AGRONEGÓCIO
Tilápia brasileira ganha reforço com medidas de São Paulo e Pernambuco contra concorrência das importações
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A piscicultura brasileira conquistou importantes avanços nesta semana com a adoção de medidas por parte dos governos de São Paulo e Pernambuco voltadas ao fortalecimento da produção nacional de tilápia. As iniciativas são vistas pelo setor como estratégicas para garantir maior competitividade aos produtores brasileiros diante do crescimento das importações de filé de tilápia, especialmente provenientes do Vietnã.
A Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR) comemorou as decisões e destacou que as ações representam uma resposta concreta às demandas da cadeia produtiva por maior equilíbrio tributário e rigor sanitário na comercialização de pescados importados.
São Paulo estabelece tributação para filé de tilápia importado
No dia 2 de junho, o Governo do Estado de São Paulo anunciou a publicação de um decreto que passará a estabelecer uma alíquota de ICMS para o filé de tilápia importado.
Segundo representantes do setor, a medida contribui para reduzir distorções tributárias e criar condições mais equilibradas de concorrência entre o produto nacional e os importados. O objetivo é fortalecer a indústria aquícola brasileira, que vem ampliando sua participação no mercado interno e investindo em tecnologia, sustentabilidade e geração de empregos.
A iniciativa é considerada um marco para a piscicultura nacional, especialmente por partir do maior mercado consumidor do país.
Pernambuco reforça barreiras sanitárias para proteger a produção local
Outro avanço importante ocorreu em Pernambuco. Nesta terça-feira (3), a Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (ADAGRO) publicou uma portaria suspendendo a comercialização de pescados que possam representar riscos sanitários à produção aquícola estadual.
A medida contempla produtos relacionados à importação de tilápia e reforça a necessidade de controles sanitários rigorosos para evitar a entrada de agentes que possam comprometer a saúde dos plantéis brasileiros.
Para o setor produtivo, a decisão fortalece os mecanismos de defesa agropecuária e amplia a segurança para produtores, consumidores e toda a cadeia de abastecimento.
Estados ampliam debate sobre proteção à piscicultura
De acordo com a PEIXE BR, as medidas adotadas por São Paulo e Pernambuco representam um passo importante para a construção de um ambiente de negócios mais competitivo e sustentável para a piscicultura brasileira.
A entidade destaca que outros estados também avaliam iniciativas semelhantes. Mato Grosso e Bahia estão entre as unidades da federação que discutem mecanismos de proteção à cadeia produtiva, demonstrando uma crescente preocupação com a manutenção da competitividade do setor diante do aumento das importações.
O movimento reflete o esforço conjunto de governos estaduais, produtores, cooperativas, indústrias e entidades representativas em busca de maior isonomia tributária e sanitária entre os produtos nacionais e estrangeiros.
Setor mantém mobilização em defesa da produção nacional
A PEIXE BR ressaltou que os avanços obtidos são resultado da mobilização de toda a cadeia produtiva da piscicultura brasileira e agradeceu o apoio de produtores, empresas, lideranças e instituições envolvidas nas discussões.
A entidade informou ainda que continuará acompanhando o tema junto aos órgãos competentes para assegurar condições justas de mercado, estimular investimentos e promover o desenvolvimento sustentável da piscicultura nacional.
Com o Brasil consolidado entre os maiores produtores mundiais de tilápia, o setor considera que medidas voltadas ao equilíbrio concorrencial e à segurança sanitária são fundamentais para garantir o crescimento da atividade, ampliar a geração de renda no campo e fortalecer a oferta de pescado de qualidade ao consumidor brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações de carne bovina de Mato Grosso batem recorde em maio, mas China acende alerta para o segundo semestre
As exportações de carne bovina de Mato Grosso alcançaram resultados históricos em maio de 2026, registrando os maiores volumes embarcados e o maior faturamento do ano para o período. Impulsionado pela forte demanda internacional, especialmente da China, e pela valorização da proteína no mercado externo, o estado consolidou sua posição como um dos principais exportadores de carne bovina do país.
No entanto, apesar do cenário positivo, especialistas alertam para possíveis desafios no segundo semestre. O avanço da utilização da cota de salvaguarda chinesa pode aumentar os custos de acesso ao principal mercado comprador da carne brasileira, afetando a competitividade das exportações nos próximos meses.
Embarques crescem mais de 32% em um ano
De acordo com levantamento do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), Mato Grosso exportou 87,10 mil toneladas de equivalente carcaça (TEC) em maio.
O volume representa crescimento de 3,55% em relação a abril e expressiva alta de 32,27% na comparação com maio de 2025. O resultado estabelece um novo recorde para o mês e também o maior volume mensal exportado pelo estado em 2026.
O desempenho reflete a manutenção da demanda internacional por carne bovina brasileira, em um momento de forte interesse dos principais mercados importadores e boa competitividade do produto nacional.
Receita avança mais de 64% e atinge patamar histórico
O crescimento dos embarques foi acompanhado por forte valorização da receita gerada pelas exportações.
Em maio, o faturamento alcançou US$ 440,72 milhões, aumento de 7,83% frente ao mês anterior e expressivos 64,53% acima do registrado no mesmo período do ano passado.
Além do aumento no volume comercializado, a receita foi favorecida pela valorização da carne bovina no mercado internacional. O preço médio das exportações atingiu US$ 5.060,12 por tonelada equivalente carcaça, reforçando a rentabilidade das operações externas.
Segundo o Imea, tanto o volume embarcado quanto a receita obtida configuram os melhores resultados do ano e recordes históricos para os meses de maio.
China responde por mais de 60% das compras
A China manteve sua posição de principal destino da carne bovina produzida em Mato Grosso.
O país asiático foi responsável por 60,43% de todos os embarques realizados em maio, consolidando sua relevância estratégica para a pecuária exportadora brasileira.
A forte participação chinesa tem sido um dos principais motores do crescimento das exportações nos últimos anos, contribuindo diretamente para a valorização dos preços e para a expansão das receitas do setor.
Salvaguarda chinesa pode pressionar exportações
Apesar dos resultados positivos, o mercado acompanha com atenção a evolução da cota de salvaguarda aplicada pela China às importações de carne bovina.
Segundo o Imea, a utilização da cota já se encontra próxima do limite estabelecido, situação que poderá elevar os custos de acesso ao mercado chinês durante o segundo semestre.
Caso a tarifa adicional seja acionada, exportadores brasileiros poderão enfrentar aumento de custos e perda de competitividade frente a concorrentes internacionais, reduzindo parte do ritmo observado nos embarques ao longo da primeira metade do ano.
Perspectivas seguem positivas, mas exigem atenção
O desempenho recorde registrado em maio reforça a força da pecuária mato-grossense no mercado global e evidencia a importância da demanda chinesa para a cadeia produtiva.
Entretanto, a dependência do mercado asiático e a proximidade do preenchimento da cota de salvaguarda exigem monitoramento constante por parte do setor exportador. A evolução das relações comerciais e das condições de acesso ao mercado chinês será determinante para o comportamento das exportações brasileiras de carne bovina na segunda metade de 2026.
Com demanda internacional aquecida, preços valorizados e volumes recordes, o cenário permanece favorável para a pecuária de corte. Ainda assim, o mercado já começa a avaliar os possíveis impactos regulatórios que poderão influenciar a competitividade da carne bovina brasileira nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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