AGRONEGÓCIO
Confiança da indústria brasileira sobe em maio e atinge maior nível em um ano, aponta FGV
AGRONEGÓCIO
A confiança da indústria brasileira voltou a avançar em maio e alcançou o maior nível dos últimos 12 meses, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas nesta quarta-feira. O resultado reflete a melhora da percepção dos empresários sobre o cenário atual da atividade industrial, embora ainda exista cautela em relação aos próximos meses.
O Índice de Confiança da Indústria (ICI) subiu 1,1 ponto em comparação com abril, chegando a 97,1 pontos, o melhor desempenho desde maio de 2025.
O avanço foi puxado principalmente pelo Índice de Situação Atual (ISA), que mede a avaliação dos empresários sobre o momento presente da indústria. O indicador avançou 2,2 pontos e atingiu 98,7 pontos, também no maior patamar em um ano.
Demanda melhora e estoques voltam à normalidade
De acordo com o economista Stéfano Pacini, do FGV IBRE, a recuperação observada em maio está relacionada à melhora gradual da demanda e à reorganização dos estoques industriais após os impactos iniciais das tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Segundo a análise da FGV, diversos segmentos da indústria perceberam uma normalização das operações após um período de maior instabilidade causado pela alta volatilidade no mercado internacional de energia e logística.
O movimento é acompanhado de perto pelo agronegócio e pela indústria de alimentos e bebidas, setores diretamente ligados ao comportamento do consumo interno, custos de produção e transporte.
Expectativas ainda mostram cautela no setor industrial
Apesar da melhora no cenário atual, o Índice de Expectativas (IE), que mede a percepção sobre os próximos meses, avançou apenas 0,1 ponto, chegando a 95,6 pontos.
A leitura indica que o setor industrial ainda mantém postura conservadora diante das incertezas econômicas globais e dos possíveis reflexos sobre a atividade produtiva brasileira.
Segundo Pacini, os empresários continuam atentos aos impactos das tensões no Oriente Médio, especialmente sobre os preços do petróleo e possíveis desarranjos nas cadeias globais de suprimentos.
Os segmentos ligados aos bens de consumo não duráveis aparecem entre os mais sensíveis ao cenário externo, devido à dependência de custos logísticos, energia e matérias-primas.
Petróleo, juros e política monetária seguem no radar da indústria
A preocupação do setor industrial também envolve o comportamento da política monetária brasileira. O ambiente internacional mais instável pode dificultar novos cortes na taxa básica de juros.
Recentemente, o Banco Central do Brasil reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,50% ao ano, mas sinalizou cautela em relação aos próximos movimentos.
Para a indústria, juros elevados continuam sendo um fator de pressão sobre investimentos, consumo e expansão da atividade econômica.
No agronegócio, o cenário impacta diretamente setores ligados à industrialização de alimentos, produção de insumos, máquinas agrícolas, logística e transporte, que dependem de crédito mais acessível para ampliar operações e investimentos.
Cenário externo continua influenciando indústria brasileira
A avaliação da FGV mostra que o ambiente internacional seguirá como um dos principais fatores de influência sobre a indústria nacional nos próximos meses.
A volatilidade do petróleo, os riscos geopolíticos e os custos financeiros elevados permanecem no centro das atenções dos empresários, especialmente em cadeias produtivas ligadas ao agronegócio, alimentos, combustíveis e bens de consumo.
Mesmo com a melhora registrada em maio, o setor industrial ainda opera em um ambiente de incerteza, acompanhando de perto os desdobramentos econômicos globais e os efeitos sobre produção, demanda e investimentos no Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações brasileiras de soja devem superar 15 milhões de toneladas em junho e reforçam liderança do agronegócio
O agronegócio brasileiro segue demonstrando força no mercado internacional. As exportações de soja do Brasil devem alcançar aproximadamente 15,3 milhões de toneladas em junho, segundo estimativas da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). O volume representa um desempenho superior ao registrado no mesmo período do ano passado e reforça a competitividade do produto brasileiro no comércio global.
Os dados mais recentes da entidade indicam que os embarques acumulados de soja em 2026 já ultrapassam 73,8 milhões de toneladas, consolidando um dos melhores desempenhos da história para o setor exportador nacional.
Soja lidera crescimento das exportações brasileiras
A soja continua sendo o principal produto da pauta exportadora do agronegócio brasileiro. Entre janeiro e maio, os embarques apresentaram crescimento significativo em comparação ao mesmo período de 2025, impulsionados pela elevada demanda internacional e pela ampla oferta nacional.
Para junho, a previsão é de exportações superiores a 15 milhões de toneladas, resultado acima das 13,8 milhões de toneladas embarcadas no mesmo mês do ano anterior. O avanço reforça a posição do Brasil como maior fornecedor mundial da oleaginosa.
A China permanece como o principal destino da soja brasileira, absorvendo cerca de 70% das exportações realizadas entre janeiro e maio. Espanha, Turquia, Tailândia, Paquistão, Holanda e México também figuram entre os principais compradores do grão brasileiro.
Farelo de soja registra avanço e fortalece indústria de processamento
O farelo de soja também apresenta desempenho positivo em 2026. A ANEC estima embarques próximos de 2,24 milhões de toneladas em junho, volume superior ao registrado no mesmo período de 2025.
O crescimento reflete o fortalecimento da indústria nacional de processamento, que vem ampliando a agregação de valor à produção agrícola brasileira.
Entre os principais destinos do farelo brasileiro estão Indonésia, Tailândia, Irã, Holanda, Polônia e Espanha, demonstrando a diversificação dos mercados consumidores do produto.
Milho acelera e amplia participação no comércio global
Outro destaque do ano é o milho. Os embarques acumulados já superam 6,3 milhões de toneladas, volume significativamente superior ao observado no mesmo período de 2025. A previsão para junho aponta exportações próximas de 598 mil toneladas.
O cereal brasileiro vem ganhando espaço em mercados estratégicos, especialmente no Norte da África e no Oriente Médio. Egito, Vietnã e Irã lideram as compras do milho nacional, seguidos por Argélia, Malásia e Arábia Saudita.
Portos do Arco Norte ampliam relevância logística
A logística segue sendo um dos pilares do crescimento das exportações brasileiras. Os portos de Santos, Paranaguá, Itaqui, Barcarena, Itacoatiara e Rio Grande concentram grande parte dos embarques de soja, farelo e milho.
Além dos tradicionais corredores de exportação do Sul e Sudeste, os portos do Arco Norte vêm ampliando sua participação, contribuindo para a redução de custos logísticos e aumento da competitividade dos produtos brasileiros nos mercados internacionais.
Agronegócio mantém protagonismo na balança comercial
As projeções da ANEC reforçam a importância do complexo soja e milho para a economia brasileira. O avanço das exportações ocorre em um contexto de demanda global consistente por alimentos e proteínas, favorecendo o desempenho do setor.
Com produção elevada, infraestrutura em expansão e mercados consolidados, o Brasil segue fortalecendo sua posição como um dos maiores fornecedores mundiais de grãos, contribuindo decisivamente para o saldo positivo da balança comercial e para a geração de renda no campo.
A expectativa do mercado é que os embarques continuem acelerados ao longo do segundo semestre, especialmente com a intensificação das exportações de milho e a manutenção da forte demanda asiática pela soja brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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