AGRONEGÓCIO
Café abre em queda nas bolsas internacionais, enquanto clima em Minas e avanço da colheita no Brasil movimentam mercado
AGRONEGÓCIO
O mercado futuro do café iniciou os negócios desta quarta-feira (27) operando em queda nas bolsas internacionais, refletindo movimentações técnicas, realização de lucros e o avanço da colheita brasileira. Apesar da pressão negativa sobre as cotações, o setor segue atento às condições climáticas nas principais regiões produtoras do Brasil e ao potencial produtivo da safra 2026/27.
Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), os contratos do café arábica registravam baixas nos primeiros negócios do dia. O vencimento julho/26 recuava 200 pontos, negociado a 272,00 cents/lbp. O contrato setembro/26 caía para 264,35 cents/lbp, enquanto o dezembro/26 era cotado a 256,30 cents/lbp, também com desvalorização de 200 pontos.
Em Londres (ICE Europe), o café robusta acompanhava o movimento negativo. O contrato julho/26 operava com queda de 44 pontos, cotado a US$ 3.475 por tonelada. O setembro/26 recuava para US$ 3.345 por tonelada e o novembro/26 era negociado a US$ 3.271 por tonelada.
Colheita avança no Brasil e amplia pressão sobre preços
O avanço da colheita brasileira segue como um dos principais fatores de pressão sobre o mercado neste momento. Com maior entrada de café da nova safra no mercado físico, compradores ampliam cautela e acompanham o ritmo da oferta nas principais regiões produtoras.
Em Rondônia, a colheita do café robusta avança de forma acelerada, favorecida pelo clima mais seco nas últimas semanas. O estado, que vem ganhando espaço na produção nacional de conilon, apresenta bom ritmo nos trabalhos de campo e reforça a expectativa de aumento da oferta brasileira no segundo semestre.
Levantamentos do mercado apontam que a qualidade do robusta de Rondônia vem apresentando desempenho positivo, cenário que pode fortalecer as exportações brasileiras e aumentar a competitividade do produto nacional no mercado internacional.
Minas Gerais preocupa mercado com perdas na produtividade
Enquanto o robusta avança em boas condições no Norte do país, produtores de Minas Gerais demonstram preocupação com os impactos do clima irregular sobre a safra de café arábica.
O estado, maior produtor brasileiro da variedade, enfrentou períodos de estiagem e temperaturas elevadas durante fases importantes do desenvolvimento das lavouras. Segundo relatos do setor produtivo, o cenário afetou o enchimento dos grãos e pode limitar o potencial produtivo em parte das regiões cafeeiras.
A preocupação do mercado está concentrada principalmente na safra 2026/27, já que as condições climáticas registradas nos últimos meses podem trazer reflexos sobre produtividade e peneira dos grãos.
Além disso, analistas seguem monitorando o comportamento climático durante o inverno brasileiro, período decisivo para o desenvolvimento das lavouras e para o risco de ocorrência de geadas em áreas produtoras.
Dólar e exportações seguem no radar do setor cafeeiro
Outro fator que mantém o mercado atento é o comportamento do dólar frente ao real. A moeda norte-americana voltou a operar acima dos R$ 5,00 nesta quarta-feira, movimento que pode influenciar diretamente a competitividade do café brasileiro nas exportações.
Mesmo com o avanço da colheita, ainda há relatos de comercialização mais lenta no mercado interno. Produtores seguem cautelosos diante da volatilidade das bolsas internacionais e das oscilações cambiais, aguardando melhores oportunidades de negociação.
As exportações brasileiras também permanecem no radar dos investidores, especialmente diante da expectativa de aumento da oferta global ao longo dos próximos meses.
Mercado deve seguir volátil nas próximas semanas
A expectativa é de que o mercado do café continue operando com elevada volatilidade nas próximas semanas, acompanhando:
- o avanço da colheita brasileira;
- as condições climáticas em Minas Gerais;
- o comportamento do dólar;
- o ritmo das exportações;
- e a entrada da nova safra no mercado físico.
Com o Brasil no centro das atenções globais do setor cafeeiro, qualquer mudança climática ou alteração no fluxo de oferta pode provocar novos movimentos relevantes nas cotações internacionais do arábica e do robusta.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Mercado de suínos perde força em maio diante de maior oferta e demanda interna mais fraca
O mercado brasileiro de suínos vivos encerrou o mês de maio em cenário de baixa, pressionado principalmente pelo aumento da oferta de animais para abate e pela desaceleração do consumo doméstico. O avanço da disponibilidade reduziu o poder de negociação dos produtores e manteve as cotações fragilizadas ao longo de praticamente todo o período.
