão, que vêm ganhando espaço nas dietas de bovinos de corte e leite.
No segmento leiteiro, Goiás também se destaca entre os principais produtores nacionais, com crescimento da adoção de sistemas mais tecnificados, como o Compost Barn, que elevam a produtividade e exigem soluções nutricionais mais especializadas.
Unidade de Itaberaí se consolida como hub estratégico da De Heus no Brasil
Localizada no centro de Goiás, a unidade industrial da De Heus em Itaberaí ganhou relevância estratégica dentro da operação nacional da companhia. Sua posição geográfica facilita o acesso às principais regiões produtoras de matérias-primas e otimiza a distribuição de produtos para diferentes estados brasileiros.
A estrutura atende atualmente Goiás, Mato Grosso, Tocantins, Pará, Roraima, Maranhão, Ceará, Sergipe e a região do Triângulo Mineiro, consolidando-se como um hub logístico relevante para o setor de nutrição animal no país.
Segundo Rodrigo Andrade, gerente comercial de ruminantes da De Heus, o crescimento recente reforça a estratégia da empresa na região.
“Estamos realizando grandes avanços na região e, apenas no último ano, já obtivemos um crescimento bastante expressivo de 23% em termos de volume de operação, uma perspectiva que certamente se manterá para os próximos anos”, afirma.
Portfólio de nutrição animal acompanha intensificação da pecuária
A unidade de Itaberaí concentra sua produção em linhas de suplementos minerais, premixes, núcleos, proteinados e rações, segmentos considerados estratégicos dentro da pecuária moderna.
O avanço da intensificação no campo tem impulsionado especialmente o consumo de proteinados e rações completas, além do crescimento do confinamento, que eleva a demanda por soluções de alta performance nutricional.
“A intensificação da pecuária de corte, com maior utilização de proteinados e produtos de consumo estabilizado, é um dos fatores que impulsionam o avanço do mercado. O crescimento do confinamento também contribui diretamente para o aumento da demanda por núcleos e ração pronta”, explica Andrade.
No leite, o movimento é semelhante. O avanço tecnológico dos sistemas produtivos tem ampliado a demanda por soluções específicas, como rações voltadas para robôs de ordenha.
De acordo com a companhia, a De Heus já possui cerca de 50% de participação no mercado de alimentação de rebanhos atendidos por robôs de ordenha em Goiás, reforçando sua presença no segmento de alta tecnologia.
Investimento de R$ 45 milhões moderniza operação e amplia eficiência industrial
A unidade de Itaberaí recebeu investimento de aproximadamente R$ 45 milhões, com foco em modernização, segurança e rastreabilidade dos processos produtivos.
A fábrica opera com sistemas avançados de controle de qualidade, garantindo maior padronização e confiabilidade dos produtos destinados à pecuária de corte e leite.
“A nova fábrica é moderna e segura, com mecanismos de rastreabilidade e controle que garantem um produto de alto padrão de qualidade”, destaca o executivo.
As linhas de produção passam por otimização para ampliar a flexibilidade operacional, permitindo maior variedade de produtos e redução no tempo de atendimento ao mercado.
Expansão comercial e técnica fortalece presença no campo
Além do avanço industrial, a De Heus tem investido na ampliação de suas equipes comerciais e técnicas, com foco em atendimento especializado aos produtores rurais.
A estratégia inclui a contratação de profissionais dedicados aos segmentos de corte e leite, com atuação direta no campo para suporte nutricional e aumento de produtividade.
Para Rodrigo Andrade, o crescimento da unidade depende da integração entre tecnologia, eficiência operacional e proximidade com o cliente.
“O nosso desafio é continuar avançando com equipes qualificadas, levando ao cliente um portfólio amplo e serviços que contribuam diretamente para o aumento da produtividade”, conclui.
Perspectiva
Com o avanço da pecuária intensiva no Centro-Oeste e o aumento da demanda por soluções nutricionais de alta eficiência, a De Heus reforça sua posição como uma das principais empresas do setor no Brasil, consolidando Goiás como peça-chave na estratégia de expansão nacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos
A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).
O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.
Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.
Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.
No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.
A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.
Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.
Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.
Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.
A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.
Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.
O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.
Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.
Serviço
VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)
Fonte: Pensar Agro
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