De acordo com o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, a dinâmica do setor continuou enfraquecida tanto no mercado independente quanto no atacado. Embora alguns cortes tenham apresentado comportamento misto, o ritmo de reposição ao longo da cadeia perdeu intensidade, refletindo o consumo mais moderado das famílias brasileiras.
Segundo o especialista, a indústria frigorífica adotou uma postura mais cautelosa nas compras de animais vivos, diante da menor liquidez no mercado interno e do aumento da oferta disponível para abate.
Margens da suinocultura ficam mais apertadas
Além da pressão sobre os preços do suíno vivo, maio também foi marcado pela preocupação crescente dos produtores com o estreitamento das margens da atividade. O cenário de preços mais baixos para os animais, aliado aos custos de produção ainda elevados, reduziu a rentabilidade da cadeia suinícola.
Mesmo diante desse ambiente mais desafiador, as exportações continuaram exercendo papel fundamental para limitar perdas mais intensas no mercado doméstico.
“As exportações permaneceram como principal fator de sustentação do mercado, ajudando a absorver parte da oferta interna”, destacou Allan Maia.
Apesar de uma leve desaceleração no ritmo médio diário dos embarques durante maio, o fluxo externo continuou relevante para equilibrar a disponibilidade de carne suína no país.
Expectativa para junho é de recuperação gradual da demanda
Para junho, a perspectiva é de um ambiente um pouco mais favorável ao setor. A entrada de salários na economia tende a estimular o consumo de proteínas, enquanto a recente queda nos preços da carne suína aumenta a competitividade do produto frente às demais proteínas animais.
Outro fator que pode favorecer o mercado é a valorização da carne bovina e da carne de frango, cenário que tende a direcionar parte do consumo para a proteína suína no varejo.
A expectativa do setor é de recuperação gradual da demanda doméstica ao longo das próximas semanas, especialmente no atacado.
Preços do suíno recuam em diversos estados
Levantamento da Safras & Mercado apontou queda na média nacional do quilo do suíno vivo, que passou de R$ 5,46 para R$ 5,38 na semana.
No atacado, a média dos cortes de carcaça recuou de R$ 9,00 para R$ 8,96 por quilo, enquanto o preço médio do pernil caiu de R$ 11,43 para R$ 11,40.
Em São Paulo, a arroba suína recuou de R$ 103,00 para R$ 102,00.
No Rio Grande do Sul, o quilo vivo na integração caiu de R$ 5,90 para R$ 5,70, enquanto no mercado do interior passou de R$ 5,30 para R$ 5,20.
Em Santa Catarina, o preço na integração recuou de R$ 5,90 para R$ 5,70. Já no interior catarinense, o valor permaneceu em R$ 5,05.
No Paraná, o mercado livre registrou queda de R$ 5,10 para R$ 5,00 por quilo vivo. Na integração, a cotação caiu de R$ 5,90 para R$ 5,75.
No Mato Grosso do Sul, a cotação em Campo Grande permaneceu em R$ 5,15, enquanto na integração houve recuo de R$ 5,80 para R$ 5,65.
Em Goiânia, os preços avançaram de R$ 5,15 para R$ 5,35.
No interior de Minas Gerais, o quilo vivo caiu de R$ 5,70 para R$ 5,60. Já no mercado independente, os preços seguiram em R$ 5,80.
Em Mato Grosso, a cotação em Rondonópolis permaneceu em R$ 5,50, enquanto na integração estadual houve queda de R$ 5,95 para R$ 5,70.
Exportações de carne suína seguem sustentando o setor
As exportações brasileiras de carne suína in natura movimentaram US$ 191,943 milhões em maio, considerando 15 dias úteis, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
A média diária exportada ficou em US$ 12,796 milhões. O volume total embarcado atingiu 77,427 mil toneladas, com média diária de 5,161 mil toneladas.
O preço médio da tonelada exportada foi de US$ 2.479.
Na comparação com maio de 2025, houve queda de 2,1% no valor médio diário exportado. Por outro lado, o volume médio diário embarcado cresceu 2,3%, enquanto o preço médio da tonelada registrou recuo de 4,3%.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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